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Políticas Públicas dão vida às Leis!

André Naves
Os dados do mais recente Censo, divulgados pelo IBGE, trouxeram à tona uma fotografia pouco bonita da realidade brasileira: 8,9% da população possui alguma funcionalidade divergente. Neste grupo, conhecido como “PcDs”, 47,2% têm mais de 60 anos, revelando a questão etária como uma das maiores interseccionalidades presentes. No entanto, essa, infelizmente, não é a única barreira enfrentada pelas pessoas com deficiência em nosso país.
No mercado de trabalho, um outro e enorme impedimento se manifesta. Apenas 26,6% das pessoas com deficiência estão ocupadas, de acordo com o IBGE. Além disso, quando confrontamos os dados de ocupação com os dados educacionais, fica evidente um nível de desemprego muito maior neste grupo de indivíduos. E quando conseguem emprego, são frequentemente relegados a trabalhos precarizados, mal remunerados e abaixo de sua qualificação. A situação também é alarmante quando se trata de escolarização. A taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência atinge assustadores 20%, cinco vezes a média nacional. Esses números gritantes são reflexos do capacitismo estrutural enraizado em nossa sociedade.
No entanto, para além desse capacitismo, devemos reconhecer todos os muros impostos pelos preconceitos, atitudes exclusivistas e vieses inconscientes que afetam todos os grupos minorizados. Essas infames muralhas têm origem na desigualdade social, vale dizer; na falta de estruturas sociais e bases materiais que permitam a plena realização das diversas capacidades humanas. Portanto, é fundamental diminuir a desigualdade social, enquanto celebramos a diversidade, a pluralidade e as características ímpares de cada indivíduo. Para isso, é necessário atacar suas fontes e promover ações concretas.
Apesar de termos textos legais adequados e alinhados aos Direitos Humanos, eles muitas vezes se mostram inócuos diante da realidade social em que vivemos, se não forem acompanhados por ações efetivas. É exatamente por isso que as políticas públicas são tão necessárias. Muitas vezes impulsionadas por leis e demandas da sociedade civil, as políticas públicas são as ferramentas capazes de combater os problemas reais enfrentados pelas coletividades.
A nomeação recente de Thaís Pessanha – funcionária de carreira da Petrobras há mais de 20 anos e portadora de osteogênese imperfeita congênita -, para o cargo de gerente de diversidade, equidade e inclusão, é um exemplo de ação política que deve ser celebrada. Demonstra que as empresas não devem se limitar apenas às suas atividades econômicas, mas também assumir uma postura política, atuando como faróis para a sociedade civil na construção de uma sociedade estruturalmente sustentável, inclusiva e justa.
No entanto, para que essas políticas públicas sejam efetivamente implementadas, é necessário o engajamento da sociedade civil por meio da crítica, fiscalização e mobilização constantes. Somente com o envolvimento de todos podemos enfrentar as barreiras estruturais preconceituosas que afetam todos os grupos sociais minorizados.
É tempo de construir uma sociedade onde todos tenham igualdade material de oportunidades, respeito e valorização de suas capacidades individuais. Nesse caminho, devemos buscar não apenas a redução da desigualdade social, mas também a celebração da diversidade como um valor fundamental na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Juntos, podemos superar as barreiras e criar um futuro em que a plena participação e inclusão de todas as pessoas seja uma realidade concreta e transformadora.
*André Naves é Defensor Público Federal, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social; Mestre em Economia Política.
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Há vagas, há trabalhadores, mas por que eles não se encontram?
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O agro no centro do mundo
Por Paulo Lucion

Paulo Lucion é empresário
Quando o Global Agribusiness Festival (GAFFFF) nasceu em São Paulo, ele surgiu com uma proposta ousada: aproximar o campo da cidade, conectar tecnologia, inovação, negócios, cultura e pessoas em torno de um dos setores mais importantes para o desenvolvimento econômico e social do planeta.
Agora, em 2026, damos um passo ainda maior. Pela primeira vez, o festival ultrapassa os limites da capital paulista e escolhe Sorriso para sediar uma edição do evento. E não poderia haver lugar mais simbólico para isso.
Sorriso não é apenas a Capital Nacional do Agronegócio. É uma cidade que representa aquilo que o agro brasileiro tem de mais forte: produtividade, tecnologia, empreendedorismo, sustentabilidade e capacidade de alimentar o mundo. Aqui, a produção acontece em larga escala, mas também se constrói conhecimento, inovação e desenvolvimento.
Receber o GAFFFF é um reconhecimento da importância que Mato Grosso conquistou no cenário nacional e internacional. Durante muitos anos, o Brasil discutiu o agro olhando para os grandes centros urbanos. Hoje, o mundo quer vir conhecer onde as coisas realmente acontecem.
Entre os dias 23 e 26 de julho, Sorriso será palco de debates sobre segurança alimentar, inovação, tecnologia, sustentabilidade, mercados globais e os desafios que definirão o futuro da produção de alimentos. Teremos mais de uma centena de palestrantes nacionais e internacionais, lideranças empresariais, produtores rurais, investidores, pesquisadores e especialistas compartilhando conhecimento e construindo conexões.
Mas o GAFFFF vai além dos fóruns e painéis técnicos. O grande mérito do festival é mostrar que o agro não pertence apenas a quem produz. O agro está presente na mesa das famílias, na geração de empregos, na indústria, no comércio, na logística, na ciência e na cultura. Por isso, o evento une conteúdo, negócios, gastronomia, entretenimento e esporte em uma experiência que aproxima diferentes públicos.
A expectativa de receber milhares de visitantes durante os quatro dias do evento também representa uma oportunidade para hotéis, restaurantes, comércio, prestadores de serviço e para toda a cadeia econômica do município e da região.
O GAFFFF também é uma vitrine para mostrar ao Brasil e ao mundo a capacidade produtiva de Mato Grosso, a força do agronegócio brasileiro e o potencial de uma região que continua crescendo, inovando e liderando transformações.
Como presidente de honra desta edição, vejo a realização do festival em Sorriso como um marco histórico. Estamos trazendo para o coração do agro mundial um evento que discute o futuro da humanidade por meio da produção de alimentos. Uma ponte entre Mato Grosso e a Faria Lima, pois a outra edição do GAFFFF será nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque. A escolha das praças não é casual. Sorriso representa o centro da produção agrícola brasileira. São Paulo, por sua vez, concentra capital, grandes empresas, investidores e tomadores de decisão.
O mundo estará olhando para Sorriso. E Sorriso está pronta para receber o mundo.
Paulo Lucion é empresário, presidente de Honra do GAFFFF Sorriso e CEO da Nutribras Alimentos
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

O que a ciência mostra :
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
Envelhecer bem ,exige preservar força
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