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Mato Grosso

Prefeito: “Esse governo pensa nas pessoas, não só em infraestrutura, mas em saúde, educação e no social”

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O governador Mauro Mendes autorizou, nesta quinta-feira (09.06), durante visita ao município de Barra do Garças, a retomada das obras de construção dos conjuntos habitacionais Residencial Carvalho I, II e III. Ainda foram anunciadas novas licitações e investimentos que totalizam R$ 57,7 milhões para cinco municípios da região.

Os três conjuntos habitacionais são fruto de parceria da Prefeitura de Barra do Garças com a Caixa Econômica Federal, mas estavam com as obras paralisadas. Para a retomada, o Estado entrou com a contrapartida de R$ 11,6 milhões. 

“Esse é um governo de inclusão, de visibilidade, que pensa nas pessoas, não só em infraestrutura, mas em saúde, educação e no social. Não é apenas a entrega de um papel que acontece hoje, mas a realização de um sonho de mais de 30 anos”, destacou o prefeito do município, Adilson Gonçalves, que recebeu a autorização para R$ 29,7 milhões em investimentos, por meio de convênios.

O governador Mauro Mendes pontuou que, embora o entrave para a conclusão da obra fosse relacionado à Prefeitura e a Caixa Econômica, a dificuldade afetou diretamente 1,5 mil famílias mato-grossenses e, por isso, diante do momento em que o Estado vive, com recursos para novos investimentos, o Governo do Estado decidiu solucionar a questão. 

“Me cortava o coração vir em Barra do Garças e ver 1,5 mil casas, que já estão quase prontas, com as obras paralisadas. São 1,5 mil famílias sonhando com aquilo há muito tempo. Seria muito fácil dizer que não era um problema do Governo do Estado, mas, por ter tido as condições, estamos ajudando a solucionar, colocando quase R$ 12 milhões para que essas famílias possam realizar seus sonhos”, comentou.

Durante a visita, o governador Mauro Mendes também autorizou a regularização fundiária de 479 casas, a ser realizada por meio do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), e a abertura de quatro processos de licitação, sendo dois para manutenção do asfalto em dois trechos da MT-100, e dois para a reforma de escolas estaduais.

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Os trechos da rodovia que passarão por manutenção e receberão investimentos de R$ 14,1 milhões estão localizados entre Pontal do Araguaia e Torixoréu (R$ 7,6 milhões), e entre Barra do Garças e Araguaiana (R$ 6,5 milhões). Na semana passada o Governo do Estado entregou outros 67 quilômetros de asfalto na MT-100, garantindo 100% de asfalto no trecho que liga Alto Araguaia a Barra do Garças.

Apenas para Barra do Garças, também foram autorizadas licitações para a reconstrução das escolas estaduais Dom José Selva, no setor Campinas, e Jardim do Ypês, no bairro Jardim dos Ipes, que, juntas, têm orçamento estimado de R$ 12 milhões, e feita a entrega de um ônibus escolar para garantir a segurança no transporte dos estudantes.

O governador Mauro Mendes ainda autorizou a formalização de seis convênios para a reforma e ampliação do Parque Águas Quentes, construção da sala de tiro do 5º Comando Regional da PM, realização do projeto Vivendo o Atletismo, compra de cimento para construção de calçadas, e reforma das cercas e sanitários dos campos de futebol do bairro Zeca Ribeiro e do ginásio Arnaldo Martins. Juntos, os investimentos somam mais de R$ 5,7 milhões.

A comitiva também aproveitou a passagem por Barra do Garças para vistoriar as obras de construção do Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), que recebeu investimento de R$ 13,9 milhões. A previsão é que o espaço seja entregue até dezembro deste ano. 

“Felizmente, hoje, o Estado de Mato Grosso é o Estado que mais investe no Brasil. É um Estado que tem uma administração, uma gestão, que tem conseguido fazer com que tenhamos um vale da prosperidade, diante de tantas obras que estão sendo lançadas em todas as regiões”, destacou o senador Wellington Fagundes, que acompanhou a agenda com o governador.

Mais investimentos

Também receberam investimentos os municípios de Pontal do Araguaia, Araguaiana, General Carneiro e Novo São Joaquim. Juntos, os convênios firmados com as prefeituras somam mais de R$ 28 milhões. 

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Para Pontal do Araguaia foi destinado R$ 1,7 milhão, com a entrega de um ônibus escolar (R$ 279,2 mil) e autorização de dois convênios, sendo um para fornecimento e instalação de 758 lâmpadas de LED (R$ 308,8 mil), e para substituição de ponte de madeira por aduela de concreto (R$ 1,1 milhão). Ainda, foram autorizadas as análises de convênios para a reforma do ginásio poliesportivo Eduardão, para a construção do complexo esportivo público municipal, e para a revitalização da Avenida Universitária. 

Por sua vez, Araguaiana recebeu R$ 4,8 milhões. O valor contempla a entrega de um ônibus escolar (R$ 361.080) e assinatura de convênios para fornecimento e instalação de 337 lâmpadas de LED (R$ 145,1 mil), implantação de calçada em diversas ruas (R$ 360,3 mil), compra de material para o asfaltamento de diversas ruas (R$ 1,7 milhão) e compra de material para manutenção de asfalto (R$ 2,2 milhões). 

Já para General Carneiro foram R$ 12,4 milhões. O município também recebeu um ônibus escolar (R$ 361.080), e teve autorizada a licitação para asfaltamento da MT-107 (R$6.865.055). Ainda, foram autorizados convênios para implantação de calçadas (R$ 1 milhão), asfaltamento de vias urbanas (R$ 1,1 milhão), construção de ponte de concreto sobre o Córrego do Macaco (R$ 1,6 milhão) e obra de drenagem de águas em diversas ruas (R$ 1,5 milhão). 

Novo São Joaquim também foi contemplado com duas autorizações de convênio, que somam R$ 9,9 milhões. O montante deve ser usado para a restauração e conservação de diversas ruas (R$ 6,8 milhões) e para construção de 50 unidades habitacionais (R$ 3,1 milhões). 

O senador Fábio Garcia ressaltou que todos os investimentos apenas são possíveis porque, no início da gestão, foram adotadas medidas duras para que pudesse ser restabelecida a gestão fiscal de Mato Grosso, que, hoje, é o Estado que mais investe na população.

“É o que mais investe em estradas, em educação, com reforma das escolas, entrega de ônibus e melhorias no sistema de ensino, é o que mais investe na saúde, entregando seis novos hospitais regionais, e é o que mais investe em habitação: serão 15 mil moradias entregues pelo Estado de Mato Grosso. Isso só é possível porque o governador Mauro Mendes trata o dinheiro público com responsabilidade, cuidando de cada centavo do dinheiro do mato-grossense. Então, você, Mauro, entrega de volta o Estado de Mato Grosso para as pessoas, que é o que importa”, discursou.

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O deputado estadual Max Russi também pontuou as parcerias do Governo do Estado com os deputados da Assembleia Legislativa desde o início da gestão, que foram importantes para a adoção das medidas necessárias para o reequilíbrio econômico e fiscal do Estado, e afirmou que a Assembleia Legislativa está de portas abertas para mais parcerias que visem a melhoria da qualidade de vida da população.

“Vendo hoje essa entrega de títulos, pessoas idosas sonhando com esse documento, e o Governo do Estado chegando com mais essa ação importante, reafirmo que estamos lá na Assembleia para dar o apoio necessário para que a gente possa construir esse Estado de oportunidades, com esse governo que olha para os 141 municípios e chega fazendo investimentos, ações e trazendo melhor qualidade de vida”, declarou.

Acompanharam o governador na agenda os senadores Wellington Fagundes e Fábio Garcia, os deputados federais Nelson Barbudo, Neri Geller e Juarez Costa, os deputados estaduais Ondanir Bortolini (Nininho), Max Russi, Dr Eugênio, Xuxu Dal Molin, Elizeu Nascimento e Dr João. Também, os prefeitos de Pontal do Araguaia, Aldecino Lopo, de Araguaiana, Getúlio Vieira Neto, de General Carneiro, Marcelo de Aquino, e de Novo São Joaquim, Leonardo Zampa. 

Ainda, os secretários de Estado Rogério Gallo (Casa Civil), Laice Souza (Comunicação), Marcelo de Oliveira (Infraestrutura), Alan Porto (Educação) e Maurício Munhoz (Ciência, Tecnologia e Inovação), entre outras lideranças locais.

Fonte: GOV MT

Mato Grosso

Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática

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A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso

Nesta sexta-feira (7), a Lei Maria da Penha (lei nº 11.340) completa 20 anos de promulgação. Considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das três melhores legislações mundiais quando se fala em defesa dos direitos das mulheres, ela ainda enfrenta muitos entraves para ser colocada em prática.

O reflexo dessas dificuldades bate à porta de Mato Grosso, afinal, de acordo com 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em julho deste ano, o estado registrou a terceira maior taxa de feminicídios do país em 2025. Naquele ano, Mato Grosso teve uma taxa de 2,7 feminicídios para cada 100 mil habitantes.

Embora estes números sejam menores do que os registrados em 2024, ano em que Mato Grosso figurou em primeiro lugar nas taxas de feminicídios com 2,5 casos para cada 100 mil habitantes, a coordenadora do Núcleo de Defesa da Mulher (Nudem) da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), Rosana Leite, garante que ainda não é hora de comemorar.

Mas como mudar esse quadro? De que forma a lei Maria da Penha ajudou a enfrentar a violência de gênero em seus 20 anos de promulgação? Para tirar essas e outras dúvidas, Rosana Leite concedeu uma entrevista especial na qual faz uma análise da legislação e conta um pouco mais sobre a atuação do Nudem em todo o estado.

Confira a entrevista:

Qual o maior legado da Lei Maria da Penha (LMP) nesses 20 anos da sua promulgação?

Rosana Leite – Eu vejo que o maior legado é a discussão do enfrentamento à violência contra as mulheres. Hoje nós sabemos que qualquer violação às mulheres se perfaz em violação aos Direitos Humanos das mulheres. Com a lei nós passamos a falar muito mais sobre esse enfrentamento. Antigamente as mulheres não tinham voz, mas hoje nós temos voz. Com a redemocratização do Brasil, o nosso país passou a ser signatário de tratados e convenções internacionais e a LMP é uma resposta a tudo isso, ela quebrou paradigmas ao mostrar que a violência contra a mulher deve ser enfrentada pelo Poder Público e não por pessoas mais próximas, como amigos e familiares. A Maria da Penha mostrou que a legislação deve amparar todas das mulheres. E agora, com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), ela também deve amparar todo o segmento LGBTQIAPN+. Portanto, a lei trouxe uma forma diferenciada da sociedade enxergar as mulheres, os Direitos Humanos e ter consciência que nós mulheres temos direitos, que nós precisamos de respeito, de consideração da sociedade, que a nossa historicidade precisa ser garantida porque nós fomos deixadas de lado por muito tempo.

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Ainda há dificuldades para colocar em prática algumas ações e políticas públicas voltadas às mulheres?

Rosana Leite – Sim. A Organização das Nações Unidas (ONU) já declarou que a Maria da Penha é uma das três leis mais importantes do mundo no que diz respeito ao enfrentamento da violência de gênero. Mas ela ainda não foi cumprida integralmente pelo Poder Público. A lei traz, por exemplo, políticas públicas importantíssimas em seu artigo oitavo que não foram todas cumpridas. E eu cito aqui a inclusão nos currículos escolares de matérias sobre o enfrentamento à violência contra as mulheres. Infelizmente nós não temos essa inclusão. Imagina se tivéssemos essa inclusão há 19 anos. Será que já não teríamos uma sociedade diferenciada? O enfrentamento da violência contra as mulheres passa pela educação. Mas enquanto nós não mudarmos os currículos escolares, não iremos trabalhar no cerne do problema. A educação ainda é a chave. Virando essa chave, quem sabe poderemos ter outra realidade.

Outro ponto. Infelizmente a LMP ainda não é cumprida integralmente e de forma homogênea no Brasil. No Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege) temos a Comissão de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres e lá nós conseguimos enxergar que em cada estado a LMP passa a ser aplicada de uma forma diferente. Portanto, essa falta de políticas públicas homogêneas, da aplicabilidade da lei de forma homogênea, tem prejudicado uma lei que já tem 20 anos.

Quando a LMP surgiu, nós tivemos que nos readequar, fazer com que a sociedade entendesse a lei. No começo ela foi chamada de inconstitucional. Quando a lei tinha apenas seis anos, a Corte Suprema do país teve que declarar a sua constitucionalidade. Já quando a lei estava em sua fase de “adolescência”, ela ganhou seus remendos e alterações. Hoje, na fase “adulta”, nós precisamos que ela seja cumprida. Mas esse cumprimento de forma homogênea nós ainda não temos.

O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública coloca Mato Grosso em terceiro lugar nas taxas de feminicídio no Brasil em 2025. Em 2024 estávamos em primeiro lugar. Como a senhora analisa este quadro? Podemos comemorar essa queda do primeiro para o terceiro lugar?

Rosana Leite – Isso é muito delicado. Nosso estado é referência na aplicação da LMP. Aqui em Mato Grosso, o Poder Judiciário, a Defensoria Pública e o Ministério Público foram os primeiros do Sistema de Justiça a colocar a lei em prática. Somos referência para outros estados. Nós aplicamos dentro do Sistema de Justiça a competência híbrida que ajuda muito no atendimento das mulheres, mas, mesmo assim, ocupamos esse triste ranking. Então, não, eu não comemoro essa descida para o terceiro lugar. Não acho que deveríamos comemorar, mas sim nos preocupar. Até o início de agosto já registramos 27 feminicídios em Mato Grosso. Ter o nosso estado ocupando primeiro, segundo e terceiro lugar nesse ranking é muito triste e nos mostra o quanto nós vivemos num estado patriarcal. Esse ranking mostra que as nossas mulheres não são bem tratadas em Mato Grosso. Ele nos mostra que ainda vivemos o patriarcalismo, o machismo exacerbado, que somos um estado machista, homofóbico, transfóbico e que não tem respeitado os segmentos de pessoas em situação de vulnerabilidade.

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Você disse que somos o estado que melhor aplica a lei Maria da Penha, mas mesmo assim estamos nesse ranking de onde mais morrem mulheres. Como explicar esse paradoxo?

Rosana Leite – Eu explico da seguinte forma: apenas o Sistema de Justiça não é capaz de resolver tudo. Não é possível resolver todo esse problema apenas com a aplicação da lei. Por isso que eu sempre defendo que o aumento de pena jamais vai resolver a situação. Nós vivemos em um país que não socializa e não ressocializa. A ressocialização das pessoas é quase impossível. Um dia cumprindo pena em uma cadeia do Brasil é horrível. Nós precisamos trabalhar a prevenção. A Ultima Ratio do Sistema de Justiça {expressão em latim que significa Último Recurso no Direito Penal} é a prisão do agressor, mas o aumento de pena não resolve. Hoje o feminicídio e o vicaricídio {crime em que o agressor mata uma pessoa próxima a uma mulher, como filhos, pais ou dependentes, no contexto de violência doméstica, com o objetivo exclusivo de causar sofrimento eterno, punir ou controlar a mulher} são os crimes com maiores penas, que são de 20 a 40 anos de prisão, mas somente isso não resolve.

E como você analisa os projetos de lei que ensinam mulheres a se defender com lutas, aulas de tiro e até mesmo os que liberam o uso de spray de pimenta?

Rosana Leite – Eu vejo que não trazem uma solução efetiva. Em uma luta corporal, por exemplo, fatalmente uma mulher perde. Se tem algo que nós somos diferentes é na nossa estrutura física. Imagina o spray de pimenta na mão de uma pessoa que não sabe usar, uma arma na mão de quem não sabe manusear? “Ah, mas nós vamos dar curso. Vamos ensinar a usar”. Mas e a estrutura física, onde fica? Aí eu volto na questão da luta corporal. Em regra, um homem vai vencer a mulher, então será que o uso errado do spray de pimenta não trará uma situação pior? Por isso eu acho que a prevenção através da educação das nossas crianças e adolescentes, desde a tenra infância até a fase da faculdade, é a forma mais eficaz. Temos que incluir nos currículos escolares o que é a violência contra a mulher, o que causa essa violência dentro da sociedade, como ela atinge o quadro familiar e a sociedade. Os presídios brasileiros estão cheios de pessoas que foram vítimas de violência doméstica na infância, ou que presenciaram essa violência. Por essa razão eu defendo que a educação é a forma que temos para garantir a prevenção da violência à médio e longo prazo.

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Agora vamos falar do Nudem. Quais são as maiores demandas do Núcleo?

Rosana Leite – A criação do Nudem aconteceu em 2014, mas nós fazemos a defesa das mulheres desde o advento da LMP. A DPEMT foi uma das primeiras do Brasil a aplicar a LMP, mas o Nudem como Núcleo surgiu a partir de 2014. Nacionalmente a Defensoria Pública fez questão de ampliar o atendimento das mulheres. A LMP foi tão de vanguarda que ela trouxe a necessidade das Varas de Justiça, dos Juizados dentro do Poder Judiciário e dentro da Defensoria Pública de termos núcleos de atendimento especializados. Tivemos o aumento das Delegacias Especializadas e toda essa gama do Sistema de Justiça ajuda no amparo das mulheres em forma de rede para que elas saibam onde pode buscar o atendimento. Aqui na Defensoria Pública nós fizemos questão de ampliar esse atendimento. Nós não atendemos apenas mulheres vítimas de violência, nós atendemos a violência de gênero nacionalmente. Então, toda e qualquer mulher que venha passar por violência, dentro ou fora de casa, pode buscar o Nudem. A violência que mais aporta aqui no Nudem é a violência doméstica e familiar, onde estão as ameaças e a violência psicológica. Esses são os crimes que as mulheres mais narram.

Como você espera encontrar a Lei Maria da Penha daqui 20 anos?

Rosana Leite – Nunca parei para pensar nisso, mas acho que de tempos em tempos nós estamos ganhando mais atuação, mais confiança da sociedade. Em 2019 o Data Senado fez uma pesquisa, ele entrevistou mulheres vítimas de violência e que decidiram não lavrar um boletim de ocorrência. Eles questionaram o porquê delas não terem lavrado o boletim. Nessa época, a LMP estava fazendo 13 anos e essa pesquisa me marcou muito, pois 79% das mulheres responderam que tinham medo de que a violência se tornasse ainda maior, mesmo com uma lei tão importante em mãos. Quer dizer, elas não acreditavam na lei. A sociedade ainda não confia na efetividade da Maria da Penha. Então, eu quero que as mulheres estejam confiando mais na efetividade da lei, que o Sistema de Justiça continue ampliando o seu atendimento, que o Poder Público, que a rede de atenção se debruce em prol dos Direitos Humanos das mulheres. Estamos em época de campanha política, nessa época ouvimos muito falar no enfrentamento à violência contra as mulheres. Só que a pauta nunca chega até onde nós queremos. Por isso que essa pauta deve avançar na política para enfrentar a violência que tem acontecido todos os dias. Mas, acima de tudo, precisamos dar crédito a palavra das mulheres. Todos os dias.

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Mato Grosso

Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano

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Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.

A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.

“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.

Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.

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Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.

Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.

Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.

Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.

“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.

Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.

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“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.

A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.

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Mato Grosso

Empresa do agronegócio genuinamente do agronegócio brasileira nacional lança de três novos produtos

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O evento reuniu representantes de 39 cooperativas dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo

O 4º. Encontro de Cooperativas Nortox realizado recentemente em Foz do Iguaçu (PR), foi marcado pelo lançamento de três produtos: duas misturas exclusivas (os inseticidas Typhoon e Tempus) e um herbicida exclusivo, o Raker Top. “A Nortox, que já vem marcando história em lançamentos de misturas exclusivas, agora marca uma nova era de misturas de genéricos com moléculas sob patente. Isso demonstra mais uma vez que a empresa tem sua estratégia bem definida. O lançamento desses produtos foi o ponto alto do 4º. Encontro de Cooperativas”, afirma o diretor comercial da Nortox, João Marcos Ferrari.

Os inseticidas Tempus e Typhoon chamaram muita atenção dos participantes. O Tempus, com ação prolongada e alta eficiência contra lagartas, oferece proteção duradoura em diferentes culturas, combinando o efeito choque do clorpirifós à persistência do clorantraniliprole. O Typhoon, com uma ação forte contra a cigarrinha-do-milho e a lagarta-do-cartucho, é uma mistura exclusiva da Nortox, com amplo espectro de proteção contra as pragas do milho e efeito de choque imediato. Os princípios ativos são Clorantraniliprole e Metomil – OD.

Já o Raker Top, grande destaque, é um herbicida seletivo e sistêmico de pós-emergência, formulado com os princípios ativos Nicossulfuron e Tolpiralate. Ele é indicado especificamente para o controle de plantas daninhas na cultura do milho. Além disso, conta com a segurança de dois safeners para um manejo de pós-emergência sem causar fitotoxicidade.

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O evento reuniu representantes de 39 cooperativas dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A programação teve início na quarta-feira (29), com a recepção das equipes, e prosseguiu ao longo de toda a quinta-feira (30), reunindo palestras e apresentações técnicas voltadas às principais tendências do agronegócio e às soluções desenvolvidas pela Nortox para o campo.

Na abertura, o diretor-presidente da Nortox, Romeu Stanguerlin, apresentou a trajetória da empresa, seus resultados e as perspectivas de crescimento previstas no planejamento estratégico até 2030. Em seguida, João Marcos Ferrari destacou a evolução do portfólio da companhia, abordando investimentos em pesquisa, inovação, desenvolvimento de produtos, nutrição vegetal e sementes.

Ao longo do encontro, também foram apresentados programas voltados às cooperativas, novas estratégias de manejo em fungicidas, soluções para pastagens, avanços na área de herbicidas, além de debates técnicos que promoveram a troca de experiências entre especialistas da Nortox e representantes das cooperativas. A programação contou ainda com palestras de convidados externos, como o economista Igor Barreto, do Itaú BBA, que apresentou uma análise do cenário econômico e das perspectivas para o agronegócio, e do pesquisador Aroldo Marochi, que abordou os desafios relacionados às doenças nas lavouras e ao manejo com fungicidas.

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