Mato Grosso
Projeto ‘4º Bravo Lutas’ oferece artes marciais para crianças em Várzea Grande
O lançamento de mais um projeto social da Polícia Militar, o ‘4º Bravo Lutas’, do 4º Batalhão, ocorreu no final da tarde desta quinta-feira(24.01), em Várzea Grande. As atividades são realizadas em um espaço cedido, dentro do Várzea Grande Shopping, com aulas inicialmente de jiu jitsu, judô e karatê para crianças.
Na área de atuação do 2º Comando Regional de Várzea Grande, a PM já mantém outros projetos sociais, entre os quais o de Polícia Mirim nos municípios de Jangada, Poconé e Rosário Oeste.
No caso do ‘4º Bravo Lutas’, as crianças atendidas foram indicadas pelas escolas e o Conselho Tutelar. Claudiane de Paula Silva, mãe de Guilherme, de 10 anos, disse que ficou feliz por seu filho ser um dos selecionados na escola municipal onde estuda. O menino, que costumava ficar muito tempo jogando no celular, gostou da ideia de praticar artes marciais. “Fiquei satisfeita por ser um projeto da Polícia Militar, pela confiança que nos inspira”.

O comandante-geral da PM, coronel Jonildo José de Assis, não prestigiou a oficialização do projeto como conversou familiares e crianças atendidas. Na fala dele destacou a importância da parceria da Polícia Militar com conselho, outros órgãos públicos e a sociedade civil organizadas para o desenvolvimento de ações como essa.
Assis observou que projetos como esse, de prevenção primária, podem não ser vistos com a importância que merecem, mas a médio e longo prazo, com certeza, serão valorizados. “Estamos pensando no futuro, em dar nossa parcela de contribuição”, disse, lembrando que os policiais integram a sociedade, são pais, mães e filhos que querem e trabalham pelo bem comum.
O comandante do 4º Batalhão, tenente-coronel Januário Antônio Edwiges Batista, destacou que os policiais e professores que formam a equipe do projeto são voluntários. O Instituto Lutar, sediado em Cuiabá, por exemplo, está frente dos treinamentos dos alunos com seis professores.
Januário também agradeceu e homenageou representantes de empresas e órgãos como o 2º Comando Regional, Várzea Grande Shopping, Conselho Tutelar, Secretaria de Segurança Pública e Secretaria Municipal de Educação pela parceria e esforços somados visando a efetivação do projeto.
As aulas do ‘4º Bravo Lutas’ ocorrem todos os dias da semana, nos dois períodos, mas a freqüência de cada criança depende da modalidade em que está matriculada.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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