Mato Grosso
Reeducandos de Sorriso constroem caixas de colmeias para apicultores
O Centro de Ressocialização de Sorriso firmou uma parceria com a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente e o Conselho Municipal de Segurança Pública (Comsep), para que os reeducandos construam caixas de madeira, no estilo colmeias, que serão doadas para famílias que são auxiliadas no projeto Vitamel.
O diretor do Centro de Ressocialização de Sorriso, Enilson de Castro destaca a importância da parceria para os reeducandos, porque os prepara para uma profissão e também garante uma ocupação durante o período de cumprimento da pena. “Desde quando assumi a gestão tenho feito várias parcerias com órgãos municipais, para inserir esses presos na comunidade. Para que eles possam ter uma segunda chance e conseguir um emprego digno”.
Castro informa que três reeducandos estão trabalhando no projeto. Esses presos serão beneficiados com remição da pena, como prevê a Lei de Execução Penal que determina que a cada três dias de trabalho, um é descontado na pena recebida.
A coordenadora do programa Vitamel, Clarice Saueressig ressalta a importância da fabricação das colmeias pelos reeducandos. “Essa parceria entre apicultores e a Prefeitura, com o apoio de agricultores locais, está aumentando a presença dos apiários no município. Mais do que produzir mel, as abelhas são fundamentais na polinização de mais de 70% das culturas agrícolas, da flora e têm papel importante na preservação das matas e florestas”, explica.
De acordo com estudos realizados pela Embrapa, a associação entre os pesticidas e o sumiço das abelhas é cada vez maior, pois elas acabam tendo a chamada Desordem do Colapso das Colônias (DCC), geralmente causada por uso indiscriminado de agrotóxicos, e que faz com que as abelhas percam o senso de localização e não consigam mais voltar para a colmeia, resultando na extinção de enxames.
“As abelhas são extremamente sensíveis a produtos como inseticidas, fungicidas e herbicidas, que podem causar alterações no comportamento desses polinizadores e até levar à morte dos enxames. O fato de uma colmeia prosperar é um ótimo sinal para toda a região que a abriga”, pontua Clarice.
A fabricação das caixas de madeira tem a parceria da Associação dos Servidores Penitenciário, Conselho da Comunidade e Poder Judiciário.
Mato Grosso
Projeto Conhecendo o Artesão recebe produtora de colares, brincos e cesteiras a partir de sementes naturais

Mato Grosso
Defensoria implementa protocolo nacional para atendimento aos familiares de pessoas desaparecidas
Mato Grosso
Servidora do Estado tem aposentadoria negada mesmo amparada por decisão por diferenciação de gênero do STF
Policial Penal feminina atende requisitos de contribuição e idade para pleitear aplicação dos 36 meses de abatimento determinados pelo Supremo

Foto- Divulgação
Uma servidora pública estadual policial penal recorreu administrativamente de uma decisão da Mato Grosso Previdência (MTPREV), que negou seu pedido de aposentadoria voluntária na carreira policial. Em despacho emitido no último dia 9 de junho, o órgão previdenciário estadual concluiu que a servidora ainda não preenche os requisitos para a inativação, projetando o direito ao benefício apenas para 4 de setembro de 2027.
Conforme o advogado responsável pelo jurídico do Sindicato dos Policiais Penais do Estado de Mato Grosso, Fábio Moreira Pereira, que faz a defesa da servidora, houve um equívoco jurídico fundamental na análise da autarquia. O recurso hierárquico protocolado argumenta que a simulação realizada pela MTPREV desconsiderou a jurisprudência vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF) que garante critérios diferenciados de gênero para a aposentadoria de mulheres policiais. “Sim, surgiu uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no STF questionando que as mulheres teriam menos 3 anos de contribuição para aposentar, no caso, as mulheres policiais. E essa decisão foi favorável a uma policial civil: o STF acatou a ADI e reduziu menos 3 anos para a aposentadoria. Porém o Estado não acata de plano a decisão do STF. No caso, a gente entra com recurso administrativo pedindo para aplicar a ADI, mas a MTPREV não vem aplicando. Nesse caminho, nós ingressamos com a ação judicial para que sejam acatados esses menos 3 anos para a servidora aposentar”, explicou.
A negação do pedido pela MTPREV baseou-se estritamente nas regras da Emenda Constitucional nº 103/2019 (Reforma da Previdência), que igualou os critérios de idade e tempo de contribuição entre homens e mulheres nas carreiras policiais.
Contudo, o recurso destaca que essa equiparação foi considerada inconstitucional pelo STF no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7727/DF. Na decisão, relatada pelo ministro Flávio Dino, a Suprema Corte reconheceu que a ausência de um redutor para mulheres policiais viola o princípio da isonomia e a proteção ao trabalho feminino em condições de risco.
O STF determinou a aplicação provisória de um redutor de 3 anos tanto na idade mínima quanto no tempo de contribuição para as mulheres policiais, por simetria ao regime geral, até que uma nova lei complementar discipline a matéria.
A defesa da policial penal sustenta que a aplicação dos 36 meses de abatimento determinados pelo STF é imperativa e de eficácia imediata para a Administração Pública.
Com o recurso, a servidora pede a aplicação compulsória do entendimento do STF e a consequente retificação dos cálculos da MTPREV. Segundo a argumentação, a revisão demonstrará que os requisitos para o repouso remunerado já foram atingidos ou estão em vias imediatas de cumprimento, o que viabilizaria a concessão imediata da aposentadoria.
CONSTRANGIMENTO
Além disso, a servidora que terá sua identidade preservada para não sofrer algum tipo de perseguição, ainda sofreu um constrangimento psicólogo, ao receber um e-mail dos canais da MTPREV agendando a assinatura na sede do Mato Grosso Previdência. Onde na sequência, a policial penal realizou alguns procedimentos técnicos, como o processo descautela (devolução) de sua arma, entrega de farda e coletes, mas em menos de 24 horas recebeu um outro e-mail vindo de um funcionário da MTPREV, pedindo para desconsiderar a primeira mensagem oficial do órgão e destacando que seu pedido de aposentadoria tinha sido indeferido.
-
Rondonópolis05/07/2026 - 13:50Prefeitura de Rondonópolis designa assessora para responder pela gestão da Casa de Acolhimento de Mulheres Vítimas de Violência
-
Rondonópolis05/07/2026 - 13:26Câmara de Rondonópolis instaura sindicância para apurar conduta de servidor
-
Rondonópolis05/07/2026 - 21:09Ex-secretária de Saúde de Rondonópolis pede afastamento para disputar as eleições de 2026
-
Rondonópolis05/07/2026 - 14:23Prefeitura concede afastamento à médica do SAMU para candidatura nas eleições de 2026
-
Agro News05/07/2026 - 20:15Diretrizes do Plano Nacional de Controle de Nematoides dão os primeiros passos
-
Agro News06/07/2026 - 19:22Plano Safra traz avanços em políticas para o crédito rural, mas ainda apresenta desafios estruturais, avalia Coalizão Brasil
-
Rondonópolis06/07/2026 - 11:13Suplente é convocado e Afonso Aragão assume vaga na Câmara de Rondonópolis
-
Nacional08/07/2026 - 13:12Economia brasileira mostra resiliência, mas juros e Reforma Tributária criam cenário de sobrevivência para empresas no 2º Semestre







