Mato Grosso
Representantes do setor cerealista de Mato Grosso prestigiam posse da nova diretoria da ACEBRA
Atualmente, a entidade conta com 135 empresas associadas. Cerimônia de posse para mandato de dois anos foi realizada em Brasília

Da esquerda para a direita Afrânio Migliari (diretor executivo ACEMAT), Jerônimo Goergen (presidente da ACEBRA) e Henrique Pérola (presidente da ACEMAT)- Foto- Assessoria
O advogado e ex-deputado federal, Jerônimo Goergen foi empossado como presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (ACEBRA), para o biênio 2023-2025. A solenidade foi realizada na noite de ontem (15/03), em Brasília. Durante seus 20 anos de vida pública, Goergen se destacou pela atuação em prol do setor cerealista e de todo o agronegócio brasileiro. “É um desafio importante. Estou muito preparado, porque no Parlamento sempre defendi o setor produtivo. O convívio que eu tenho com o segmento me dá condição de darmos uma nova perspectiva da atuação política setorial, fortalecendo o setor e principalmente os empreendedores ligados a esse sistema”, pontua Jerônimo. Ele complementa agradecendo a ACEBRA pela oportunidade e confiança. “Obviamente, vamos nos dedicar muito para fazermos a diferença enquanto segmento, mas especialmente fortalecendo o agronegócio brasileiro”. Atualmente, a ACEBRA conta com 135 empresas associadas.
O ex-diretor-presidente da entidade, Flávio Andreo, aponta que um dos grandes desafios da nova gestão será conseguir fazer valer os interesses das cerealistas em âmbito nacional, de uma forma forte, de uma forma importante, para preservar os interesses principalmente à frente de outras entidades com mais recursos: “Todos os executivos e todos os cerealistas que se engajam na associação vêm fazendo um bom trabalho, mas também com recursos de tempo limitados. Com a vinda do Jerônimo – extremamente influente no cenário nacional -, a ideia é mudar de patamar e conseguirmos uma representatividade muito maior”. Segundo ainda Andreo, a entidade terá um comitê executivo muito mais atuante “para que consigamos trazer mais valor para o associado e também ter mais impacto no médio e longo prazo para os cerealistas – seja através do acompanhamento de leis, seja através de melhoria do ambiente nos negócios”.
O estado de Mato Grosso foi representado pelo presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Estado do Mato Grosso (ACEMAT), Henrique Pérola e do diretor executivo Afrânio Migliari (ACEMAT).
Sobre a ACEBRA – A Associação é a legítima representante do setor cerealista nacional. Fundada há 18 anos, a ACEBRA atua para que este setor, que contribui diariamente com o agronegócio brasileiro, seja cada vez mais reconhecido e valorizado perante a economia nacional.
As empresas cerealistas, que a ACEBRA representa, prestam assistência técnica, fornecem insumos, produzem sementes, recepcionam, padronizam, armazenam e comercializam grande parte da safra nacional anual de soja, milho, trigo e pulses.
O trabalho da ACEBRA acontece em conjunto com a atuação das associadas estaduais, que são a ACEMAT, Associação das Empresas Cerealistas do Estado do Paraná (ACEPAR), Associação das Empresas Cerealistas do Estado do Rio Grande do Sul (ACERGS) e a Associação das Empresas Cerealistas do Estado de Santa Catarina (ACESC).
A missão da ACEBRA é articular com o poder público para o estabelecimento de políticas que promovam a sustentabilidade da atividade cerealista, defendendo os interesses do setor e estimulando a cooperação e associação entre as empresas cerealistas.
A visão de futuro da ACEBRA é ser cada vez mais reconhecida como legítima representante das empresas cerealistas brasileiras, ética, confiável e porta voz oficial dos interesses dos associados. Além disso, a entidade espera crescer em número de empresas associadas e em participação junto ao poder público, tornando o setor cerealista nacional cada vez mais forte e competitivo.
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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