Mato Grosso
Responsável pela preservação da memória de MT, Arquivo Público realizou 26.217 atendimentos em 2025

O Arquivo Público de Mato Grosso (APMT), vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), é o guardião da memória mato-grossense além de ser um importante equipamento histórico e cultural do Estado ele cuida de toda documentação da administração pública. O espaço recebe, diariamente, pesquisadores, estudantes, turistas e público em geral ao longo de todo o ano.
De janeiro a outubro de 2025 foram realizados 26.217 atendimentos a pesquisadores. A equipe do Arquivo Público também prestou auxílio a 34 órgãos públicos e, de forma online, promoveu a pesquisa de 18.096 documentos, além da digitalização de 243 mil itens. E o Espaço Memórias registrou 1.556 visitas presenciais.
Para o secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra, o Arquivo Público tem um papel de extrema relevância para a administração pública por preservar e dar acesso à registros da história mato-grossense. “O Arquivo Público é um edifício histórico e guarda documentos oficiais, fragmentos que contam a história de Mato Grosso desde o período colonial. É um ponto de história, conhecimento e preservação que está aberto para toda a população”, destacou.
O professor de História do Instituto Federal de Mato Grosso, campus Vila Bela, levou alunos do 3º ano para uma visita guiada e relatou a importância da experiência. “A recepção foi espetacular, o espaço está incrível. Como historiador e cuiabano, é uma alegria saber que parte de nossa história, memória e identidade se encontra em tão zelosa casa. A visita foi rica e interativa, e nossos discentes se surpreenderam com a dimensão vivaz da aprendizagem geohistórica. O Arquivo Público tornou-se roteiro das minhas próximas aulas”, afirmou.
A superintendente do Arquivo Público, Vanda da Silva, reforçou o papel essencial da instituição. “Nossa história é antiga. O Arquivo nasceu em 1896, ligado à Presidência do Estado. Desde 1974, passou a integrar a Secretaria de Administração e, hoje, faz parte da Seplag. Custodiamos documentos que remontam de 1713 a 1984. Para dimensionar esse volume: se colocássemos tudo lado a lado, os documentos se estenderiam da Avenida Getúlio Vargas até a Universidade Federal de Mato Grosso. São cerca de cinco mil caixas que contam a história do nosso estado. O Arquivo Público é a casa da sua memória”, finalizou.
Em 2025, o Arquivo Público e o Espaço Memórias receberam visitantes de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Paraíba, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Brasília e Goiás, além de turistas de Paris e dos Estados Unidos. Em média, 187 pessoas visitam mensalmente o espaço.
Nova exposição
Em novembro deste ano, foi aberta a nova exposição do Espaço Memórias, intitulada “Cuiabá: (Com) Fluências de um Rio”, que convida o visitante a um mergulho na formação social e cultural da capital a partir do Rio Cuiabá. A mostra utiliza documentos históricos, fotografias e um documentário da década de 1950 para apresentar a evolução econômica e identitária da cidade. O roteiro aborda desde o rio como principal via de transporte com a canoa de um pau só e os vapores do Porto até o impacto de grandes eventos, como a enchente de 1974, além de trazer a visão poética de autores locais. O objetivo é permitir que o público reconheça sua trajetória coletiva.
Entre registros escritos e fotográficos, os visitantes dessa exposição também experimentam uma imersão com o painel interativo, além televisores e outros recursos informativos.
No painel interativo o visitante pode ver imagens detalhadas de Cuiabá e Várzea Grande da década de 1980, às margens do Rio Cuiabá, que mostram pontos de interesse específicos como praias, pontes e mais. Ao clicar nas imagens, o visitante é convidado a conhecer um pouco mais do lugar em destaque, e é possível transitar e explorar o mapa, que contém detalhes interessantes das duas cidades.
Arquivo Público e Espaço Memórias
O edifício que abriga a Superintendência de Arquivo Público e o Espaço Memórias foi restaurado e entregue pelo Governo de Mato Grosso em maio de 2024. O prédio, construído em 1941 e localizado na Avenida Getúlio Vargas, no Centro de Cuiabá, é tombado como patrimônio histórico. Em estilo Art Déco, o prédio preserva a arquitetura da época e a história de Mato Grosso. Na restauração, foram investidos R$ 1,4 milhão.
O Espaço Memórias está aberto para visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Instituições de ensino e de pesquisa podem agendar visitas guiadas por meio do e-mail: [email protected].
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Via Brasil investe R$ 16 milhões para aumentar a segurança em trecho crítico da BR-163 no Mato Grosso
Obras de correção de traçado na Serra do Cachimbo já começaram

Foto- Assessoria
A Via Brasil BR-163, concessionária responsável pela administração de 1.009 quilômetros da BR-163/230, iniciou importantes obras de correção de traçado em três pontos estratégicos da Serra do Cachimbo, no município de Guarantã do Norte (MT).
Com investimento de aproximadamente R$ 16 milhões, as intervenções têm como principal objetivo aumentar a segurança viária, reduzir o número de acidentes e proporcionar melhores condições de tráfego em um dos trechos mais críticos da BR-163 no estado.
As obras de correção de traçado consistem em intervenções voltadas à modernização da infraestrutura e a adequação das curvas da pista, o que garantirá melhor visibilidade aos motoristas e reduzirá o risco de tombamentos.
Trecho crítico com histórico de acidentes
A Serra do Cachimbo é reconhecida como um dos pontos mais sensíveis da BR-163, com histórico de ocorrências, principalmente tombamentos de caminhões. Diante desse cenário, a Via Brasil BR-163 vem intensificando ações de segurança viária no segmento.
Como medida inicial, já foram implantados medidores de velocidade nos pontos considerados mais críticos. Agora, a concessionária avança com a correção de três curvas estratégicas, promovendo uma rodovia mais segura e confiável para todos os usuários.
Locais das intervenções
As obras de correção de traçado estão previstas para três pontos da BR-163, todos localizados no município de Guarantã do Norte:
- Primeira curva – Km 1102+447
- Segunda curva – Km 1103+387
- Terceira curva – Km 1109+334
A entrega ocorrerá em três etapas: a primeira curva tem conclusão prevista para maio, a segunda para junho e a terceira para agosto.
Sinalização e segurança durante as obras
Com foco na proteção de vidas e na segurança operacional, a Via Brasil BR-163 implantou sinalização provisória nas frentes de serviço. Seguindo as diretrizes do DNIT, placas de obras foram estrategicamente posicionadas para orientar os condutores com clareza.
Para reforçar a redução de velocidade e aumentar a percepção de risco nos trechos em obras, também foram instaladas lombadas provisórias. As medidas garantem um ambiente mais seguro tanto para os usuários da rodovia quanto para os colaboradores que atuam nas intervenções.
Ao término das obras, toda a sinalização provisória será retirada, com a plena normalização do tráfego e a entrega de um traçado mais seguro e adequado às características do trecho.
Mato Grosso
Falta de infraestrutura impede eletrificação total em MT, aponta presidente do Sindenergia

O tema será um dos principais pontos do Encontro da Indústria do Setor Elétrico 2026, que acontece nos dias 12 e 13 de maio, em Cuiabá, no UNISENAI, promovido pelo Sindenergia-MT.
Segundo o presidente do sindicato, Carlos Garcia, a transição energética no estado precisa considerar a realidade da infraestrutura disponível e o custo dos investimentos.
“Eu não consigo eletrificar o estado de uma vez só, porque não tem infraestrutura elétrica para isso. Precisaria de muito investimento e isso iria para a tarifa e a população pagaria ainda mais caro. Então não conseguimos fazer”, afirmou.
A avaliação é de que a saída passa por um modelo híbrido, que combine energia elétrica com outras fontes, como biocombustíveis e biometano, aproveitando o potencial regional de cada área do estado.
“Todas as fontes são importantes e complementares. Nenhuma delas é capaz de atender toda a demanda sozinha”, disse.
A proposta defendida pelo setor é que o estado avance em um planejamento energético regional, levando em conta as características de cada região. Em áreas com maior infraestrutura elétrica, a eletrificação pode avançar. Já em regiões com menor capacidade, alternativas como geração a partir de resíduos e biomassa ganham espaço.
“Em locais onde não tem infraestrutura elétrica suficiente, a gente precisa trabalhar com o que tem ali. Se há potencial para biometano ou biomassa, é isso que deve ser explorado”, explicou.
O Encontro da Indústria do Setor Elétrico deve reunir representantes do setor produtivo, investidores e especialistas para discutir caminhos práticos para a transição energética em Mato Grosso, incluindo soluções que reduzam custos e evitem pressão sobre a tarifa de energia.
Além do debate técnico, o evento também busca aproximar empresas e soluções, com foco em geração de negócios e aplicação prática das tecnologias discutidas.
Mato Grosso
Fachin nomeia Rabaneda para laboratório que mira erros judiciais
Estrutura do Conselho Nacional de Justiça vai atuar na prevenção de falhas do sistema penal, com foco na qualificação de provas e na proteção de direitos fundamentais

Foto=- Assessoria
O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, nomeou o conselheiro Ulisses Rabanedapara a presidência do Laboratório Justiça Criminal, Reparação e Não Repetição, marcando um avanço no enfrentamento dos erros judiciais no país. Instituído pela Resolução nº 659/2025, o grupo técnico foi criado com a proposta de modernizar o sistema penal brasileiro, atuando na prevenção de falhas estruturais que resultam em violações de direitos e condenações injustas.
A estrutura funcionará como um centro de inteligência, responsável por formular diretrizes nacionais, qualificar a produção de provas e analisar casos emblemáticos julgados pelo Supremo Tribunal Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça e por organismos internacionais de direitos humanos.
A iniciativa foi destacada pelo ministro do STJ, Sebastião Reis Júnior, como uma mudança de paradigma ao tratar o erro judicial como um problema estrutural. Em artigo, ele cita casos emblemáticos que evidenciam falhas graves no sistema, como o Caso Evandro, no qual o tribunal reconheceu condenações baseadas em confissões obtidas sob tortura e sem provas válidas produzidas sob o contraditório.
Outro exemplo mencionado é o caso da 113 Sul (Marlon), em que houve a anulação de uma condenação mantida por anos com base quase exclusiva em elementos colhidos na fase de investigação, sem respaldo suficiente na prova judicial. Para o ministro, episódios como esses demonstram o custo humano dos erros judiciais e a necessidade de mecanismos permanentes de prevenção.
À frente do laboratório, Rabaneda afirma que a prioridade será transformar falhas em aprendizado institucional. “Nosso objetivo é estruturar diretrizes que fortaleçam a produção de provas, protejam direitos fundamentais e reduzam o risco de condenações injustas”, disse.
Ele também destaca o caráter colaborativo da proposta, que prevê a participação de magistrados, especialistas e da sociedade civil na construção de soluções aplicáveis a todo o sistema de justiça.
Outro eixo da iniciativa é a reparação de danos causados por erros judiciais, com medidas que vão além da indenização financeira e incluem reconhecimento institucional e ações para evitar a repetição das falhas.
“Com atuação técnica e integrada, o laboratório deve consolidar uma política judiciária voltada à prevenção de erros e ao fortalecimento da confiança da sociedade na Justiça”, finaliza Rabaneda.
A proposta do laboratório também inclui a realização de oficinas, capacitações e estudos de caso, com o apoio da Rede de Inovação do Judiciário, buscando maior eficiência e padronização das práticas processuais.
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