Mato Grosso
Saúde divulga números da dengue, chikungunya e zika em MT
Mato Grosso teve 11.233 casos de dengue registrados entre 1º de janeiro e 27 de fevereiro deste ano, segundo o Boletim Epidemiológico da dengue, chikungunya e zika vírus emitido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Em comparação com 2015, quando foram notificados 2.855 casos no mesmo período, houve um aumento de 293%.
De acordo a publicação, 124 municípios já notificaram casos de dengue e 11 cidades apresentaram alta incidência, com números superiores a 300 casos por 100 mil habitantes. No estado, a incidência registrada é de 344 casos por 100 mil habitantes. Sorriso é o município com maior número de notificações, com 1.166 casos. Na Capital, 522 casos já foram notificados.
Duas mortes por dengue foram registradas no município de Juina, sendo uma confirmada e outra em investigação.
Em relação ao zika vírus são 7.410 casos suspeitos notificados. No ano passado foram 8.429 casos notificados. Porém, estes números podem sofrer alteração devido a atrasos nas atualizações dos sistemas de informação dos municípios. Até o momento, 93 (65%) municípios registraram casos suspeitos e 36 estão classificados como alto risco para transmissão da doença, entre eles Tesouro, Rio Branco e Matupá.
Sobre a febre chikungunya já foram registrados neste ano 354 casos suspeitos, com incidência de 11 ocorrências por 100 mil habitantes. O ano passado foram 314 casos. Até o momento, 102 municípios não notificaram casos de febre chikungunya.
A Secretaria de Estado de Saúde esclarece que as notificações de zika e chikungunya tiveram importância epidemiológica a partir da metade do segundo semestre de 2015, por isso a comparação por período é sem valor estatístico.
Prevenção
Tendo em vista a situação de risco para epidemia no estado, a SES recomenda às Secretarias Municipais de Saúde que mantenham a rede de atendimento atenta para o diagnóstico precoce da doença e o manejo correto para que as mortes sejam evitadas. Além disso, estão sendo realizadas atividades de vistoria, orientação e prevenção, principalmente nos municípios silenciosos e de maior incidência.
Para intensificar as medidas de vigilância, prevenção e controle da doença, a SES também monitora semanalmente a progressão dos casos. Além disso, capacitações são realizadas com os profissionais para habilitar médicos e enfermeiros na detecção precoce dos casos, atendimento oportuno, tratamento adequado e reabilitação dos mesmos, quando se fizer necessário.
Alguns cuidados simples podem ser tomados por todos em suas residências para evitar o acúmulo de água parada como: fechar a caixa d’água de forma adequada; não acumular vasilhames, lixos e embalagens no quintal; verificar se as calhas não estão entupidas; colocar areia nos pratos dos vasos de planta.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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