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Saúde e diversão na ponta do pé

O Dia Nacional do Futebol, comemorado em 19 de julho, é uma data especial para celebrar a paixão nacional e reconhecer a importância desse esporte para a cultura e sociedade brasileira. O futebol, mais do que um simples jogo, é um fenômeno que une pessoas de diferentes idades, classes sociais e regiões do país. É uma prática esportiva que traz inúmeros benefícios para a saúde e o bem-estar, mas que também exige cuidados específicos para evitar lesões e problemas físicos.
O Brasil, conhecido mundialmente como o país do futebol, tem uma rica história de conquistas e talentos que marcaram gerações. Segundo dados recentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mais de 30 milhões de brasileiros jogam futebol regularmente, seja de forma amadora ou profissional. Essa popularidade se reflete nos inúmeros campeonatos e torneios que movimentaram o país, desde as categorias de base até o Campeonato Brasileiro, passando pela Copa do Brasil e os estaduais.
O futebol é uma atividade física completa que oferece múltiplos benefícios para o organismo. A prática regular do futebol melhora a capacidade cardiovascular, fortalece os músculos, aumenta a resistência física e ajuda no controle do peso. Além disso, o futebol é um excelente exercício para a coordenação motora, a agilidade e a flexibilidade.
No entanto, para aproveitar todos os benefícios que o futebol pode proporcionar, é fundamental adotar alguns cuidados. Antes de iniciar qualquer atividade física, é importante realizar uma avaliação médica para verificar as condições de saúde e identificar possíveis limitações. Durante os treinos e jogos, é essencial utilizar equipamentos adequados, como chuteiras, caneleiras e roupas confortáveis, além de manter-se bem hidratado.
Também é importante o aquecimento e alongamento antes das atividades. O aquecimento prepara o corpo para o esforço físico, reduzindo o risco de lesões musculares e articulares. Já o alongamento ajuda a manter a flexibilidade dos músculos e a prevenir cãibras e distensões.
Além dos benefícios físicos, o futebol também tem um impacto positivo na saúde mental e emocional. O esporte promove a socialização, melhora a autoestima e ajuda no combate ao estresse e à ansiedade. Jogar futebol em grupo também desenvolve habilidades sociais, como trabalho em equipe, comunicação e liderança.
O Dia é uma fundamental para refletir sobre a importância desse esporte para o Brasil e incentivar a prática de atividades físicas de forma segura e saudável. O futebol é parte da identidade brasileira e traz inúmeros benefícios para quem o pratica. Com os cuidados adequados, todos podem desfrutar das vantagens dessa atividade física e melhorar sua qualidade de vida.
Marcelo Carneiro, mestre e professor de educação física da Estácio.
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Um estado que produz tanto não pode falhar com sua juventude
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A seca é um teste de gestão

Por Aluísio Metelo Junior*
A seca é um evento previsível e recorrente em todas as regiões produtoras do país. Ainda assim, muitos produtores chegam ao período crítico sem aceiros revisados, divisas limpas, estradas internas operacionais, equipes treinadas ou um plano estruturado de prevenção. Embora seja frequentemente tratada apenas como um problema climático, a seca é, na prática, um teste de gestão. Existe uma máxima que deveria orientar toda propriedade rural: na seca não se planeja, na seca se executa. O planejamento precisa ocorrer meses antes, pois quando os primeiros incêndios surgem, já é tarde para definir estratégias.
A principal barreira contra o fogo não é o caminhão-pipa, mas a manutenção preventiva da fazenda. As Resoluções nº 02 e nº 03 do COMIF reforçam que a prevenção deve fazer parte da rotina de gestão antes do período crítico, e não ser uma resposta emergencial à crise. Entre as medidas mais importantes estão os aceiros, que não podem ser vistos como mera exigência burocrática. Eles constituem a principal barreira física contra a propagação do fogo e devem ser dimensionados de acordo com a vegetação e o relevo, permanecendo limpos, contínuos e estrategicamente posicionados em divisas, reservas, florestas plantadas, lavouras e áreas de infraestrutura. Aceiros mal conservados oferecem apenas uma falsa sensação de segurança.
A segunda linha de defesa é formada pelas pessoas. Equipamentos sem operadores capacitados pouco contribuem para o combate aos incêndios e podem até aumentar os riscos. Ainda é comum a crença de que possuir um caminhão-pipa ou reservatório de água seja suficiente, mas a eficiência da resposta depende do preparo da equipe. As resoluções do COMIF destacam a importância da capacitação operacional, especialmente porque os primeiros minutos de um incêndio costumam ser decisivos para o controle das chamas.
É importante compreender que o fogo destrói aquilo que a seca apenas castiga. Enquanto a estiagem reduz a produtividade, o incêndio pode eliminar completamente os recursos necessários para a recuperação da propriedade. Pastagens, cercas, máquinas, áreas de preservação, florestas plantadas e a própria fertilidade do solo podem ser severamente comprometidos. Em muitos casos, os prejuízos de um único incêndio superam amplamente o investimento necessário para implantar medidas preventivas.
Nesse cenário, o Plano de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (PPCIF) assume papel central. O documento funciona como um verdadeiro plano de voo da propriedade durante a seca, identificando riscos, áreas sensíveis, rotas de acesso, pontos de abastecimento de água, estruturas de apoio e protocolos de atuação.
Por sua complexidade técnica e legal, o PPCIF não deve ser tratado como mera formalidade. Sua elaboração exige acompanhamento de profissional qualificado, capaz de adequar o plano à legislação vigente, dimensionar corretamente recursos e orientar ações preventivas. Mais do que um documento, o PPCIF é uma ferramenta de gestão de risco que protege o patrimônio, reduz a exposição a multas e fortalece a capacidade de resposta da propriedade.
Quando a umidade cai, os ventos aumentam e os primeiros focos aparecem, não há espaço para improviso. A seca apenas revela quais propriedades se prepararam adequadamente. Aceiros revisados, equipes treinadas, equipamentos inspecionados, estradas operacionais e um PPCIF atualizado são os elementos que definem se a propriedade estará protegida ou vulnerável diante do fogo.
Aluísio Metelo Junior é Coronel Veterano do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, engenheiro de incêndio e especialista com mais de 30 anos de experiência em Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, ex-Presidente do Comitê Nacional de Gestão de Incêndios Florestais (CONAGIF/LIGABOM) e ex-membro do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (COMIF), CEO da Ellos Soluções Contra Incêndios Florestais.
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