Mato Grosso
Seciteci prorroga inscrições do prêmio Cidades Inovadoras para 6 de agosto

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) prorrogou as inscrições para a 2ª edição do Prêmio Cidades Inovadoras. De acordo com o novo cronograma, os projetos municipais para soluções sustentáveis no campo da inovação poderão ser submetidos até 6 de agosto. O prazo anterior era até 31 de julho.
As inscrições para o prêmio são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente online até às 23h59 do dia 6 de agosto, por meio do preenchimento de formulário clicando aqui. Após o envio desta primeira etapa, o município receberá por e-mail o link para preenchimento da segunda etapa de inscrição.
Os candidatos devem selecionar a região a qual pertencem e a categoria para qual concorrem considerando o número de habitantes estabelecido: categoria A (Até 10.000), categoria B (De 10.001 a 25.000), categoria C (De 25.001 a 50.000) e categoria D (Acima de 50.000).
Segundo o superintendente de Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação da Seciteci, Marcos Natanael, a prorrogação visa contemplar principalmente aqueles municípios menores, das categorias A e B, que têm menor infraestrutura. “Queremos sensibilizá-los da importância de participarem de um prêmio dessa proporção e inclusive orientar sobre os procedimentos necessários”.
Também foi levado em consideração que a premiação consiste em duas fases de inscrição. Sendo assim, a prorrogação possibilitará maior preparação dos interessados.
As inscrições deferidas serão publicadas no site da Seciteci em 8 de agosto. Os vencedores devem ser conhecidos em setembro.
A 2ª Edição do Prêmio Cidades Inovadoras é uma iniciativa da Seciteci, Parque Tecnológico Mato Grosso e Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat). Também conta com apoio institucional das entidades representantes do Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Premiação
Neste ano, os inscritos irão concorrer a prêmios como uma Bolsa de transferência de tecnologia (BTT) nível 03, com o objetivo de inserir no município vencedor pesquisador consultor técnico para auxiliar na execução do projeto por um período de até 12 meses. Também podem garantir imersão nacional presencial no Smart City Week Curitiba; e uma imersão internacional presencial no Smart City Week Barcelona, na Espanha. As cidades são referências no tema cidades inovadoras.
A premiação renderá ainda divulgação nacional e internacional em materiais e mídias digitais e impressas das instituições promotoras e/ou apoiadoras do Prêmio.
Na 1ª edição, realizada em 2023 e 2024, foram premiados 12 municípios mato-grossenses.
Para mais informações, confira o regulamento completo clicando aqui.
*Com supervisão de Téo Meneses.
Fonte: Governo MT – MT
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Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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