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Mato Grosso

Secretário da STN e vice do TCE-MT concordam que ajuste fiscal é decisão política

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foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo

 Mansueto Almeida, secretário do Tesouro Nacional (STN)

As declarações feitas pelo secretário do Tesouro Nacional (STN), Mansueto Almeida, de que o ajuste fiscal nas contas públicas depende mais do Poder Legislativo e chefes de Poderes Executivos do que de outras instituições, como o Tesouro, as secretarias de Fazenda e Tribunais de Contas, foram endossadas pelo vice-presidente do TCE-MT, conselheiro interino Luiz Henrique Lima. A exemplo de Mansueto, Lima também observa que o ajuste fiscal é uma decisão de natureza política, de quem detém o poder de elaborar e aprovar orçamento (leis orçamentárias).

A manifestação de Mansueto ocorreu na quarta-feira, em Brasília, na abertura do fórum que reuniu a STN e representantes de 32 dos 33 Tribunais de Contas, movidos pelo Acordo de Cooperação Técnica 01/2018 celebrado entre o órgão governamental a Associação dos Membros de Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e o Instituto Rui Barbosa. A meta é harmonizar conceitos e procedimentos sobre gestão fiscal.

De acordo com Mansueto, “as decisões de gasto público vêm das Assembleias e do Parlamento. Nesse contexto, o papel do corpo técnico, tanto do Tesouro quanto dos Tribunais e das Secretarias de Fazenda estaduais, é, sobretudo, o de contribuir com análises, apresentar números e trazer transparência para a discussão. Ajuste fiscal é feito no orçamento, não é o técnico que vai transformar déficit em superávit”.

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 I Fórum do Acordo de Cooperação Técnica da STN/ME com os Tribunais de Contas
 Dos trinta e três Tribunais que compõem o sistema, 31 participam do I Fórum do Acordo de Cooperação Técnica da STN/ME

Durante a abertura do fórum, o presidente da Atricon, conselheiro Fábio Nogueira (TCE-PB), também aproveitou o momento para rebater as declarações de agentes políticos de que os Tribunais de Contas são os principais responsáveis pela situação atual, por não terem evitado o desajuste fiscal evidenciado em muitos Estados brasileiros, muitos dos quais chegaram a declarar estado de calamidade financeira, com dificuldades para pagar fornecedores, realizar investimentos e praticamente estão restritos ao pagamento de salários do funcionalismo público.

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Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)

Mansueto Almeida entende que a responsabilidade pelo quadro deve sim ser compartilhada por todos, mas não é correto creditá-la a um segmento em específico, a exemplo dos órgãos de controle. Para ele, porém, não se pode deixar de considerar o papel dos entes responsáveis politicamente pela definição dos gastos públicos. “Em termos de gastos públicos, é muito difícil dizer o que é certo ou errado”, ele ponderou, ao reforçar que isso ocorre no contexto da decisão política.

Reunidos posteriormente com a diretoria da Atricon, vários conselheiros se manifestaram criticamente sobre as declarações de agentes políticos que tentaram debitar para os Tribunais de Contas os problemas de desajustes fiscais dos Estados. Houve a concordância, todavia, de que os Tribunais de Contas têm que redobrar vigilância nos preceitos estabelecidos pela legislação, em especial a Lei de Responsabilidade Fiscal.

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 A Nova Contabilidade Pública

A ideia, hoje, é que a contabilidade pública, com seus registros e demonstrações, seja utilizada não só pelos contadores e órgãos de controle, mas principalmente por gestores, administradores e pela sociedade. Contribuir para a compreensão da relevância desse instrumento de gestão e de controle é o propósito da presente publicação.

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Mato Grosso

Presidente do TCE-MT destaca retomada das obras na MT-170 após fiscalização

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Foto-Tony Ribeiro/TCE-MT

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou o anúncio da retomada das obras de pavimentação da MT-170, feito pelo Governo do Estado nesta quarta-feira (10), menos de uma semana após fiscalização realizada pelo órgão na região Noroeste. Durante a vistoria, foram constatados problemas graves na execução da obra, incluindo a deterioração precoce do asfalto em um trecho que recebeu investimentos milionários.

“O anúncio da retomada das obras na MT-170 mostra que o trabalho do Tribunal de Contas está no caminho certo. Vamos continuar cumprindo o nosso papel constitucional de fiscalizar o uso do dinheiro público, seja com vistorias in loco, seja pelo trabalho dos gabinetes dos demais conselheiros, seja pela atuação do nosso corpo de auditores. Estivemos lá pessoalmente e vimos que esse trecho de 50 quilômetros, que custou R$ 130 milhões ao Estado e ainda tem uma parte para ser paga, já não tem mais nada de asfalto, está totalmente destruído menos de um ano depois”, afirmou o presidente.

De acordo com o governador Otaviano Pivetta, em anúncio feito durante reunião com empreiteiras, as obras de pavimentação da MT-170 serão retomadas na próxima semana. “Nós nunca tivemos compromisso com o erro. Sabemos que lá temos problemas. Todas as empresas foram notificadas e estamos nos esforçando para resolver.”

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Segundo representante da MT-Sul, a empresa está em busca de uma engenharia mais qualificada para evitar novos problemas, além de já ter mobilizado uma equipe e direcionado equipamentos para a retomada das obras.

O TCE-MT vai acompanhar a retomada das obras por meio da mesa técnica, que teve sua reabertura determinada pelo presidente do TCE na segunda-feira (8), para corrigir as falhas e garantir asfalto de qualidade na rodovia MT-170.

Com informações do Governo do Estado

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Mato Grosso

CPI da Saúde convoca atual e ex-secretário do Governo de Mato Grosso

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A 11ª reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, presidida pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), aprovou os requerimentos de convocação do ex e atual secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo e Juliano Mello, para esclarecerem os atos praticados no âmbito da pasta entre os anos de 2019 e 2023, especialmente os contratos firmados no período da pandemia da Covid-19. Também, a ex-secretária Adjunta de Gestão Hospitalar, Caroline Cantos Tomes Cartubianedes – conhecida como a “Mulher da SES”-, será ouvida pelo colegiado.

“Hoje, nós concluímos boa parte das convocações dando prosseguimento àquele planejamento que havia sido feito. Primeiro, ter acesso às documentações e só depois de uma segunda etapa iniciaríamos as oitivas. Com a aprovação dos requerimentos de convocação, nesta data, a previsão de acontecer essas oitivas será em julho. Isso vai ser tratado em consenso. Nós vamos agora entrar em contato com os convocados para que eles possam apresentar uma data que não haja controvérsia ou problema”, explicou o presidente da comissão.

Em relação aos empresários de oito empresas convocadas pela CPI que foram citadas nas investigações da Operação Espelho, na última quarta-feira (3), o deputado informou que os depoimentos deverão iniciar ainda neste mês de junho – para esclarecerem sobre a venda de produtos e serviços com sobrepreço, executados parcialmente ou não atendidos.

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Inquéritos – O procurador da Assembleia Legislativa, Francisco Edmilson Brito Junior, relatou sobre a existência de 10 inquéritos que estão tramitando na Justiça Federal e sugeriu a convocação dos delegados federais para prestarem esclarecimentos sobre tudo que já está documentado e que não seja diligência em andamento e, sim, com informação razoável e de caráter público. Logo, Wilson Santos posicionou que a assessoria jurídica da CPI recebeu o contato da Polícia Federal que já solicitou o endereço para o envio dos devidos documentos.

A próxima reunião da CPI da Saúde ocorrerá quarta-feira (17), na Sala de Comissões da Assembleia Legislativa, em que dará continuidade aos trabalhos para apurar supostas irregularidades dos contratos e pagamentos firmados com a SES – com o depoimento do procurador-Geral do Estado (PGE), Francisco Lopes.

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Governador Otaviano Pivetta convoca mais 283 policiais penais e anuncia novo concurso

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Foto- Assessoria

O governador Otaviano Pivetta anunciou, nesta terça-feira (9.6), a convocação de mais 283 policiais penais, oriundos do concurso de 2016 para atuação no Sistema Penitenciário. E também autorizou a realização de um novo concurso público para a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

“Estou convocando hoje 283 policiais penais para cuidar dos nossos presídios, e estou também assinando um novo concurso público para o sistema prisional. São medidas que integram o conjunto de ações que já estamos adotando nos últimos sete anos, voltadas ao fortalecimento da segurança pública e à ampliação da capacidade operacional das unidades prisionais”, afirmou o governador.

Para o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado, o reforço no quadro de servidores é considerado fundamental para acompanhar o crescimento da capacidade instalada e garantir a segurança nas unidades.

“A convocação desses 283 policiais penais e o anúncio de um novo concurso público demonstram o compromisso do Governo de Mato Grosso com o fortalecimento do sistema prisional. Estamos ampliando a estrutura física das unidades e, ao mesmo tempo, investindo em pessoas, garantindo que tenhamos profissionais qualificados para atuar na segurança, na disciplina e nas ações de ressocialização. Esse reforço permitirá oferecer melhores condições de trabalho aos servidores e mais eficiência na gestão penitenciária”, destacou o secretário.

O Governo de Mato Grosso ampliou o número de servidores no Sistema Penitenciário. Em 2019, eram 521 servidores, e em 2025, o número passou para 805. Além disso, desde 2019, Mato Grosso criou 6.516 novas vagas no sistema prisional e mantém obras em andamento que irão acrescentar outras 1.728 vagas nos próximos meses.

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