Mato Grosso
Seduc implementa políticas públicas para reduzir o índice de analfabetismo no Estado
O Dia Mundial da Alfabetização é comemorado neste domingo (08.09). A data foi criada para debater a importância do tema. Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) tem mantido esforços constantes para reduzir os índices de analfabetismo, implementando políticas públicas para a alfabetização, tanto na idade certa, como para jovens e adultos.
Na alfabetização de jovens e adultos, o projeto Muxirum da Alfabetização já bateu a meta de matrículas para este ano. São 2.850 adultos matriculados, 127 alunos a mais do que o esperado.
Em dois anos de trabalho, mais de 10 mil pessoas foram alfabetizadas e já conseguem ler e escrever, graças ao esforço dos coordenadores e alfabetizadores que atuam em mais de 30 municípios do estado, em um trabalho realizado em regime de colaboração com as Prefeituras.
Apesar dos bons números, Mato Grosso conta hoje, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com cerca de 172 mil adultos analfabetos em Mato Grosso, principalmente na zona rural.
“Nossa meta é diminuir esses dados. Por isso, estamos trabalhando para ampliar o Muxirum para todo o Estado. Temos que diminuir os analfabetos e ao mesmo tempo aprimorar nosso trabalho”, ressalta a secretária de Estado de Educação Marioneide Kliemaschewsk.
Para conseguir fazer com que o aluno adulto consiga concluir o ciclo de alfabetização, o Muxirum atua com metodologia apropriada. “O desafio na alfabetização de jovens e adultos é levar a esses alunos uma construção de aprendizagem de forma significativa. A alfabetização dessas pessoas tem que ser de acordo com a realidade deles”, destaca a secretária.
Após as matrículas, os responsáveis pelo curso iniciam o trabalho de acompanhamento, visitando as turmas. “O cenário encontrado está sendo o melhor possível, alunos motivados e com aprendizado acima da expectativa”, destaca Manoel Satiro da Silveira, que atua no Muxirum.
“Encontramos turmas de alfabetizandos com aprendizado que podemos dizer que é avançado, pessoas que vem para estudar mesmo. Isso é gratificante porque são pessoas que estão aproveitando a oportunidade para conhecer um mundo novo, da leitura e da escrita”, acrescenta.
A Seduc conta também com turma de alfabetização nos Centros de Educação de Jovens e Adultos (Cejas) e salas de alfabetização nas escolas regulares através da Educação de Jovens e Adultos (Ejas). Nessa modalidade, o adulto tem a chance de prosseguir nos estudos, concluindo o ensino fundamental e médio.
Alfabetização na Idade Certa
A alfabetização de crianças na idade certa também é um desafio para a Seduc. Embora a o Estado receba primordialmente as séries finais do ensino fundamental e ensino médio, a Rede Estadual de Ensino tem 300 escolas que atendem o 1º ciclo que é o da alfabetização. Para fortalecer o processo de alfabetização, a Seduc desenvolve em 200 escolas o Programa Mais Alfabetização, do Governo Federal.
A Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA) vem trazendo alguns desafios já moldados em diagnóstico educacional em Mato Grosso e no país. Até 2016, a avaliação acontecia no final do 3º ano do 1º ciclo, hoje ocorre no 2º ano.
“Percebemos que 72% dos alunos eram proficientes em escrita, mas somente 11.8% dominavam a leitura. Então, nosso primeiro desafio é fazer com que nossos alunos consigam ler mais, interpretar mais os textos lidos. É preciso construir essa habilidade e competência da leitura e não ser mero reprodutor através da escrita”, assinala a Secretária.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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