Mato Grosso
Segunda Câmara do TCE se reúne nesta quarta-feira com 25 processos em pauta
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| PAUTA DE JULGAMENTO |
A Segunda Câmara do Tribunal de Contas de Mato Grosso realiza sessão ordinária nesta quarta-feira (24/04), a partir das 9h. Presidida pelo conselheiro interino João Batista de Camargo e composta ainda pelos conselheiros interinos Isaías Lopes da Cunha e Moises Maciel, a referida Câmara tem na pauta desta semana 25 processos administrativos.
Estão na pauta Tomadas de Contas, Representações de Natureza Interna (RNI) e Externa (RNE), Monitoramentos e uma Denúncia, acerca de supostas irregularidades na folha de pagamento, bem como erros no envio de informações pelo Sistema Aplic e concessão indevida de progressão. A Denúncia (Processo nº 35513/2016) é da relatoria do conselheiro interino João Batista de Camargo.
Das quatro Tomadas de Contas em pauta, uma foi instaurada em razão de irregularidades na prestação de contas do Termo de Concessão de Auxílio nº 049/2009, que tinha com objeto a realização do “Projeto Etnocultural Resgate, Revitalização e Preservação das Raízes”, dentro do Projeto “Pontos de Cultura”. O convênio foi firmado entre a Secretaria de Cultura (SEC) e o Instituto Afro Brasileiro Mato-grossense de Barra do Bugres. O Processo nº 167398/2015 tem como relator o conselheiro interino Isaías Lopes da Cunha.
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JOÃO BATISTA DE CAMARGO JUNIOR – Conselheiro Interino – Presidente
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Outra Tomada de Contas também tem a Secretaria de Cultura como interessada e foi instaurada em virtude de irregularidades na prestação de contas do Termo de Concessão de Auxílio nº 25/2009, que tinha como objeto a realização do Projeto “CD Fogo da Paixão”. O Processo nº 64645/2015 também está sob a relatoria do conselheiro Isaías Lopes da Cunha.
Irregularidades na prestação de contas do Convênio nº 037/2010, assinado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico para a realização do projeto “22ª Festa do Peão de Boiadeiro e 10ª Exporio” motivaram a Tomada de Contas (Processo nº 368725/2017), relatada pelo conselheiro João Batista Camargo, em pauta na sessão desta quarta.
Por fim, consta da pauta a Tomada de Contas Ordinária instaurada em cumprimento ao Acórdão nº 2629/2014 (Processo nº 77488/2013), referente ao julgamento da Tomada de Contas Especial instaurada pela Prefeitura de Aripuanã. O Processo nº 169625/2016 também é da relatoria do conselheiro Isaías Lopes da Cunha.
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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