Mato Grosso
Seplag desenvolve sistema para o Censo Previdenciário e gera economia de R$ 6 milhões
“Com esta expertise que já tínhamos desenvolvido para a atualização cadastral anual dos servidores ativos, economizaremos R$ 6 milhões dos cofres públicos, por ciclo”, destacou o secretário de Planejamento e Gestão, Basílio Bezerra.
Ele explicou que a cada dois anos o MT Prev realiza esse recadastramento e a cada vez precisava contratar uma empresa.
O diretor-presidente do MT Prev, Elliton de Souza, disse que a utilização do sistema permitirá ao órgão atualizar a base de dados com as informações de cerca dos 46 mil aposentados e pensionistas do Estado.
“Para a realização do Censo, precisaríamos contratar uma empresa. Conversando com o secretário Basílio, enxergamos a possibilidade de economizar recursos, fazendo uma adaptação desse sistema para o MT Prev. Isso trouxe economia, agilidade, segurança e mais qualidade no serviço”, disse.
Cerca de 9 mil beneficiários já realizaram o recadastramento no Censo, representando um percentual de quase 19% do esperado. Dados do Sistema Previdenciário apontam para aproximadamente 46 mil beneficiários. Neste grupo estão incluídos os poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, assim como o Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública.
O sistema é voltado para o preenchimento de formulário. Clique aqui para mais informações sobre o passo-a-passo de cada uma dessas três maneiras de realizar o seu recadastramento no Censo 2023.
Os beneficiários precisam realizar o Censo Previdenciário de Mato Grosso até o dia 23 de fevereiro de 2024 e isso pode ser feito na comodidade da sua casa. Basta entrar no próprio site do MT Prev, acessado também por meio do aplicativo MT Cidadão ou pelo Portal do Governo. Essas três opções direcionam o interessado para o Sistema do Censo Previdenciário, mas para isso requer cadastro no MT.Login.
Em casos excepcionais, como aposentados e pensionistas hospitalizados, acamados, residentes em asilos ou detidos, têm direito a solicitação de atendimento especial, incluindo visita técnica. Para isso, é necessário preencher o formulário online que, posteriormente, terá as suas informações validadas.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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