Mato Grosso
Servidores da MTI participam de curso de fiscalização de contratos
Os servidores da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) participam nesta semana de um curso de fiscalização de contratos, direcionado exclusivamente para empregados que atuam em empresas públicas e sociedades de economia mista. O curso aborda a fiscalização de contratos sob a ótica da Lei das Estatais (Lei nº 13.303/2016).
Solicitado pela Diretoria Administrativa da MTI, o curso é realizado por meio da Escola de Governo, em parceria com a Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag). Ao longo do curso serão tratados os aspectos da aplicação da lei – que veio para substituir a Lei das licitações (Lei nº 8.666/1993).
De acordo com a advogada Mara Florêncio, responsável por conduzir o curso, serão aplicados sete módulos que abordarão o planejamento da contratação, as principais definições e conceitos dos contratos administrativos, além das cláusulas necessárias do contrato administrativo, bem como possíveis alterações do referido contrato.
Também serão discutidos os fatores de sucesso para a fiscalização e as penalidades administrativas e ferramentas de gerenciamento e fiscalização. Por se tratar de um curso voltado especialmente para servidores que desempenham este papel fiscalizador de contratos, o curso é conduzido de forma prática, com aplicações do dia-dia.
“Como o curso é voltado para a Lei nº 13.303, a parte contratual é diferente da Lei nº 8.666. E essa diferença que vou trabalhar na fiscalização do contrato. Mas a fiscalização do contrato em si é verificar se o que foi planejado está sendo executado e se está tendo eficiência nessa execução contratual, no sentido de boa qualidade na prestação do serviço e se está pagando um preço justo por ele”, explicou.
Segundo Mara, todas as eventuais dúvidas serão sanadas ao longo do curso, que também pretende apresentar as inovações na área de licitações e contratos aplicadas em outras esferas de governo. “Há dúvidas sobre até onde vai a competência deles dentro da fiscalização do contrato, o que se pode fazer, o que não pode, quais são as atribuições do fiscal, quais as funções do fiscal administrativo, técnico, do gestor e vamos esclarecer tudo”, disse.
Apesar de já ter começado, o curso segue com inscrições abertas. Ainda estão disponíveis 30 vagas e as inscrições podem ser feitas pelo email [email protected]. Para receber a certificação, porém, o aluno não poderá ter mais que um dia de falta.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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