Mato Grosso
Setasc qualifica novos agentes do Sine-MT para fortalecer atendimento aos trabalhadores

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) iniciou, nesta segunda-feira (16.3), uma capacitação voltada aos novos agentes da Rede Sine em Mato Grosso. O treinamento é realizado no Ganha Tempo Ipiranga, em Cuiabá, e segue até a próxima sexta-feira (20.3), reunindo servidores de diferentes municípios do estado.
Participam da capacitação coordenadores e atendentes dos municípios de Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Cuiabá, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Tangará da Serra e Várzea Grande, que atuam diretamente no atendimento aos trabalhadores nas unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine).
A formação tem como objetivo atualizar os profissionais sobre procedimentos, ferramentas e fluxos de atendimento do sistema do Sine, contribuindo para aprimorar a intermediação de mão de obra e ampliar a qualidade dos serviços prestados à população.
O secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, destacou que a qualificação contínua dos servidores é fundamental para fortalecer as políticas públicas de geração de emprego e renda.
“Investir na capacitação dos agentes do Sine é investir em um atendimento mais eficiente e humanizado para quem busca uma oportunidade de trabalho. Nosso objetivo é garantir que os servidores estejam cada vez mais preparados para orientar e encaminhar os trabalhadores de forma ágil e assertiva, fortalecendo as políticas de empregabilidade em Mato Grosso”, afirmou.
A coordenadora do Sine-MT, Simone Koehler, ressaltou que as capacitações periódicas são essenciais para manter os serviços atualizados e alinhados às necessidades do mercado de trabalho.
“Promover capacitações constantes é fundamental para garantir um atendimento cada vez mais qualificado ao cidadão. Quando os profissionais estão atualizados sobre as ferramentas e procedimentos do sistema, conseguimos realizar encaminhamentos mais assertivos para as vagas de emprego e oferecer um serviço mais eficiente aos trabalhadores de Mato Grosso”, destacou.
Durante a capacitação, os participantes recebem orientações sobre o funcionamento do portal de atendimento, processos de encaminhamento para vagas de emprego, seguro-desemprego e estratégias para melhorar o atendimento aos trabalhadores que buscam oportunidades no mercado.
Entre os participantes está Neiva de Oliveira, atendente do Sine de Primavera do Leste, que atua na unidade há 11 anos e, há três anos, desempenha a função de atendente. Para ela, a capacitação representa uma oportunidade importante de atualização.
“Eu tinha muitas dúvidas, pois o sistema já teve algumas mudanças, principalmente no portal. Então, aproveitei a oportunidade de participar novamente do treinamento para me atualizar”, explicou.
Segundo Neiva, iniciativas como essa contribuem diretamente para melhorar o atendimento ao público. “Essa iniciativa é muito importante, porque nos ajuda a atender melhor a população, oferecendo as informações corretas para que os trabalhadores encontrem as respostas que procuram e saiam satisfeitos com o atendimento”, disse.
A coordenadora do Sine-MT em Pontes e Lacerda, Ana Flávia de Melo Cáceres, também participa da capacitação acompanhada de duas atendentes do município. Ela destaca que o aprendizado adquirido será aplicado diretamente no atendimento à população.
“Estou no cargo de coordenação há cerca de um ano e meio e trouxe duas atendentes do município para participarmos da capacitação. Esse treinamento é muito importante para que possamos aprimorar nosso trabalho e oferecer um atendimento cada vez melhor à população”, declarou.
A capacitação integra as ações da Setasc para fortalecer a Rede Sine em Mato Grosso, garantindo que os profissionais estejam cada vez mais preparados para orientar os trabalhadores e ampliar o acesso às oportunidades de emprego no estado.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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