Mato Grosso
Sinfra institui comitê para dar suporte nas áreas de saúde e segurança de trabalho
Os servidores da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) passarão a ter um acompanhamento especial do Comitê Setorial de Saúde e Segurança no Trabalho. Os membros atuarão para prevenir riscos ambientais aos trabalhadores, além de desenvolver ações na área de controle médico da saúde ocupacional e psicossocial. A portaria n°010/2019, que instituiu o comitê, foi publicada no Diário Oficial do Estado, que circulou no início de fevereiro.
A comissão interdisciplinar nomeada para função é composta por quatro profissionais, sendo uma psicóloga, um engenheiro de segurança do trabalho, uma assistente social e uma técnica em enfermagem. As diretrizes do comitê setorial da Sinfra serão repassadas pela Secretaria de Estado de Gestão, a qual o grupo está ligado. “Vamos fazer uma espécie de assessoramento para Saúde e Segurança do servidor no trabalho”, explicou a psicóloga da Sinfra, Soyanne Almeida Santana, uma das integrantes do comitê.
Segundo ela, dentre as atribuições dos profissionais o engenheiro ficará responsável pela verificação das condições de trabalho do servidor. Já a assistente social atuará no sentindo de avaliar a relação trabalho, família e vida funcional. O psicólogo vai cuidar da saúde mental do servidor, lidando com questões como ética, por exemplo. A técnica de enfermagem, por sua vez, desenvolverá ações que envolvem a parte física do servidor como aferir a pressão, medir a glicemia e até prestar auxílio caso a pessoa passe mal e precise ser encaminhado a uma unidade de saúde ou domicílio.
A psicóloga conta que as ações deste ano já tiveram início dentro da Sinfra. A primeira delas foi na área psicossocial. Destacando ainda que, apesar do comitê estar ligado à área de Gestão de pessoas, há uma sala especial para atenção ao servidor. “Nós disponibilizamos acompanhamento psicológico ao servidor com a possibilidade de até seis sessões de atendimento, que podem ser também de ordem psicossocial. Por exemplo: a pessoa está trabalhando, mas a causa do seu mal-estar é ordem familiar, então o assistente social atua para ajudar nesse sentido”, explicou Soyanne.
Outra atribuição do comitê, conforme a integrante, é monitorar os atestados e licenças médicas que os servidores apresentam, visando mapear os tipos de doenças ocupacionais que estão instaurando no ambiente de trabalho. A partir desse diagnóstico, os profissionais passam a ter condições de planejar as políticas de prevenção e combate aos problemas existentes. “O comitê age em prol da saúde física e mental do servidor. Dentro dessa concepção temos vários programas. Entre eles, preparação para aposentadoria, trabalhos preventivos de doenças e adesão a campanhas de saúde”, complementou.
O Comitê Setorial de Saúde e Segurança no Trabalho tem prazo de atuação de dois anos a contar da publicação da portaria, podendo ser prorrogado por igual período. Durante todo prazo de vigência, os seus integrantes ficam à disposição dos programas que integram a política de saúde e segurança do trabalho. A programação para o ano de 2019 estará disponível a partir da próxima semana.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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