Mato Grosso
Sistema de Bibliotecas fomenta criação de políticas públicas para incremento da leitura
A equipe do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), está em viagem na região do Araguaia para apresentar a Lei 13.696, que institui a Política Nacional de Leitura e Escrita, e oferecer suporte técnico e sugestões para implantação de leis municipais sobre o tema.
O objetivo é multiplicar, debater e mostrar à população local a importância de se criar e implantar uma política municipal de incentivo e acesso ao livro e leitura. Um exemplo é Juína (735 quilômetros a nordeste de Cuiabá), a segunda cidade do país a aprovar a lei municipal e que tem conquistado prêmios e reconhecimento internacional pela atuação.
Na próxima quarta-feira (21.08), a coordenadora do Sistema de Bibliotecas, Waldineia Almeida, a gerente de Livro e Leitura, Helena Maria da Costa, e as servidoras Maria Auxiadora Massoli de Campos e Fabíola Arruda de Sousa participam do 1º Fórum Municipal de Bibliotecas de Araguaiana (563 quilômetros a leste de Cuiabá). Na ocasião, Waldineia irá contextualizar a lei nacional com a realidade de Mato Grosso, apresentando a proposta do Plano Estadual de Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca, que está em fase de implantação.
Além disso, a equipe vai mostrar exemplos como os de Juína, cujas práticas na biblioteca municipal são consideradas uma das 15 melhores da América Latina. Para se ter ideia, além do engajamento e participação social conquistados nas atividades da biblioteca, em números, a instituição aumentou em dez vezes o cadastro de usuários, passando de 600 em 2017 para 6.000 em 2019. Vale ressaltar que esse trabalho foi construído com apoio e orientação técnica da equipe do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas para adoção de um plano municipal de livro e leitura.
“Os fóruns são importantes para proporcionar o diálogo com a sociedade na construção desta tão importante política pública de fomento ao livro e à leitura. Dessa forma participativa, poder público e sociedade podem conhecer a necessidade, dificuldades e possibilidades de efetivação da lei no município”, destaca Waldineia.
Ela acrescenta que é fundamental a participação do Sistema de Bibliotecas nesse processo, uma vez que a política local precisa estar alinhada às diretrizes do Estado e nacional.
“Primeiro realizamos o Fórum Estadual, em junho deste ano, em Cuiabá, que reuniu municípios de todas as regiões de Mato Grosso. Agora estamos com um cronograma de visita a diferentes municípios, onde fazemos uma avaliação das bibliotecas municipais e damos o suporte técnico para a melhora da infraestrutura e da prestação de serviços”.
Além de Cuiabá, já foram realizados fóruns em Rondonópolis (21.07) e Sapezal (30.07). De acordo com a coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas, em Rondonópolis, o evento contou com um público de 300 pessoas e obteve apoio unânime dos vereadores, que reconheceram a necessidade de criação de uma política pública para o seguimento do livro.
Em Sapezal, participaram 212 pessoas, e houve eleição do grupo de trabalho para elaboração do documento. Entre os participantes nos dois fóruns estavam gestores municipais, vereadores, professores, representantes do judiciário, acadêmicos, autores, escritores, proprietários de editoras e gráficas, jornalistas, contadores de histórias e alunos do ensino médio.
Plano Estadual de Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca
O Plano Estadual de Livro, Leitura, Literatura e Biblioteca é uma política pública, que vai embasar programas, projetos e ações continuadas nos entes federativos visando assegurar a democratização do acesso ao livro, o fomento e a valorização da leitura. Além disso, tem o objetivo de fortalecimento da cadeia produtiva do livro como fator relevante para o incremento da produção intelectual e o desenvolvimento da economia.
O Plano Estadual está sendo construído por um grupo de trabalho envolvendo servidores da Secel e da Secretaria de Estado de Educação. Esse grupo elaborou uma minuta, após realização do Fórum Estadual de Bibliotecas, em 2018. O documento está sendo finalizado para validação e depois será enviado ao Legislativo para proposição da lei.

Biblioteca Itinerante
Além das visitas técnicas, distribuição de livros e participação nos fóruns municipais, a equipe leva ações do projeto Biblioteca Itinerante para a região do Araguaia, até o dia 24 de agosto. Entre os serviços oferecidos estão oficinas pedagógicas para crianças e professores, pinturas, cinema, brincadeiras de jogos educativos e rodas de conversa.
Os municípios atendidos são Alto Araguaia, Araguainha, Ponte Branca, Ribeiraõzinho, Torixoreu, Pontal do Araguaia, Araguaiana, Barra do Guarças, General Carneiro, Primavera do Leste, Campo Verde e Chapada dos Guimarães.
Para otimizar o trabalho de itinerância, a equipe se juntou ao projeto Araguaia Cidadão, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O objetivo da iniciativa é atender a 45 mil pessoas da região, com serviços voltados para o exercício do direito e cidadania.
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
Empresa do agronegócio genuinamente do agronegócio brasileira nacional lança de três novos produtos
Mato Grosso
4º ENCONTRO DE COOPERATIVAS NORTOX
Empresa do agronegócio genuinamente brasileira lança de três novos produtos
O evento reuniu representantes de 39 cooperativas dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo

O 4º. Encontro de Cooperativas Nortox realizado recentemente em Foz do Iguaçu (PR), foi marcado pelo lançamento de três produtos: duas misturas exclusivas (os inseticidas Typhoon e Tempus) e um herbicida exclusivo, o Raker Top. “A Nortox, que já vem marcando história em lançamentos de misturas exclusivas, agora marca uma nova era de misturas de genéricos com moléculas sob patente. Isso demonstra mais uma vez que a empresa tem sua estratégia bem definida. O lançamento desses produtos foi o ponto alto do 4º. Encontro de Cooperativas”, afirma o diretor comercial da Nortox, João Marcos Ferrari.
Os inseticidas Tempus e Typhoon chamaram muita atenção dos participantes. O Tempus, com ação prolongada e alta eficiência contra lagartas, oferece proteção duradoura em diferentes culturas, combinando o efeito choque do clorpirifós à persistência do clorantraniliprole. O Typhoon, com uma ação forte contra a cigarrinha-do-milho e a lagarta-do-cartucho, é uma mistura exclusiva da Nortox, com amplo espectro de proteção contra as pragas do milho e efeito de choque imediato. Os princípios ativos são Clorantraniliprole e Metomil – OD.
Já o Raker Top, grande destaque, é um herbicida seletivo e sistêmico de pós-emergência, formulado com os princípios ativos Nicossulfuron e Tolpiralate. Ele é indicado especificamente para o controle de plantas daninhas na cultura do milho. Além disso, conta com a segurança de dois safeners para um manejo de pós-emergência sem causar fitotoxicidade.
O evento reuniu representantes de 39 cooperativas dos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A programação teve início na quarta-feira (29), com a recepção das equipes, e prosseguiu ao longo de toda a quinta-feira (30), reunindo palestras e apresentações técnicas voltadas às principais tendências do agronegócio e às soluções desenvolvidas pela Nortox para o campo.
Na abertura, o diretor-presidente da Nortox, Romeu Stanguerlin, apresentou a trajetória da empresa, seus resultados e as perspectivas de crescimento previstas no planejamento estratégico até 2030. Em seguida, João Marcos Ferrari destacou a evolução do portfólio da companhia, abordando investimentos em pesquisa, inovação, desenvolvimento de produtos, nutrição vegetal e sementes.
Ao longo do encontro, também foram apresentados programas voltados às cooperativas, novas estratégias de manejo em fungicidas, soluções para pastagens, avanços na área de herbicidas, além de debates técnicos que promoveram a troca de experiências entre especialistas da Nortox e representantes das cooperativas. A programação contou ainda com palestras de convidados externos, como o economista Igor Barreto, do Itaú BBA, que apresentou uma análise do cenário econômico e das perspectivas para o agronegócio, e do pesquisador Aroldo Marochi, que abordou os desafios relacionados às doenças nas lavouras e ao manejo com fungicidas.
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