Mato Grosso
Sustentabilidade e inovação no setor madeireiro de MT são destaque em feira internacional
Na feira, os empresários de Mato Grosso dispõem de um espaço exclusivo, construído com madeira nativa do estado, onde apresentam uma linha diversificada de produtos de 46 espécies.
De acordo com o vice-governador Otaviano Pivetta, a participação na feira é uma oportunidade de mostrar ao mundo a qualidade e a sustentabilidade da madeira mato-grossense, por meio do manejo florestal sustentável.
“Mato Grosso tem muito mais para ser explorado de maneira sustentável. O mundo compra os produtos de quem faz o bem feito e com sustentabilidade. Fiquei surpreso ao ver o trabalho que os empresários do Mato Grosso estão fazendo e a maneira como se posicionam no mercado mundial. É importante que o governo facilite a vida dos empresários, tornando o setor madeireiro cada vez mais relevante, promovendo o sequestro de carbono e a melhoria da vida de todos”, destacou Pivetta.
O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, ressaltou a parceria entre governo, setor político e setor econômico. Ele destacou que a madeira sustentável de Mato Grosso é um exemplo para o Brasil e para o mundo.
“Esses manejos são dentro de áreas privadas de reserva legal. Isso é uma forma do nosso produtor, que já tem uma responsabilidade de garantir a segurança alimentar do Brasil e do mundo preservar 80% da sua propriedade no bioma da Amazônia, possa também ter uma renda de forma sustentável, gerando emprego junto com esses empresários que estão na vanguarda da produção de madeira sustentável”, disse.
Atualmente, Mato Grosso possui 5,025 milhões de hectares de florestas manejadas e conservadas, produzindo 7 milhões de metros cúbicos de madeira a partir de Planos de Manejo Florestal Sustentável (PMFS). Em 2022, o setor recolheu R$ 66 milhões em impostos, conforme as informações do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem).
A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, destacou os avanços no setor de base florestal nos últimos cinco anos e meio. Dentre os exemplos estão a redução do tempo médio nas análises de processos de licenciamento ambiental e os investimentos na rastreabilidade da madeira, sendo o único estado brasileiro com 100% da cadeia produtiva rastreável.
“Somos modelo para outros Estados brasileiros. Fizemos uma apresentação com o apoio do Fórum Nacional de Base Florestal e do Cipem no Rio de Janeiro mostrando a rastreabilidade da cadeia da madeira nativa, e mostramos como o Governo do Estado garante a legalidade do produto florestal, que chamou a atenção do Banco Mundial. Vamos apresentar essa solução no evento em Manaus (AM). Mato Grosso tem uma imensa capacidade de produzir madeira nativa de origem florestal e estamos no caminho certo para fortalecer a legalidade do produto e ser referência não só brasileira, mas mundial de manutenção da floresta em pé, gerando renda e desenvolvimento econômico a partir do manejo florestal sustentável”.
Conforme o presidente do Cipem, Ednei Blasius, os produtos florestais de Mato Grosso atendem critérios de rastreabilidade, qualidade e diversidade de espécies, com volume de produção suficiente para atender a demanda de consumidores nacionais e internacionais.
“É um setor importante para economia estadual, sendo o principal gerador de receita em vários municípios, além de ter um sistema de rastreamento da produção florestal (Sisflora 2.0) que é o mais eficiente do mundo, garantindo a procedência e legalidade dos produtos mato-grossenses”, destacou o presidente do Cipem.
O Estado ainda tem potencial para avançar ainda mais e alcançar 7 milhões de hectares de florestas manejadas e conservadas no território mato-grossense. O setor florestal é a base econômica de 44 dos 142 municípios do estado, empregando 12.712 pessoas.
De janeiro a abril deste ano, Mato Grosso exportou US$ 29,7 milhões em madeira, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Em 2023, o estado vendeu produtos florestais para 61 países, alcançando um total de US$ 120 milhões em exportações. Índia, Estados Unidos e França foram os principais destinos da madeira mato-grossense.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Laudo afasta crime, mas incêndio em prédio da Prefeitura de VG segue cercado de perguntas

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
Mato Grosso
Leis de Sinop e Alta Floresta são consideradas inconstitucionais

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) declarou a inconstitucionalidade de normas editadas pelos municípios de Sinop e Alta Floresta, em ações diretas de inconstitucionalidade que contaram com a atuação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). As decisões reforçam a necessidade de observância dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública e o processo legislativo.
Um dos casos que o TJMT julgou procedente envolve o município de Alta Floresta, em ação proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso contra a Lei Municipal nº 2.938/2024, que disciplinava a regularização de loteamentos rurais destinados a atividades como agricultura familiar, lazer e turismo.
Na análise do processo legislativo que resultou na norma, o Tribunal identificou vício formal decorrente da ausência de participação popular. A legislação urbanística exige a realização de audiências públicas e mecanismos efetivos de consulta à sociedade, especialmente quando há alterações no uso e na ocupação do solo. A inexistência dessas etapas compromete a legitimidade democrática da norma.
Também foi reconhecida a ocorrência de invasão de competência legislativa da União, uma vez que o município estabeleceu regras para o parcelamento do solo rural sem observar exigências previstas em legislação federal, como a necessidade de prévia audiência do Incra.
No campo material, a lei foi considerada incompatível com a ordem constitucional por dispensar a realização de estudo prévio de impacto ambiental para a regularização dos loteamentos. O Tribunal destacou que esse tipo de empreendimento gera impactos significativos e exige avaliação técnica prévia, sob pena de risco ao meio ambiente e à qualidade de vida da população.
Já em ação envolvendo a Lei nº 3.644/2026, do município de Sinop, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou pela procedência do pedido, apontando a existência de vícios tanto de natureza formal quanto material na norma questionada.
Na manifestação encaminhada ao TJMT e acolhida no julgamento, o MPMT sustentou que a lei, de iniciativa da Câmara Municipal, interferiu indevidamente em matéria cuja iniciativa legislativa é privativa do chefe do Poder Executivo.
Segundo o parecer, a Constituição Estadual estabelece que compete exclusivamente ao prefeito propor leis que tratem do regime jurídico dos servidores públicos, incluindo aspectos relacionados ao provimento de cargos e à organização administrativa.
Diante do conjunto de irregularidades, o Tribunal de Justiça declarou a inconstitucionalidade integral das leis.
Mato Grosso
MP recomenda suspensão de aumento na tarifa de água em Cuiabá

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 6ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Consumidor de Cuiabá, recomendou à concessionária Águas Cuiabá a suspensão do reajuste de 11,93% nas tarifas de água e esgoto, previsto para entrar em vigor no dia 27 de junho, próximo sábado.
A recomendação é assinada pela promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos e tem como finalidade evitar impactos no orçamento da população, especialmente entre consumidores em situação de maior vulnerabilidade.
“O acesso à água é um serviço essencial e deve ser garantido de forma adequada e acessível. Um reajuste dessa magnitude pode comprometer o orçamento das famílias, especialmente das mais vulneráveis”, destacou a promotora.
O reajuste foi autorizado após decisão arbitral que reconheceu o direito da concessionária ao reequilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão.
No entanto, o Ministério Público avalia que a medida pode gerar impactos econômicas significativos para os consumidores da capital.
Na recomendação, a promotoria orienta que a empresa reavalie a aplicação do aumento e, de forma voluntária, deixe de implementá-lo. Caso entenda pela impossibilidade de suspensão, a concessionária deverá, em conjunto com o poder concedente, adotar medidas para minimizar os impactos financeiros decorrentes do reajuste.
Além disso, o Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar os aspectos relacionados à decisão arbitral que resultou na definição do índice de reajuste.
A Águas Cuiabá deverá apresentar, no prazo de cinco dias, manifestação formal sobre o acatamento da recomendação, acompanhada das providências eventualmente adotadas.
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