Mato Grosso
“Construção do novo Hospital Regional de Alta Floresta é a prova de que estamos focados em salvar vidas”, afirma governador
O governador Mauro Mendes afirmou, durante assinatura da ordem de serviço para construção do Hospital Regional de Alta Floresta, realizada nesta terça-feira (28.06), que a gestão está focada em salvar vidas. Com o início dessa obra, Mato Grosso já soma seis hospitais em construção no Estado, totalizando um investimento de mais de R$ 700 milhões
“A construção do novo Hospital Regional de Alta Floresta é a prova de que estamos focados em salvar vidas. Ao todo, são seis grandes hospitais em obra em Mato Grosso – dois em Cuiabá e quatro no interior do Estado. Esse é o maior pacote de obras e ampliação de leitos na saúde pública no Estado. O principal beneficiado com essas novas unidades de saúde são os usuários do SUS, que contarão com estruturas mais modernas e de qualidade”, disso o governador Mauro Mendes, durante a assinatura da ordem de serviço.
Hospital Regional de Alta Floresta contará com 111 leitos de enfermaria e 40 leitos de UTI, sendo adulto, pediátrico, neonatal e unidade semi-intensiva neonatal para atendimentos de média e alta complexidade de seis municípios da região.
Projetada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), a unidade hospitalar receberá o investimento de R$ R$ 112,3 milhões e conta com um cronograma de aproximadamente 22 meses de execução, com entrega prevista para 2024.
“A atual gestão não apenas inicia a construção do novo Hospital Regional de Alta Floresta, mas beneficia a população dos seis municípios da região Alto Tapajós de Saúde. Um novo e moderno hospital servirá de referência para toda a região”, avaliou a secretária estadual de Saúde, Kelluby de Oliveira.
Além de Alta Floresta, o Hospital Regional será referência para os municípios Apiacás, Carlinda, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde e Paranaíta. A unidade de saúde contará com um total de 151 leitos, sendo 111 leitos de enfermaria e 40 leitos de UTI. A obra é feita pela Lotufo Engenharia e Construções LTDA.
O hospital também terá 10 consultórios médicos, 2 consultórios para atendimento a gestantes, 6 salas de centro cirúrgico, além de espaços para banco de sangue, banco de leite materno e realização de exames, como tomografia e colonoscopia.
“Falando especificamente de Saúde, esse investimento é grandioso. Quatro novos Hospitais Regionais que são destinados para o interior do estado e um deles aqui em Alta Floresta, para atender a população de toda a região. É uma gratidão muito grande a esse governo”, disse o prefeito de Alta Floresta, Chico Gamba.
Presentes no lançamento da obra do hospital, políticos e autoridades de Mato Grosso também ressaltaram a importância da unidade de saúde para a região, além de destacarem as ações do Governo para os municípios do estado.
O senador Wellington Fagundes parabenizou o governador pelos inúmeros investimentos realizados no estado. “Tem obras por todas as regiões de Mato Grosso. Em Nova Brasilândia, passará uma ferrovia desafogando a BR 163. Essa é a primeira ferrovia do Brasil por autorização do governo do estado. Além disso, são mais de 2.500 quilômetros de asfalto que será concluído neste governo. Obras que não aconteceram no passado por incompetência dos antigos gestores governamentais”, ressalta Fagundes
O senador Jayme Campos vê o início da obra do hospital como uma superação. “Quando o governador Mauro Mendes assumiu a gestão, eu perguntei qual seria a receita do bolo para sair da dificuldade que o estado atravessava naquele momento com crise na saúde, segurança, salários dos servidores públicos atrasados, pagamento dos fornecedores e prestadores de serviço também atrasado. Eu quase não via uma luz no fim do túnel, mas o Mauro é um homem que faz compromisso que pode cumprir e um gestor de excelência, que demonstrou seriedade e responsabilidade. E o resultado disso estamos vendo aqui”, pontua o parlamentar.
Para deputado federal Neri Gueller, a cidade de Alta Floresta está se destacando economicamente e socialmente em razão dos investimentos recebidos. “Com este legado e com tantas obras, as pessoas vão dizer que essa gestão ficou marcada e com certeza vai fazer com que a região seja boa para se morar e uma das mais importantes do país. Que o desenvolvimento com a participação da sociedade continue, porque a participação de cada um é importante”, entende Neri.
O deputado estadual Nininho também acredita que as obras na cidade promovem o desenvolvimento e a visibilidade para a região. “Todas essas obras da região, como as pontes na MT 419, na MT 325 e na MT 206, entre outras, estão proporcionando o desenvolvimento dessa região. Tenho dito que tenho orgulho de, junto com os colegas parlamentares, de dizer que conheço esse estado como a palma das minhas mãos e tenho falado que o que está acontecendo nesse estado eu imaginava que iria demorar uns 30 anos para acontecer, mas, de repente, vemos essa transformação toda sendo feita. Isso é gratificante”, celebra o deputado.
Acompanharam o governador Mauro Mendes, durante a agenda, os deputados federais Neri Geller, Carlos Bezerra e Nelson Barbudo; os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco, João Batista, Xuxu Dal Molin, Nininho, Pedro Satélite e Silvano Amaral; a secretária de saúde, Kelluby de Oliveira, e o secretário de desenvolvimento econômico, César Miranda, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mendes, e o prefeito de Alta Floresta, Chico Gamba. Também estiveram presentes os prefeitos de Apiacás, Carlinda, Colíder, Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde e Paranaíta, além de outras autoridades da região.
Novos Hospitais
Além do início das obras do Hospital Regional de Alta Floresta, o Governo de Mato Grosso também iniciou neste ano a construção dos Hospitais Regionais de Tangará da Serra, de Juína e do Araguaia, em Colniza.
Em Cuiabá, o Estado executa as obras do Hospital Central, que ficou paralisado por mais de 30 anos, e do novo Hospital Julio Muller.
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Foto- Assessoria
Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.
Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.
As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.
Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.
Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.
Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.
Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.
Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.
A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.
Mato Grosso
Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres
A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.
Foto: Reprodução.
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