Mato Grosso
Equipe médica do Hospital Estadual Santa Casa decide pela transferência de paciente oncológico para unidade de referência
O referido paciente deu entrada ao Hospital Estadual no dia 15 de setembro de 2023 e, desde então, foi amplamente assistido pelas equipes técnicas da unidade, passou por biópsia, tomografia, exames clínicos, laboratoriais e de ressonância nuclear magnética.
O quadro clínico também foi avaliado por diversos especialistas, como oncologista pediátrico, neurocirurgião e otorrinolaringologista.
Com biópsia e exame imuno-histoquímico inconclusivos, os especialistas ainda avaliam a melhor conduta médica para o caso. De acordo com o médico supervisor do Hospital Estadual, dr. Fernando Biguelini Duarte, o quadro do garoto requer um encaminhamento muito específico, que pode ser executado pelo Hospital de Câncer, em Cuiabá.
“Esse caso se mostrou muito incomum, diferente dos demais que tratamos aqui. Um tumor com crescimento rápido, com comportamento de sarcoma mas características de outro tipo histológico ainda não identificado. O tumor está localizado em regiões muito nobres do corpo humano, que compreendem desde a nasofaringe até a base de crânio, e isso contempla uma junta médica maior, com cirurgião de cabeça e pescoço, que tem no Hospital do Câncer”, explicou.
O médico ainda esclareceu que cada tipo histológico de tumor requer um tratamento, seja via radioterapia, quimioterapia ou cirúrgico. Contudo, a inconclusividade dos exames realizados demanda pela análise criteriosa de um cirurgião de cabeça e pescoço.
“Nós contamos com neurocirurgião, otorrinolaringologista, oncologista pediátrico e estamos dando assistência integral ao paciente, mas é necessário um profissional com essa especialidade para decidir pelo tratamento; se vai ser um tratamento cirúrgico, se vai haver uma rádio ou quimioterapia adjuvante, porque até então não foi fechado um diagnóstico”, acrescentou.
A diretora do Hospital Estadual Santa Casa endossou a avaliação do médico e destacou que a equipe da unidade não mediu esforços para melhor atender e contemplar às necessidades do paciente.
“Nossa equipe deu assistência integral ao paciente e mediou todos os exames realizados até o presente momento. Parte dos exames coletados aqui foram encaminhados para laboratórios de São Paulo; são exames complexos, com prazo maior para emissão de resultado. A transferência se deu por entendimento técnico de que, devido à complexidade, o caso requer um cirurgião de cabeça e pescoço”, concluiu a gestora.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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