Mato Grosso
CGE normatiza publicação dos produtos de auditoria e controle interno
Em atendimento à Lei de Acesso à Informação, a Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) normatizou, em 2018, os procedimentos para publicidade dos produtos de auditoria e controle interno elaborados pelo órgão. As regras estão dispostas na Instrução Normativa CGE nº 02/2018, aprovada pelo Conselho do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Estadual com base em estudo realizado por Câmara Técnica composta por quatro auditores do Estado.
Na referida Instrução Normativa, ficou definido que os produtos de auditoria e controle interno serão publicados, em sua íntegra, no site na CGE, com a identificação dos auditores responsáveis pelo trabalho. O mesmo se dará com os planos de providências elaborados pelos órgãos estaduais em atendimento às recomendações da CGE.
“A normatização da publicidade dos produtos da CGE é uma forma de contribuir para a ampliação da transparência e para o fomento do controle social na aplicação dos recursos públicos estaduais, além de ser uma maneira de demonstrar a autonomia técnica de atuação da CGE”, destaca o secretário-controlador geral do Estado, José Celso Dorilêo Leite.
A exceção à regra são os produtos que tiverem origem em solicitações de órgãos como Ministérios Público, Poder Judiciário e Polícia Civil, bem como aqueles realizados por iniciativa da CGE mas que se destinarem àqueles órgãos. Nesses casos, a publicação se dará somente no momento em que o processo se tornar público pelos órgãos destinatários dos trabalhos.
Outra exceção à regra são os documentos auxiliares e papeis de trabalho vinculados a quaisquer um dos produtos publicados no site da Controladoria. Para garantir os sigilos bancário, fiscal e industrial, por exemplo, os documentos anexos aos produtos serão resguardados de publicidade.
Uma outra possibilidade de não publicação é se os auditores responsáveis pela confecção do produto opinarem por restringir temporariamente o acesso a todo o trabalho ou a parte dele para resguardar investigações e fiscalizações em andamento, por exemplo.
Até a edição da normativa, publicada no Diário Oficial do dia 02/08/2018, somente as avaliações de controle interno estavam sendo publicadas na íntegra no sítio eletrônico da Controladoria, porque os procedimentos para transparência dos produtos careciam de entendimento pacífico no âmbito da CGE. A publicidade de produtos sem classificação de sigilo estava sendo efetivada mediante requisição ou por meio de matérias jornalísticas produzidas pelo setor de comunicação da Controladoria.
Os produtos produzidos pela CGE estão disponíveis no endereço eletrônico www.controladoria.mt.gov.br, no menu superior “Auditoria e Controle”, “Relatórios”. O link direto é o seguinte: http://www.controladoria.mt.gov.br/relatorios
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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