Mato Grosso
Quatro atletas de MT continuam buscas por medalhas nas Olímpiadas de Paris
Na última semana dos jogos das Olímpiadas de Paris, quatro atletas mato-grossenses ainda têm oportunidade de ganhar medalhas de ouro para o Brasil.
Uma das atletas estreantes é a jovem Lissandra Campos, de 22 anos, no salto em distância, nesta terça-feira (06.08), às 4h15 (horário de MT). A saltadora é beneficiária do programa de bolsas Olimpus MT.
Do município de Nossa Senhora do Livramento (a 38 km de Cuiabá), a atleta diz estar ansiosa e com altas expectativas para sua primeira participação nas Olimpíadas.
“Eu estou muito feliz de estar aqui, de representar o meu estado e uma nação. Espero dar o meu melhor amanhã e conto com a torcida de todos. Que todos que estiverem acompanhando saibam que eu vou estar ali dando o meu máximo”, afirma Lissandra.
Outra atleta que entra em campo, nesta terça-feira, é a meio-campista da seleção brasileira de futebol feminino, Ana Vitória, natural de Rondonópolis (215 km de Cuiabá). O início de sua carreira se deu pelo Mixto. Atualmente, ela representa o Atlético de Madrid (Espanha).
Após derrotar a França nas quartas de final da competição, Ana Vitória e as demais meninas da Seleção do Brasil enfrentam a Espanha, atual campeã do mundo, às 15h (MT).
Natural de Matupá (a 693 km de Cuiabá) e crescido em Peixoto e Azevedo, Almir Jr. participará da competição do salto triplo na tarde desta quarta-feira (07.08), às 13h15 (MT).
Com um histórico positivo, o esportista foi duas vezes finalista de campeonatos mundiais, medalhista de prata no Campeonato Mundial Indoor de 2022 e nos Jogos Pan-Americanos de 2023.
Caroline Santos, natural do município de Água Boa (a 626 km de Cuiabá), é outro destaque mato-grossense na competição. Conhecida como “Juma”, a atleta estreia na prova do taekwondo na próxima sexta-feira (09.08), às 4h36. Ela é medalhista de prata (-62 kg) nos Campeonatos Mundiais de 2019 e 2023.
Premiação para atletas de MT
Todos têm a chance de serem contemplados com o Prêmio Olímpico da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), que dá prêmios de R$ 30 mil até R$ 100 mil para atletas de Mato Grosso que se destacam nas Olimpíadas e Paralimpíadas.
Estão como critérios para a concessão do Prêmio Olímpico, a naturalidade do atleta e sua atuação no Estado de no mínimo dois anos de vida esportiva. No caso de não se enquadrar nos termos anteriores, o mesmo deve ter representado Mato Grosso anteriormente em no mínimo quatro anos, ou estar representando no momento da convocação olímpica.
Convocados e medalhistas têm até o dia 24 de setembro para encaminhar o formulário de requerimento e demais documentos comprobatórios à Secel.
Confira a portaria e os anexos aqui: https://www.secel.mt.gov.br/-/pr%C3%8Amio-ol%C3%8Dmpico
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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