Mato Grosso
Setasc promove Expedição SER Família Mulher em Rondonópolis
A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) promoveu, nos dias 15 e 16 de agosto, a quinta edição da Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas, realizada no município de Rondonópolis (a 219 km de Cuiabá). Ao todo, 463 profissionais da rede socioassistencial foram capacitados na expedição.
Durante a solenidade, os representantes dos municípios de Jaciara, Juscimeira, Pedra Preta e São Pedro da Cipa também assinaram o Termo de Adesão ao Programa SER Família Mulher.
A secretária de Assistência Social e Cidadania, Grasi Bugalho, reforçou que a expedição é a união de esforços de várias instituições, sendo coordenada pela Setasc junto com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), com o objetivo de levar às 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (RISP) a capacitação para os servidores que irão trabalhar no atendimento das mulheres vítimas de violência, e que o apoio dos gestores municipais é imprescindível para que a expedição alcance o seu objetivo.
“Com toda essa rede funcionando, nós acreditamos que vamos entregar algo diferente. É a quinta região que nós passamos e, até o final do ano, nós temos a meta de passar pelas 15 regiões integradas de segurança pública de Mato Grosso. Agradeço ao município de Rondonópolis, a todos os participantes e também os municípios vizinhos, que assinaram o termo, aderindo ao Programa SER Família Mulher. É essa onda do SER Família Mulher, de enfretamento à violência contra as mulheres, que queremos levar para todo o Estado”, declarou a secretária Grasi.
A secretária municipal de Assistência Social de Rondonópolis, Fabiana Rizarti Perez, destacou que existe uma rede atuante em prol das mulheres vítimas de violência no município e que a “Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas” chega para fortalecer os equipamentos existentes no município.
“Agradecemos ao Governo de Mato Grosso, à primeira-dama Virginia Mendes e a Setasc e a todos os profissionais presentes. Muito obrigada. Dizer que o Conselho Estadual do Direito da Mulher, juntos dos conselhos municipais, também tem um papel fundamental que é o de propor, fiscalizar e acompanhar todas as ações e serviços que o poder público executa e que vocês, sejam nossos parceiros e propositivos nas ações porque só assim nós conseguiremos mudar a realidade. Digo que a Expedição em Rondonópolis é um grande sucesso, pois contamos com todos os presentes. Agradeço a secretária Grasi pelo trabalho e que juntos, município e estado, possamos fazer a diferença para as mulheres”, disse.
A programação da Expedição conta com palestras sobre a Patrulha Maria da Penha, com a coordenadoria da Patrulha Maria da Penha; Atuação da Sesp no Combate à Violência Doméstica – SER Família Mulher, com a coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher e Vulneráveis; Controle Social, com o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Ceas-MT); Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher – Organismos de Política para as Mulheres (OPM), com o Poder Judiciário, Politec, Implantação do Programa SER Família Mulher em Rondonópolis, promovido pela Superintendência de Políticas Públicas para Mulheres.
Segundo a procuradora do Estado de Mato Grosso, Glaucia Amaral, a primeira-dama Virginia Mendes, idealizadora da Expedição e do Programa SER Família Mulher, lutou incansavelmente para que esses projetos saíssem do papel.
“Pela sua sensibilidade e atuação no combate à violência contra as mulheres é que o programa e a expedição viraram realidade. E com os profissionais sendo capacitados, com inúmeras informações que podem aperfeiçoar todo esse sistema, para que futuramente não precisemos se uma estrutura tão gigantesca que é necessária hoje para convivência harmônica e sem violência de homens para com as mulheres”, destacou.
A delegada-geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, Daniela Maidel, ressaltou que a polícia nunca se satisfez somente com o atendimento às vítimas de violência, mas que sempre buscou um acolhimento.
“E com o SER Família Mulher surgiu essa missão para todos nós. Veio a necessidade de nós alinharmos esses atendimentos, porque a violência doméstica é um problema complexo. Por isso, a Setasc convidou a Polícia Civil a participar, para que alinhássemos esse atendimento até o encaminhamento dos problemas sociais e isso é muito importante para nós e tantos outros órgãos que estão trabalhando em conjunto na Expedição Ser Família Mulher”, disse a delegada-geral.
Estiveram presentes na solenidade a superintendente de Políticas Públicas da Setasc, Miranir Oliveira; a presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM), Cenira Evangelista; o prefeito de Juscimeira, Moisés dos Santos; as secretárias municipais de Assistência Social de Jaciara e Pedra Preta, Vitória Wagner e Tatiane Antunes, respectivamente, entre outras autoridades.
Fonte: Governo MT – MT
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Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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