Mato Grosso
Mato Grosso e Rondônia discutem plano para retirada de vacinação contra a aftosa
O Estado de Mato Grosso participa nesta semana, em Vilhena-RO, de uma reunião de avaliação e nivelamento para implantação do Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa.
Um dos objetivos do plano é retirar a vacinação contra a febre aftosa em todo território brasileiro. Junto com os Estados de Rondônia e Acre, alguns municípios de Mato Grosso como Aripuanã, Colniza, Comodoro e Rondolândia fazem parte do Bloco I do Plano, com previsão de retirada da vacinação ainda no ano de 2019.
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) representam Mato Grosso no encontro, que começou na quarta-feira (27.02) e segue até sexta-feira (01.03). O Indea-MT vem trabalhando em conjunto com o Instituto de Defesa Agropecuária de Rondônia (Idaron) para programar ações do Plano Estratégico.
O presidente do Indea-MT, Tadeu Mocelin, explica que a parceria com Rondônia é importante. O objetivo principal é criar e manter condições sustentáveis para garantir a condição de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação. “Futuramente esta medida ocasionará a abertura de novos mercados em países que até então não compravam nossa carne. Então, neste momento precisamos redobrar a atenção na vigilância sanitária”.
Além da reunião de nivelamento das ações, estão sendo realizadas visitas na área de limite do Bloco I. Além disso, como os Serviços Veterinários estaduais precisam ser reestruturados, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está realizando uma auditoria no setor.
Participaram do encontro os servidores dos Institutos de Defesa Agropecuária de Rondônia e Mato Grosso, Superintendência da Agricultura nos Estados e membros do setor produtivo.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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