Mato Grosso
Apreensão de drogas em Mato Grosso ultrapassa cinco toneladas no semestre
Mais de cinco toneladas de drogas foram apreendidas no primeiro semestre em Mato Grosso. As apreensões fazem parte das ações repressivas das unidades das forças de segurança: Polícia Militar (PM), Polícia Judiciária Civil (PJC) e Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron) nas 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps), que abrange os 141 municípios.
A droga de maior circulação no Estado é a maconha, que no período de janeiro a junho foram apreendias mais de 2,7 toneladas seguida de cocaína (1.903,43 ton), pasta base (834,155 ton) e crack (1.015 ton). Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública, por meio da Coordenadoria de Análise e Estatística Criminal (Ceac).
O comandante-geral da Polícia Militar em Mato Grosso, Jonildo José de Assis, atribui os resultados ao empenho da tropa e as operações repressivas desencadeadas nos municípios. O comandante citou a deflagração da “Operação 100 dias”, no início do ano, que montou uma força-tarefa para o emprego de militares nas ruas das áreas centrais e periféricas de todo Estado.

“Este resultado é fruto do trabalho de nossos profissionais no enfrentamento à criminalidade. Atuamos com nosso setor de inteligência integrado com demais unidades das forças de segurança para garantir a repressão efetiva não só ao tráfico de drogas, mas também dos demais índices criminais”, argumenta.
Para o segundo semestre, o comandante ressalta que a instituição já deflagrou a “Operação Tempus”, que será realizado nos próximos três meses, agosto, setembro e outubro, e consiste no incremento de policiais nas ruas.
“Vamos realizar ações simultâneas em todo o Estado para combater os crimes em várias frentes, com realização de abordagens, checagens e rondas. Nosso objetivo é atuar para manter e melhor os índices criminais”, enfatiza.
Investigações
No intuito de apontar os suspeitos de tráfico de drogas em Mato Grosso, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), tem deflagrado ações repressivas em Cuiabá e Várzea Grande. Já no interior, as investigações são de responsabilidade da unidade local.
Na última terça-feira (06.08), um casal envolvido com o comércio de drogas em Várzea Grande foi preso por policiais da DRE. Durante as buscas foi percebido no terreno baldio ao lado da casa, um “morrinho” de terra, o qual ao ser desmanchado foi localizado uma peça de pasta base de cocaína.
No interior da casa foram apreendidos comprovantes de depósitos bancários, dinheiro, aparelhos celulares e um caderno com anotações referentes a venda de entorpecentes. Diante dos fatos, a dupla foram foi levada para DRE, interrogados e autuados em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

“A Polícia Judiciária Civil tem priorizado a investigação da atuação de quadrilhas no tráfico de drogas. Em algumas ações, apreendemos pequena quantidade de drogas, mas nas investigações é possível apontar as lideranças e isso é muito importante. Nossas unidades, a DRE e a Delegacia de Fronteira (Defron), tem atuado com excelência e rigidez contra as organizações criminosas. Iniciamos o segundo semestre com a previsão de novas ações”, enfatiza o delegado-geral, Mário Dermeval.
Fronteira
Somente na região de fronteira, as ações repressivas dos profissionais do Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron) resultaram na apreensão de mais de 2,8 toneladas de drogas no primeiro semestre de 2019. Ainda no período, foram registradas 111 ocorrências com 14 armas e 916 munições apreendidas. O Brasil possui 983 km de fronteira, seca e alagada, com a Bolívia.
O tráfico de drogas ocorre na fronteira por meio fluvial, terrestre e aéreo. Automóveis, ônibus de linha regular, veículos de cargas, motocicletas, bicicletas e até mesmo pessoas, as chamadas “mulas”, são usadas para transportar as drogas.
Um dos maiores montantes de apreensão de droga aconteceu em maio deste ano, em uma ação conjunta do Gefron com a Polícia Federal de São Paulo, que apreendeu 973 quilos de substância análoga à cocaína. A droga saiu da Bolívia em uma aeronave com destino ao município de Biritiba-Mirim, interior de São Paulo. Com a troca de informações entre as polícias dos dois Estados, parte da droga foi encontrada em uma caminhonete em uma propriedade rural e outra parte estava enterrada. Três pessoas, entre eles, o piloto da aeronave, foram presos.
Outra ação, também em maio deste ano apreendeu 288 de substância análoga à pasta base de cocaína, no município de Poconé (a 104 km de Cuiabá). Por volta das 22h, os policiais realizavam patrulhamento na região do Pantanal e, ao sinalizar parada para um veículo, o condutor acelerou e fugiu. Foram realizados bloqueios na região para localizar a caminhonete, que foi encontrada abandonada. A droga estava na carroceria, separada em tabletes.

O coordenador do Gefron, tenente-coronel PM José Nildo de Oliveira, disse que a atuação dos profissionais do Grupamento consiste em realização de patrulhamentos e barreiras em toda a extensão da fronteira no intuito de promover o enfrentamento aos crimes cometidos na região.
“Nossos policiais atuam dia e noite para a repressão aos crimes na fronteira, principalmente o tráfico de drogas. Os resultados já alcançados reforçam o trabalho que é desenvolvido pelas unidades de segurança”, ressalta.
Ainda segundo o coordenador, a atuação integrada com demais forças estaduais e federais, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira, Indea e Receita Federal, intensifica a repressão aos crimes transfronteiriços.
Apreensão de armas
Também no semestre, as ações policiais retiraram de circulação 1.122 armas de fogo. Uma das apreensões aconteceu durante operação integrada nas regiões Norte e Noroeste do Estado, que localizou sete armas de fogo com suspeitos de delitos criminais nos municípios de Guarantã do Norte, Marcelândia, Matupá, Peixoto de Azevedo, Novo Mundo, Colniza, Aripuanã e Distritos de Taquaruçu do Norte, Guariba e Nova União.
Do montante de apreensões há revólveres, pistolas, espingardas, fuzis e metralhadoras. Os simulacros não estão contabilizados nesta estatística.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
Empresa do agronegócio genuinamente do agronegócio brasileira nacional lança de três novos produtos
-
Rondonópolis03/08/2026 - 08:12Exposul começa hoje com expectativa de recorde de público
-
Rondonópolis03/08/2026 - 15:45Rondonópolis|Após apenas uma empresa se cadastrar e estar inapta, licitação terá que ser remarcada
-
Rondonópolis03/08/2026 - 12:43Liquidaqui consolida Rondonópolis em uma grande campanha de consumo local
-
Agro News03/08/2026 - 13:43Falta de aviso sobre seguro agrícola pode gerar indenização ao produtor
-
Artigos03/08/2026 - 14:08A cidade começa na calçada
-
Rondonópolis04/08/2026 - 18:09Sindicato Rural de Rondonópolis e Senar MT disponibilizam espaço para pequenos produtores na 52ª Exposul
-
Mato Grosso04/08/2026 - 18:004º ENCONTRO DE COOPERATIVAS NORTOX
-
Mato Grosso04/08/2026 - 19:53Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano








