Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Mato Grosso

Profissionais de saúde passam por capacitação para aprimorar captação de órgãos em MT

Publicado

Mais de 30 profissionais que atuam no processo de doação de órgãos em Mato Grosso passaram pelo curso de Comunicação em Situações Críticas, promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amibe) e articulado junto à Central Estadual de Transplantes (CET).

O evento teve como objetivo a capacitação dos servidores para o diálogo sensível e esclarecedor com famílias de pacientes em estado crítico, favorecendo decisões conscientes sobre a doação de órgãos.

A capacitação ocorreu nesta sexta-feira (12.9), no Paiaguás Palace Hotel, em Cuiabá. Participaram do curso coordenadores hospitalares de transplante, médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e fisioterapeutas que atuam em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) ou no processo de doação.

A secretária adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi, agradeceu a presença dos professores que ministraram o curso e elogiou o trabalho de toda a equipe da Central Estadual de Transplantes.

“O transplante em Mato Grosso é uma prioridade de Governo, faz parte da bandeira da nossa primeira-dama Virginia Mendes e do governador Mauro Mendes. A Secretaria trabalha para proporcionar para a população todo o processo de transplante dentro do Estado. Hoje nós temos uma unidade hospitalar habilitada para a realização do transplante renal e já iniciamos as tratativas para o transplante hepático. Temos o Hospital Central sendo entregue em breve, também com a perspectiva de realização de transplante”, afirmou.

Veja Mais:  Idosos de Cuiabá recebem certificados de alfabetização em cerimônia do programa Mais MT Muxirum

Fabiana ainda falou sobre a importância da conscientização, do contato correto com os potenciais doadores e do trabalho em conjunto entre as equipes de saúde.

“Nada disso daqui funciona se vocês que estão nas unidades hospitalares, se não obtiverem êxito neste contato com os familiares de pacientes”, acrescentou.

A coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Anita Ricarda da Silva, destacou a necessidade do compartilhamento do conhecimento entre as equipes.

“Hoje estamos extremamente felizes em poder estar aqui com profissionais de saúde de vários municípios de Mato Grosso debatendo aspectos tão importantes da doação e do transplante de órgãos”, informou.

Aline Pavei, enfermeira da Organização de Procura de Órgãos do Hospital Santa Isabel de Blumenal, em Santa Catarina, e Joel de Andrade, da Secretaria de Estado de Saúde de Santa Catarina, que trabalha como responsável técnico do Sistema Nacional de Transplantes e nos cursos da Amib, foram os professores.


De acordo com Andrade, Mato Grosso é a segunda unidade da federação que recebe o curso. “Esse mesmo curso é aplicado em Santa Catarina desde 2010 e resultou numa virada de números impressionantes em relação à não autorização familiar, que era de 70%, e passou a ser de menos de 30%”, contou o professor.

Andrade também ressaltou que a abordagem com as famílias é individualizada, dependendo do tempo necessário para que aceitem a morte e estejam prontas para a conversa sobre doação.

Veja Mais:  Governo de MT repassou R$ 556,4 milhões à Saúde de Cuiabá em 4 anos

“Não existe uma fração de tempo específica, o que existe é conversar com a família, interagir, acolher a família, e à medida em que a conversa com a família vai se encaminhando, você vai entendendo se eles entenderam a morte, se eles pararam de negar, se existe um momento que é propício a isso. Isso às vezes pode demorar poucas horas e, às vezes, alguns dias”, acrescentou.

Para o enfermeiro responsável pelo Núcleo de Educação Permanente em Saúde (Neps) do Hospital Regional de Sinop, Gleisson Barboza, a capacitação vem para agregar ainda mais os conhecimentos da equipe da unidade.

“Captar tudo o que aqui é aplicado e chegar na nossa unidade e multiplicar com todos todos os profissionais que estão ali lidando diretamente com o paciente e com o familiar. Então, isso é um trabalho em conjunto do Neps e do Hospital Regional Jorge Abreu de Sinop.”

O curso incluiu grande interação e troca de experiências entre os alunos, simulações com duplas de alunos e uma simulação de um caso real que foi projetado e discutido com todos. Depois, os profissionais serão multiplicadores desses conhecimentos dentro das unidades de saúde.

Programação do Setembro Verde

Ainda nesta sexta-feira (12.9), foi realizado, das 18h às 21h, o curso de Gerenciamento do Processo de Doação e Transplante. A capacitação abordou todas as etapas da doação, desde a identificação do potencial doador à validação, manutenção, comunicação e entrevista familiar.

Veja Mais:  TCE reitera determinações à Prefeitura de Cuiabá para corrigir falhas na saúde

Neste sábado, das 8h30 às 17h, também será realizado o curso “Determinação de Morte Encefálica” para médicos com, no mínimo, um ano de experiência em unidades de cuidados intensivos.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook

Mato Grosso

Circuito do Varejo promove capacitação sobre atendimento e vendas digitais em Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa

Publicado

Empresários e equipes do comércio poderão participar de palestras práticas voltadas à experiência do cliente e estratégias de conversão
O Circuito do Varejo segue ampliando sua agenda de capacitações em Mato Grosso e desembarca, no mês de junho, nos municípios de Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, Colíder e Água Boa. A iniciativa reúne empresários, gestores e equipes do comércio para uma programação voltada à melhoria do atendimento e ao fortalecimento das vendas presenciais e digitais.
Realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso (Senac-MT), em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae-MT), o projeto percorre diferentes regiões do estado levando conteúdos estratégicos sobre comportamento do consumidor, experiência de compra e relacionamento com clientes.
A primeira parada será em Lucas do Rio Verde, no dia 3 de junho. Depois, o circuito segue para Alta Floresta, em 9 de junho, Colíder, no dia 11, e encerra a programação do mês em Água Boa, no dia 23. Em todas as cidades, a recepção ao público começa às 18h.
A partir das 19h30, o especialista em experiência do cliente Manoel Carlos Junior ministra a palestra “Atendimento que vende: como encantar o cliente dentro da loja”. O conteúdo apresenta estratégias para transformar o atendimento em diferencial competitivo, criando conexões com o consumidor e aumentando as oportunidades de fidelização e vendas.
Manoel Carlos Junior é curador e especialista em Customer Experience, além de autor dos livros “Experiencialize: os sete passos para transformar produtos e serviços em experiências” e “Experiencializando o Mundo: 40 histórias reais baseadas no método experiencialize”.
Na sequência, às 20h15, a empresária e business coach Uliana Ferreira conduz a palestra “Do direct ao Whatsapp: como atender e vender nos canais digitais”. A apresentação aborda técnicas para estruturar o atendimento online, fortalecer a comunicação digital e converter interações em vendas por meio das redes sociais e aplicativos de mensagens.
Uliana Ferreira é CEO do Grupo Dona, fundador do Instituto A Dona do Negócio e autora do livro best-seller “A Dona do Negócio”. A especialista atua com consultoria e aceleração de resultados para empresas e projetos de empreendedorismo feminino.
As inscrições são limitadas e podem ser feitas pela internet, na plataforma Sympla. Para participar, os interessados devem doar 5 quilos de alimentos não perecíveis no dia do evento. As arrecadações serão destinadas ao programa Sesc Mesa Brasil.
Serviço:
 
Evento Circuito do Varejo 2026
 
Inscrições: Ingresso solidário de 5 kg de alimentos não perecíveis
Lucas do Rio Verde
Data: 3 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório Sebrae em Lucas do Rio Verde, Avenida Pará, 484-s –
Alvorada, Lucas do Rio Verde
Inscrições:  via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-lucas-do-rioverde/3412816)
Alta Floresta
Data: 9 de junho, a partir das 18h
Local: Teatro Agostinho Bizinotto – Centro Cultural, Travessa C-A, Alta Floresta
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-altafloresta/3405873)
Colíder
Data: 11 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório Amazonia ACIC – R. Luiz Aldori Neves Fernandes, 745 – Centro, Colíder
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicaocolIder/3405768)
Água Boa
Data: 23 de junho, a partir das 18h
Local: Auditório da Associação Comercial de Água Boa (Aceab) – R. Nove, 338 – Centro, Água Boa
Inscrições: via Sympla (https://www.sympla.com.br/evento/circuito-do-varejo-2026—–edicao-aguaboa/3405939)
O Sistema S do Comércio é presidido pelo empresário José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
Comentários Facebook
Veja Mais:  Aquamat na Estrada percorre Mato Grosso para fomentar a atividade de piscicultura
Continue lendo

Mato Grosso

Leis aprovadas por Câmaras são declaradas inconstitucionais em MT

Publicado

Foto- Assessoria

Leis aprovadas em câmaras municipais que avançam sobre atribuições típicas do Poder Executivo continuam sendo alvo de questionamentos no Judiciário, com reiterado reconhecimento de inconstitucionalidade por vícios formais. Em decisões recentes envolvendo municípios mato-grossenses, a exemplo de Sinop e Rondonópolis, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reafirmou os parâmetros que delimitam a atuação do Legislativo local.

Nesse contexto, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) tem se manifestado em ações diretas de inconstitucionalidade apontando irregularidades em leis de iniciativa parlamentar que tratam da execução de políticas públicas. Foi o que ocorreu nos casos das Leis Municipais nº 3.599/2025, que instituiu a denominada Escola Ambiental, e nº 3.641/2026, que criou o Programa Oftalmologia nas Escolas, ambas no município de Sinop.

As análises jurídicas indicam que essas normas apresentaram vício formal de iniciativa, uma vez que trataram de matérias cuja proposição é reservada ao chefe do Poder Executivo. A Constituição Federal e a Constituição do Estado de Mato Grosso estabelecem que cabe privativamente ao Executivo propor leis que disponham sobre organização administrativa, funcionamento de órgãos públicos e implementação de políticas governamentais, entendimento que se aplica aos municípios por simetria constitucional.

Nos casos analisados, as leis não se limitaram à criação de diretrizes gerais, mas passaram a disciplinar a execução das políticas públicas. Entre os pontos identificados estão a definição de periodicidade de serviços, a imposição de atividades específicas por secretarias e a vinculação direta de ações à estrutura administrativa do município. Esse tipo de previsão normativa caracteriza ingerência indevida na esfera do Executivo, ao restringir a margem de decisão administrativa quanto à conveniência, oportunidade e viabilidade das medidas.

Veja Mais:  Idosos de Cuiabá recebem certificados de alfabetização em cerimônia do programa Mais MT Muxirum

Situação semelhante foi verificada em Rondonópolis, onde a Lei Municipal nº 14.224/2025 instituiu o projeto “Bem-Estar Rural”, determinando a realização de atividades físicas e de lazer para a população, com frequência mínima semanal e execução a cargo de secretaria municipal. O entendimento consolidado foi de que a norma, também de iniciativa parlamentar, impôs obrigações concretas ao Executivo, interferindo na gestão administrativa, no planejamento de políticas públicas e na alocação de recursos humanos, além de exigir contratação de profissionais.

Nessa hipótese, assim como em Sinop, o Ministério Público apontou que, embora a iniciativa legislativa tenha sido orientada por finalidade social relevante, a forma adotada acabou por invadir a esfera de competência do Executivo, comprometendo o equilíbrio entre os poderes e retirando do gestor público a possibilidade de avaliar a melhor forma de execução da política pública.

Outro ponto comum nos casos analisados é a violação ao princípio da separação dos poderes. Embora o Legislativo tenha papel essencial na formulação de normas e na representação da sociedade, sua atuação encontra limites constitucionais. Quando a lei estabelece comandos operacionais específicos, substitui a discricionariedade administrativa por obrigações previamente definidas, caracterizando interferência indevida na gestão pública.

Além disso, foi constatada a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro em leis que criavam despesas públicas obrigatórias e continuadas. A exigência constitucional de apresentação desse estudo busca garantir o equilíbrio das contas públicas e a compatibilidade com o planejamento orçamentário. A inobservância desse requisito tem sido considerada vício suficiente para invalidar as normas.

Veja Mais:  SES realiza treinamento inédito para combater arboviroses

A atuação do Ministério Público nesses casos busca assegurar que o processo legislativo observe os parâmetros constitucionais, contribuindo para a produção de normas eficazes e juridicamente válidas, sempre reconhecendo o importante papel das câmaras municipais na elaboração de leis que estabeleçam diretrizes gerais e políticas públicas em sentido amplo.

Comentários Facebook
Continue lendo

Mato Grosso

Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres

Publicado

A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.

A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.

Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.

De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.

Veja Mais:  Médica veterinária financia máquina de ultrassonografia com crédito da Desenvolve MT

As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.

“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.

Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.

Foto: Reprodução. 

Comentários Facebook
Continue lendo

ALMT Segurança nas Escolas

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana