conecte-se conosco
Copyright © 2018 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262


Artigos

Avaliação, objeto de diferentes concepções teóricas

Publicado

Joziane Lopes dos Santos

No âmbito da avaliação educacional, a avaliação da aprendizagem é aquela que merece cuidado especial por parte dos educadores, uma vez que se refere ao alvo de todos os esforços por eles realizados: o educando.

Tudo o que acontece em educação ocorre em nome do educando; é para ele que se voltam todas as preocupações pedagógicas e, entre essas, a avaliação da aprendizagem ocupa um espaço valioso.

Entendida como parte integrante do processo de ensino e de aprendizagem, contribui para a superação de problemas identificados no seu desenvolvimento, bem como para a orientação em relação aos objetivos a se cumprirem, intenções a se realizarem e metas a se alcançarem.

A avaliação da aprendizagem tem sido objeto de diferentes concepções teóricas, o que resultou em práticas diferenciadas ao longo do tempo: ora essas práticas focam o aluno como centro do processo ensino e aprendizagem, ora tomam o professor como centro, ora os recursos didático-pedagógicos. Na atualidade, convivem duas perspectivas opostas de avaliação da aprendizagem: a classificatória e a orientadora. Sendo opostas, exigem que o educador assuma uma posição, tendo em vista adotar uma prática não contraditória.

1- Professora efetiva da Rede Municipal de Rondonópolis MT, atua como Coordenadora Pedagógica da  Rede Municipal.

2- Professora efetiva da Rede Municipal e Estadual de Rondonópolis MT, atua como Assessora pedagógica da Rede Municipal.

3- Professora efetiva da Rede Municipal e Estadual de Rondonópolis MT, atua como Assessora pedagógica na rede Municipal.

No entanto não é necessário que a posição assumida pelo educador seja excludente. Ele pode optar por uma posição conciliatória, adotando um ou outro caminho, segundo as características da situação: em se tratando de concursos em que a seleção é o objetivo, é claro que uma perspectiva classificatória é absolutamente adequada. No entanto, no quotidiano da escola, em que a competitividade pouco ou nada tem contribuir para o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos, essa perspectiva precisa ser descartada em nome do cumprimento dos objetivos educacionais de nossas escolas. Nesse sentido, o importante é que o educador tenha consciência das escolhas feitas, das conseqüências que poderão advir e que assuma a responsabilidade por elas.

Veja Mais:  Incentivos fiscais e gastos públicos: um peso e duas medidas

            Para que a avaliação cumpra seu papel de orientação do processo de ensino e de aprendizagem, é necessário que procure abarcar todos os aspectos desse processo: os cognitivos, as habilidades e os de afetividade (individual e social). Focar apenas conhecimentos, relegando os demais saberes à própria sorte, significa perceber o educando de modo fragmentado e contraproducente; significa, em suma, a não realização dos objetivos da educação formal.

            Aqui estão algumas idéias a respeito da avaliação da aprendizagem que buscamos discutir neste texto, reafirmando o nosso objetivo de contribuir nas discussões acerca desse tema.

É necessário repensarmos a avaliação, porque é através dela que professores e alunos podem fazer um diagnóstico de seus avanços e dificuldades no decorrer de um período, de uma aula, de um trabalho. A avaliação está presente em nossa vida de todas as formas, e no que realizamos, enfim, internamente em cada indivíduo, pois sem ela como continuaríamos direcionando por caminhos que achamos serem certos?

Dentro de um contexto escolar o aluno traz consigo sua vivência e experiência de mundo, portanto, cada indivíduo estabelece suas relações de aprendizagem com seu universo dentro de um todo social. Sob esse prisma, é que devemos encarar a avaliação não como um mero registro de notas que acaba classificando os alunos em “bons ou ruins”, em “mais inteligentes ou menos inteligentes” em “mais capazes ou menos capazes”, só porque conseguiram através de respostas em provas “memorizadas” mais conteúdos, e sim como um meio que ajudará professores a identificar dificuldades, diagnosticar problemas.

Faz-se necessário que a avaliação seja orientada pela lógica da continuidade dos processos de formação. Isso implica em preocupar com a aprendizagem do aluno como sujeito ativo no processo de conhecimento, tendo na intervenção do professor, a mediação das interações entre os alunos e destes com os objetivos de conhecimento.

Desse modo, o processo avaliativo é a base referencial do fazer pedagógico, contribuindo tanto com o professor, quanto com o aluno na construção de novos saberes, pois ambos ao tomarem consciência de suas mudanças buscarão novas ações, novos conhecimentos. Ações essas que valorizam a experiência de cada criança na vivência cultural, social, elementos imprescindíveis para o seu crescimento uma vez que a escola na ótica vygotskyana desempenhará bem o seu papel na medida em que partindo daquilo que a criança já sabe (o conhecimento que ela traz do seu cotidiano, suas idéias a respeito dos objetivos, fatos e fenômenos, suas teorias acerca do que observa no mundo), for capaz de ampliar e desafiar a construção de novos conhecimentos.

Veja Mais:  Sinais comuns de bebês com autismo

A avaliação da aprendizagem deve ser uma ação presente em todo o processo, como um instrumento permanente e não apenas como um momento isolado do mesmo. Nesse sentido, ela é a reflexão transformada em ação.

A avaliação deve ser um instrumento de reflexão sobre sua aprendizagem e impulsionada da sua continuidade e como diz Hoffmann “avaliação no seu significado básico de investigação e dinamização do processo de conhecimento”.

Através dessa pesquisa bibliográfica percebemos que os autores analisam a avaliação, acreditando na necessidade de mudanças, de melhoras, de que é preciso buscar propostas inovadoras que envolvam a escola, a família e a comunidade, onde todos possam acompanhar e contribuir para o desenvolvimento do aluno em todo o processo de aprendizagem e não enxergá-la somente no momento final do processo.

Compreende que, para que haja essa transformação, os educadores precisam rever sua prática pedagógica. Faz-se necessário que vejamos a avaliação como recurso de ensino e não como uma forma de aprovar ou reprovar os alunos.

Acreditamos que enquanto não houver, por parte dos educadores, um real interesse em mudar essa tradicional maneira de avaliar, que vem causando constantes reprovações, principalmente de crianças de 1ª série, os alunos continuarão sendo os únicos prejudicados.

Vale ressaltar que a decisão de transformar a prática avaliativa não é tomada de uma hora para outra, nem de uma forma isolada das outras decisões relativas a proposta pedagógica: as alterações na forma de avaliar são integrantes do projeto da escola demandando estudo e reflexão, resultando do trabalho coletivo dos professores.

Veja Mais:  Qual o melhor livro para aprender a escrever corretamente?

A avaliação vista como acompanhamento da aprendizagem é contínua,é uma espécie de mapeamento que vai identificando as conquistas e os problemas dos alunos em seu desenvolvimento. Dessa forma tem caráter investigativo e processual ao invés de estar a serviço somente da nota como único meio de avaliação, essa avaliação passa assim a contribuir com a função básica da escola que é promover o acesso ao conhecimento.

Ainda queremos salientar que não somos totalmente contra a avaliação através de provas, só não compreendemos porque utilizar somente da prova escrita para avaliar a aprendizagem do aluno. Precisamos vê-lo como um todo no processo de ensino-aprendizagem, seus avanços, suas regressões e ter um acompanhamento naquilo que o aluno não conseguiu e intervir para uma real aprendizagem.

Esse trabalho veio também ampliar e clarear as nossas idéias de transformação na prática avaliativa. Esperamos que o mesmo possa, e venha a contribuir para uma reflexão maior da questão e também talvez esclarecer algumas dúvidas.

Com a perspectiva de mudança dessa situação que lentamente já vem sendo refletida, fica aqui o convite a todos os profissionais da educação, alunos e pais, para uma transformação por meio de nossa ação.

  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DEMO, Pedro. Avaliação sob o olhar propedêutico. Campinas, São Paulo: Papirus, 1996

——————. Avaliação qualitativa: um ensaio introdutório. Campinas, São Paulo: Papirus, 1996

HOFFMANN, Jussara M. L. Avaliação mediadora uma prática em construção da pré-escola à universidade. 8ª ed. Porto Alegre: Mediação, 1996.

—————– Avaliação: mito e desafio. Porto Alegre, RS: Educação e Realidade,1999.

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Avaliação: Concepção Dialética. Libertadora do processo de avaliação escolar. São Paulo, SP: Libertad, 1993.

VYGOTSKY, L. Pensamento e Linguagem. 4ª ed. São Paulo, SP: Martins Fontes, 1991.

Por:  1-Joziane Lopes dos Santos

        2- Ludmilla Paniago Nogueira

        3- Neide Figueiredo de Souza

Comentários Facebook

Artigos

Pandemia de Covid-19: consumidores não precisam temer desabastecimento

Publicado

 

 

source

A Organização Mundial da Saúde decretou, no dia 11 de março, pandemia mundial por conta do novo coronavírus (Sars-Cov-2), o que significa que desde então a doença já estava espalhada por diversos continentes , com transmissão sustentada entre as pessoas e afetando parte da população de diferentes países.

Fernando Capez
Procon-SP

Diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez

Trata-se de uma situação anômala e inédita em escala global, que provoca a necessidade de isolamento, suspende contratos entre consumidor e fornecedor e, por tal proporção e abrangência, gera medo e insegurança.

O Procon-SP considera compreensível que tenhamos tais sentimentos, mas entende que o momento deve ser enfrentado com equilíbrio e bom senso. Estamos vivendo uma condição incomum que exige de todos nós serenidade e cautela.

É fundamental que as pessoas enfrentem esse momento com a seriedade que a situação requer, atentando para as orientações das autoridades competentes.

Empresa iFood não é obrigada a dar apoio financeiro a entregadores

Além das recomendações já bastante enfatizadas como lavar as mãos, sair de casa somente para o essencial e evitar aglomerações, outro alerta importante é comprar somente aquilo que for necessário .

Muitos consumidores, com receio de enfrentarem o desabastecimento de produtos, estão correndo aos supermercados para adquirir uma quantidade maior do que aquela que efetivamente será usada por eles e suas famílias, o que acaba gerando filas e aglomerações desnecessárias nos supermercados.

Veja Mais:  A corrida contra minha morte

Preocupado com tal constatação e a fim de garantir não haver risco de desabastecimento, o Procon-SP entrou em contato com Associação Paulista de Supermercados.

A representante do setor garantiu que há produtos suficientes para abastecer as prateleiras dos supermercados e que, uma ou outra falta pontual, pode ocorrer em decorrência de uma demora no deslocamento do centro de distribuição para os pontos de venda, mas que o problema será sanado sem prejuízo à população.

O abastecimento de botijão de gás, item de extrema necessidade, também tem gerado temor. É preciso dizer que há refil e botijão de gás suficientes para garantir toda a população, inexistindo risco de desabastecimento.

Além disso, não se pode admitir o uso da situação que vivemos para a cobrança de preços injustificáveis . O preço razoável do refil de um botijão de 13 kg é cerca de R$ 70,00, já o valor de um botijão está em torno de R$ 90,00, ficando portanto R$160,00 o botijão mais o refil.

Seguindo as recomendações das autoridades, muitas pessoas têm feito uso de álcool em gel e máscara de proteção individual. Sensível a essa demanda, temos fiscalizado estabelecimentos comerciais, como farmácias, supermercados, hipermercados e outras lojas no Estado de São Paulo com objetivo de verificar os preços praticados nas vendas ao consumidor.

De 16 a 07 de abril, foram fiscalizados 1.050 estabelecimentos e notificados 818 para que apresentem notas fiscais de venda ao consumidor final e de compra junto aos seus fornecedores de álcool em gel e máscara, no período de janeiro a março; esses documentos estão sendo comparados para apurarmos se houve aumento abusivo e sem justa causa.

Veja Mais:  Incentivos fiscais e gastos públicos: um peso e duas medidas

Backer: Polícia Civil descarta sabotagem e investiga negligência

Equipes do Procon-SP têm feito um trabalho para apurar eventuais práticas abusivas de produtos essenciais. É inadmissível que durante a pandemia de coronavírus algumas empresas aumentem de forma abusiva os preços de itens tão necessários à população.

Servir-se do desespero e da necessidade para obter lucro significa fraudar práticas saudáveis de mercado. Os fornecedores que forem flagrados se beneficiando indevidamente por meio da cobrança de valores elevados e sem justa causa sofrerão as sanções previstas na legislação.

Os consumidores que se depararem com a venda de itens essenciais a preços muito elevados devem denunciar nos nossos canais de atendimento à distância, como site, aplicativo e redes sociais.

Somente pelas redes sociais, já recebemos quase  3.000 denúncias , sendo que 70% do total refere-se a valores abusivos de álcool em gel e outros itens.

É tempo de solidariedade e de empatia. Na qualidade de órgão que busca o equilíbrio nas relações de consumo, o Procon-SP continuará trabalhando no sentido de proteger os consumidores , compatibilizando essa proteção com a estabilidade e manutenção da economia.

Comentários Facebook
Continue lendo

Artigos

Novos negócios em tempos de crise

Publicado

 

Matheus Costa*

Como podemos olhar para esse momento, com mais atenção às oportunidades de negócio? Primeiro de tudo, é importante ressaltar que sempre surgem oportunidades em meio à crise. Por isso, precisamos ver esse momento com um pouco mais de otimismo.

Alguns negócios nasceram em crises. Há casos de empresas que tiveram um aumento de demanda nesse período. Hoje, o Coronavírus traz uma reflexão sobre como encontrar soluções diante de desafios criados pela pandemia.

É preciso não só olhar problemas, mas enxergar oportunidades. Isso é o que todo empreendedor fez e faz, diariamente, para alcançar sucesso. Olhar para seus limitados recursos – sejam eles financeiros, intelectuais, digitais, de networking – e entender quais os passos que podem ser dados para desenvolver um novo negócio. Tudo isso faz parte do jogo.

A Avon, por exemplo, empresa de venda direta de cosméticos surgiu do olhar e “pivotagem” de um empreendedor, em tempos de recessão econômica nos EUA. Eles tentavam vender enciclopédias e utilizavam perfumes para atrair as pessoas, principalmente mulheres, para tentar “empurrar” seus produtos. Com o tempo, ao invés de comprar as enciclopédias, as pessoas queriam seus perfumes. Foi então que o empreendedor resolveu se aproveitar de sua nova rede referenciada de clientes para abrir uma marca de cosméticos.

O jogo de tabuleiro Monopoly também nasceu um momento parecido. Nasceu quando um engenheiro desempregado nos EUA, tentando se aproveitar do seu tempo livre com a família, desenvolveu o jogo desenhando as primeiras casinhas na toalha de casa com seus filhos. As crianças e a vizinhança gostaram. Ou seja, havia interesse em se brincar com aquele jogo. Depois de receber um “não” de uma grande empresa de brinquedos infantis, reuniu-se com amigos e vizinhos para imprimir a primeira versão do jogo e logo o sucesso estava anunciado. Depois, a mesma empresa que o dispensou, o chamou para fechar um contrato que o permitiu alcançar o sucesso atual.

Veja Mais:  MAURO MENDES E OS SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS 

Temos também a Nintendo, que nasceu como marca de baralhos. Em meados de 1980, quando o mercado de games parecia estar em baixa, diante de marcas como Atari, Odissey e Intellevision, demonstrarem abandono do segmento por resultados de pesquisas que já apontavam o desinteresse das pessoas, resolveu acreditar que faltava algo diferente no mercado. Ao invés de abandonar o segmento, apostou em novos jogos interativos como o “Super Mario Bros.” e se tornou líder do mercado, abocanhando 80% do market share na época.

Esses são negócios do passado, que surgiram em meio a momentos de crise. Portanto, não importa se o serviço ou produto é de um setor específico ou não. O importante é enxergar o mercado de maneiras para transformar dificuldades em oportunidades.

(*) Empreendedor, gestor de pessoas e de produtos digitais, palestrante, mentor de startups, fomentador de iniciativas de empreendedorismo e fundador e diretor da Your/dev.

Comentários Facebook
Continue lendo

Artigos

O papel do Estado e o Coronavírus

Publicado

Por Rinaldo Segundo

O Estado Moderno nasceu contra a tirania do Absolutismo, e a favor da Defesa da Pessoa Humana. No artigo 5º da Constituição Federal consta que “Todos são iguais perante a lei… garantindo-se aos brasileiros… a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade…” Esses direitos são chamados de fundamentais, pois são considerados indispensáveis à vida nacional. Não foi por acaso que o direito à vida apareceu antes dos outros direitos no artigo 5º. “Viver é a primeira e mais importante iniciativa de um ser humano e de uma sociedade.”

Obviamente, morrer é inevitável. Há mortes “inevitáveis”: AVC, câncer, acidente de trânsito, etc. (claro, um SUS mais robusto e atitudes cidadãs aumentariam a expectativa de vida). Porém, há mortes evitáveis, tais como feminicídios, latrocínios, homicídios premeditados e banais. São imensos desafios a todos nós, brasileiros, as mortes evitáveis.

O Estado deve prevenir mortes evitáveis, garantindo o direito à vida do cidadão. Os sistemas de assistência social e saúde, e segurança pública e justiça existem para isso. Morrer dignamente, também é direito constitucional. Primeiro, a dignidade da pessoa humana é fundamento da República Federativa do Brasil (art. 1º da Constituição Federal). Segundo, o Brasil não permite penas de morte, salvo em caso de guerra declarada ou cruéis (art. 5º, XLVII, “a” e “e” da Constituição Federal.) Se a um condenado é garantido tal direito, por analogia, igual direito tem toda pessoa humana.

Veja Mais:  Sinais comuns de bebês com autismo

Voltando à Terra das Palmeiras. O Estado brasileiro pode e deve fazer mais na crise do Coronavírus. Há várias razões científicas, econômicas e sociais para isso.

Não sou epidemiologista, enfermeiro, médico ou estatístico, e até por isso não desprezo a ciência. Doente, vou ao médico, e não construo casa sem engenheiro/arquiteto. Então, se cientistas apontam a gravidade do Coronavírus e a importância do isolamento social, acompanho-os.

Sei, ciência está fora de moda, mas ainda penso que a Terra é redonda. Discordar disso está contido nos direitos à crença, à liberdade do pensamento e às manifestações religiosas na Constituição Federal. Ainda bem que o pensamento e sua manifestação são livres! Agora, o Estado, inclusive por governantes eleitos democraticamente, tem a obrigação de preservar, ao máximo, a vida de seus governados. Ideologias, de direita ou de esquerda, não estão acima da razão científica, apoiada na realidade dos fatos e dignidade da pessoa humana.

Economia é muito importante. Garante prosperidade, custeia as famílias, enriquece os empresários. Aumentando-se a produtividade e a renda nacional, vive-se e sonhos se realizam: a TV, o carro, a boneca da filha, a viagem dos sonhos com a esposa, o almoço no aniversário da mãe. Isso é viver. Porém, nem Estado, nem Economia são um fim em si mesmo. O fim será sempre a Pessoa Humana. Inclusive, preservando vidas.

Conceito econômico útil nesses dias é a realização do prejuízo. Praticamente, investe-se numa empresa, num título ou numa aplicação financeira; a seguir, esse investimento se revela ruim. Há duas opções: continuar perdendo dinheiro ou “vender” a posição ruim.

Veja Mais:  Qual o melhor livro para aprender a escrever corretamente?

Tratando-se da crise do Coronavírus, realizar o prejuízo significa admitir a situação excepcional vivida (tal qual guerras, crises de fome e pandemias anteriores), e, consequentemente, reconhecer que haverá prejuízos financeiros e econômicos (recessão, desemprego, congelamento ou redução de salários, etc…). Economistas e governos liberais admitem a gravidade do Coronavírus e a iminente recessão mundial, e a necessidade do Estado adotar políticas econômicas keynesianas, salvando trabalhadores, autônomos e empresários. Claro, salvando, também, doentes e infectados, investindo-se em testes rápidos, mais respiradores e monitores para UTI`s, novas contratações de profissionais de saúde, a compra de equipamentos de proteção individual. Esse é o papel do Estado na crise do Coronavírus.

*Rinaldo Segundo é formado em Direito e Ciências Econômicas. Promotor de Justiça em Mato Grosso.

Comentários Facebook
Continue lendo

Câmara Municipal de Rondonópolis

Rondonópolis

Polícia

Esportes

Famosos

Mais Lidas da Semana