Mato Grosso
Corpo de Bombeiros de Mato Grosso ativa Sala de Situação Central

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na segunda-feira (2.6), uma solenidade que marcou o início das operações da Sala de Situação Central (SSC), estrutura criada para reforçar as ações de monitoramento, prevenção e combate aos incêndios florestais no estado.
O evento foi realizado no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá, e reuniu autoridades estaduais, federais e representantes da sociedade civil.
A Sala de Situação Central foi instituída por meio do Decreto nº 1.403/2025, que declarou estado de emergência ambiental em Mato Grosso e definiu o período proibitivo do uso e manejo do fogo em áreas rurais. No Pantanal, a restrição vigora de 1º de junho a 31 de dezembro. Já nas regiões da Amazônia e do Cerrado, o período vai de 1º de julho a 30 de novembro.
Instalada no BEA, a SSC tem caráter consultivo e deliberativo. Seu objetivo é reforçar as ações de monitoramento, análise técnica, otimização de recursos e resposta rápida às ocorrências, de forma integrada entre os diferentes níveis de governo.
Durante a cerimônia, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel BM Flávio Glêdson Vieira Bezerra, destacou a importância da inauguração e do planejamento antecipado.
“Estamos aqui para marcar o início oficial do período proibitivo contra queimadas em nosso estado. Mas é importante reforçar que este marco é apenas a ponta visível de um trabalho que já vem sendo construído há muitos meses, com base em dados técnicos, planejamento estratégico e, principalmente, integração entre diferentes instituições. Obrigado a todos que tornam esse trabalho possível. Seguimos juntos, com responsabilidade e compromisso com o nosso território.” afirmou o coronel.
A Sala de Situação Central dispõe de 30 assentos, entre titulares e suplentes, destinados a representantes de órgãos públicos e entidades de proteção ambiental convidadas a compor o núcleo de coordenação operacional. A coordenação geral das atividades está a cargo da Diretoria Operacional do CBMMT.
Na ocasião, o deputado estadual Carlos Avallone reforçou o comprometimento do Legislativo e a importância do esforço coletivo das instituições.
“Temos feito um esforço coletivo importante para fortalecer nossas brigadas, apoiar a Defesa Civil e garantir mais segurança ambiental para a população. As reuniões semanais, o envolvimento das forças armadas têm sido fundamentais nesse processo. O combate ao fogo exige preparo e presença no território, e é por isso que estamos investindo em estrutura, equipamentos e, principalmente, em gente comprometida com a preservação.” disse Avallone.
A secretária de Meio Ambiente Mauren Lazzaretti também presente, destacou a capacidade de articulação do Estado e os avanços obtidos ao longo do ano.
“A presença de tantas instituições aqui demonstra a capacidade do Estado de Mato Grosso de atuar de forma integrada, cooperativa e técnica. Ao longo deste ano, aprofundamos o diálogo com o governo federal, fortalecemos parcerias e aperfeiçoamos nossos planejamentos, sempre com foco na eficiência do uso de recursos e na efetividade das ações no território. O estado está preparado.” afirmou a secretária.
A solenidade também marcou o início de uma nova etapa na estratégia de gestão ambiental do estado, que aposta na união entre prevenção, tecnologia e cooperação entre instituições para enfrentar os desafios impostos pelo período de estiagem e pelo agravamento das mudanças climáticas.
Entre os órgãos que integram o núcleo estão, além do CBMMT, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), a Secretaria Adjunta de Integração Operacional (Saiop) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), a Secretaria Adjunta de Proteção e Defesa Civil, a Polícia Militar, a Polícia Judiciária Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Também participaram como entidades convidadas: o Exército Brasileiro, a Marinha do Brasil, a Força Aérea Brasileira, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama/Prevfogo), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Sesc Pantanal.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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