Mato Grosso
Empaer comemora 55 anos de atividades em parceria com o agricultor familiar
A Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) comemora no dia 15 de setembro (domingo), 55 anos de existência, mantendo o seu princípio de incentivar o desenvolvimento rural e difundir novas tecnologias para os pequenos e médios produtores a fim de gerar e garantir o desenvolvimento econômico das famílias rurais. Com atuação em 135 municípios do Estado, a empresa atende por ano 45 mil produtores rurais e está presente em 266 assentamentos e 931 comunidades rurais.
A Empaer é uma empresa pública do Estado de Mato Grosso, vinculada a Secretaria de Estado da Agricultura Familiar (Seaf) e que tem como missão gerar conhecimento, tecnologia e extensão para o desenvolvimento sustentável do meio rural com prioridade à agricultura familiar. A agricultura e pecuária são atividades relevantes, especialmente por constituírem a base da geração de emprego, renda e da movimentação da economia dos municípios. De acordo com um estudo realizado pelos técnicos da Empaer dos 104 mil agricultores familiares, 30% dos agricultores exercem a pecuária de leite como atividade econômica, seguindo para fruticultura, olericultura, mandiocultura, piscicultura, cafeicultura e outras.
A empresa está presente em 266 assentamentos e 931 comunidades rurais.
A empresa possui 642 empregados, um corpo técnico multidisciplinar composto por especialistas, mestres e doutores que atuam em um escritório central, nove escritórios regionais, 138 escritórios locais, três Centros Regionais de Pesquisa, quatro Viveiros, seis Campos Experimentais e um Núcleo de Laboratórios. O presidente da Empaer, Renaldo Loffi, fala que nesses 55 anos de história e trabalho a “Serviço da Família Rural”, as ações da empresa sempre estiveram focadas nas políticas de inclusão social e no desenvolvimento sustentável da agricultura familiar.
Loffi destaca que em 2019 a empresa entra em uma fase de reestruturação com a implantação do Plano de Demissão Voluntária (PDV) instituído pelo governo do Estado. Além disso, a empresa está modernizando os sistemas de monitoramento das atividades com uma plataforma digital para armazenar via web os dados dos agricultores familiares e também acompanhar a eficiência dos técnicos no trabalho no campo, já tendo cadastrado 6.500 agricultores. A previsão é de que até o final de 2020, a empresa tenha um retrato preciso da agricultura familiar no Estado de Mato Grosso.
Presidente Renaldo Loffi, destaca as políticas de inclusão social e o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar.
Será possível, com a ferramenta, fazer um diagnóstico integrado da área do produtor e da atuação do técnico da Empaer junto às propriedades atendidas. Paralelamente ao sistema, que já está em operação, está sendo desenvolvido um aplicativo para atender o produtor rural de forma mais interativa e eficiente.
Nesse primeiro ano de governo, o presidente fala que a empresa tem feito parcerias para atender o produtor rural. Ele cita como exemplo o termo de cooperação técnica com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), e Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) para Melhoria Genética do Rebanho Bovino de Mato Grosso (Pró-Genética). Também está em negociação uma parceria com o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Médio Araguaia (Codema), para prestação de assistência técnica e extensão rural aos produtores rurais da região Leste do Estado.
Além destes, foram elaborados e encaminhados três projetos para a Superintendência do Desenvolvimento para o Centro Oeste (Sudeco). Um deles com o objetivo de apoiar o desenvolvimento da Cadeia Produtiva de Frutas, Legumes e Verduras (FLV) nos 14 municípios do Vale do Rio Cuiabá, outro para desenvolver as cadeias produtivas do leite e da piscicultura em regiões de fronteira e também as culturas do feijão e de outras leguminosas de grão seco (pulses) no Médio Araguaia. “A expectativa é que a empresa seja, nos próximos anos, mais eficiente e que possa levar aos agricultores familiares tecnologia que garanta a produção, a comercialização e renda da família”, ressalta Loffi.
A importância da Empaer para o desenvolvimento da agricultura em MT
Durante mais de cinco décadas, a Empaer preservou a essência do seu trabalho, que é o compromisso com o desenvolvimento das comunidades rurais e das famílias de agricultores. De acordo com relatório elaborado pelos pesquisadores da Empaer, na década de 70 a agricultura recebeu um impulso com o trabalho em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa, Agropecuária (Embrapa) com o cultivo do arroz, soja e algodão. A cultura do arroz começou nas regiões de Arenapólis e Diamantino, e em 1982 os pesquisadores lançam a primeira publicação sobre a introdução e avaliação de cultivares e linhagens de arroz de sequeiro no Estado.
A empresa foi ainda pioneira na condução dos campos experimentais de soja nas fazendas Sete Placas, no município de Diamantino, e na Guarita, em Rondonópolis. Em parceria com a Embrapa foram avaliados as cultivares Doko, IAC-6, IAC-7, Tropical e outras.
Em 1984, foram conduzidos os primeiros trabalhos de pesquisa com a cultura do algodão, com a avaliação de 20 cultivares. O avanço da cultura aconteceu em 1996 a partir da parceria da Empaer, Embrapa e Fundação Mato Grosso, que permitiu o lançamento das cultivares Antares e BRS Facual.
Segundo o relatório dos pesquisadores, além da contribuição no estabelecimento das culturas de arroz, soja e algodão, a Empaer teve como foco pesquisar o desenvolvimento da agricultura nos três biomas: Cerrado, Pantanal e Amazônia.
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Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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