Mato Grosso
Empaer e Seaf fomentam produção de mel na agricultura familiar em Chapada dos Guimarães
O casal vive na Gleba Monjolo e, assim como outros produtores da comunidade, foi contemplado com caixas de mel do Programa MT Produtivo-Apicultura. Desde o início do programa em 2021, a Seaf já disponibilizou 5.350 caixas de mel a agricultores familiares e indígenas de todas as regiões do Estado.
Segundo Rosilei, cada litro de mel da abelha africanizada Apis mellifera foi vendido a R$ 100 e o favo de 700 gramas a R$ 70. “Não deu para quem quis. A venda do mel ajudou muito na nossa renda. Logo que fomos contemplados com as caixas precisávamos aprender sobre cuidados, manejo e técnicas de como usar, e, nisso, a Empaer foi fundamental”.
A produtora destaca ter sido contemplada com as caixas pela Seaf tornou possível um sonho que agora é realidade. “O preço de uma caixa é cerca de R$ 300 e precisava de cinco, não teria esse dinheiro. Criar abelhas é uma arte, mas não basta ter apenas algumas colmeias para ser um apicultor. É preciso entender o comportamento social delas, sua biologia, e estar sempre se atualizando sobre técnicas de manejo e produção. É isto que torna a arte da apicultura ainda mais nobre e cativante”, ressalta Rosilei.![]()
Foto: Lucas Diego/Seaf-MT
Opinião compartilhada pela agricultora Antônia Gomes Lima, 63 anos, que vive com o marido na chácara Deus é Fiel. Ela frisa que são vários os fatores que influenciam na produção apícola e é fundamental conhecê-los muito bem para ter um manejo de sucesso.
“Consegui juntar duas paixões, as abelhas e as flores. Estamos na Gleba Monjolo desde 2018 e sempre tive interesse em produzir mel. Ser contemplada com as caixas doadas pela Seaf foi o primeiro passo e, com a Empaer dando a orientação, acredito que em breve vamos produzir para vender”, frisa Antônia.
A técnica da Empaer, Maria Elienai Correia, explica que na assistência técnica o objetivo é consolidar a apicultura no Estado e ajudar no equilíbrio e sustentabilidade do meio ambiente. Ela lembra que os produtores da Gleba Monjolo também recebem orientação sobre produção de pitaya, abacaxi e mandioca, mas alguns deles encontram na apicultura uma fonte de renda que tem feito a diferença na qualidade de vida.
Segundo Elienai, o clima, o pasto apícola, entre outros fatores influenciam na produção do mel. “Mato Grosso tem potencial para o desenvolvimento da cadeia produtiva da apicultura, mas investimento e acompanhamento são fundamentais”.
Ela reforça que a produção de mel exige a manutenção das florestas em pé e a conservação dos recursos hídricos, pois as abelhas necessitam das floradas e de água, o que no final essa atividade promove uma inclusão econômica sustentável.
Elienai reforça que conhecer as plantas visitadas pelas abelhas, seus períodos de florescimento e os recursos ofertados foram informações importantes para que os produtores entendessem o relacionamento entre a flora apícola e suas colônias. Agora eles estão identificando os períodos de abundância e escassez de alimentos. Ela conclui que os produtores são estimulados a promoverem a conservação e o incremento do pasto apícola, fundamental para o sucesso da atividade.
Foto: Empaer
Fonte: GOV MT
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
Empresa do agronegócio genuinamente do agronegócio brasileira nacional lança de três novos produtos
-
Rondonópolis03/08/2026 - 08:12Exposul começa hoje com expectativa de recorde de público
-
Rondonópolis03/08/2026 - 12:43Liquidaqui consolida Rondonópolis em uma grande campanha de consumo local
-
Rondonópolis03/08/2026 - 15:45Rondonópolis|Após apenas uma empresa se cadastrar e estar inapta, licitação terá que ser remarcada
-
Agro News03/08/2026 - 13:43Falta de aviso sobre seguro agrícola pode gerar indenização ao produtor
-
Artigos03/08/2026 - 14:08A cidade começa na calçada
-
Rondonópolis04/08/2026 - 18:09Sindicato Rural de Rondonópolis e Senar MT disponibilizam espaço para pequenos produtores na 52ª Exposul
-
Mato Grosso04/08/2026 - 18:004º ENCONTRO DE COOPERATIVAS NORTOX
-
Mato Grosso04/08/2026 - 19:53Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano








