Política MT
Estatuto da Microempresa, Empresa de Pequeno Porte e Microempreendedor Individual é sancionado
A Lei Complementar n° 605/2018, que institui no estado o Estatuto da Microempresa, da Empresa de Pequeno Porte e do Microempreendedor Individual, foi sancionada no último dia 29. Enviada pelo Poder Executivo, a matéria foi aprovada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso no início de agosto e teve contribuições de deputados e de membros da Câmara Setorial Temática Tributária instalada no Parlamento.
O texto regulamenta benefícios ao setor determinados pela legislação federal em 2006 e tem 90 dias para entrar em vigor a contar de sua publicação. “Nós não inventamos a roda. O Estatuto Nacional traz um tratamento diferenciado, favorecido e simplificado e Mato Grosso era um dos únicos estados que ainda não tinham o próprio estatuto”, explica o secretário de Desenvolvimento Econômico de MT, Leopoldo Mendonça. O oferecimento de crédito mais barato, o tratamento diferenciado desse setor em licitações e a criação de um fórum estadual de discussão estão entre as medidas previstas na lei.
Antes mesmo de o Executivo estadual enviar a mensagem que foi votada e se tornou lei, a ALMT já discutia os desafios das micro e pequenas empresas dentro da Câmara Setorial Temática (CST) criada para discutir a situação tributária do estado. A presidência da câmara temática era ocupada pelo secretário parlamentar da Mesa Diretora, Xisto Bueno, e reuniu representantes de diversos órgãos como o Sebrae, Federação das Indústrias (Fiemt), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Secretaria de Estado de Fazenda e sindicatos.
De acordo com Xisto Bueno, a lei foi aprovada a partir de um texto que contou com muitas das sugestões feitas pela CST. Ele também avalia que o texto alcança os principais objetivos pensados inicialmente para o estatuto. “A busca era de se criar mecanismos de integração com a Redesim, simplificar processos e diminuir custos”, ilustra.
O analista técnico do Sebrae Fábio Apolinário lembra que a discussão começou em 2015 para procurar solucionar diversos problemas. “O pequeno empresário não tem poder de barganha, ele acaba sendo desfavorecido sem uma política de incentivo fiscal. Estamos passando por um período de crise e de endividamento com uma dificuldade de acessar crédito”, explica. Segundo Fábio, se estima que Mato Grosso tenha mais 200 mil empresas desse tipo. Elas geram mais da metade dos empregos no estado, de acordo com o secretário Leopoldo Mendonça.
O lojista e presidente do Sindicato do Comércio de Tecidos, Confecções e Armarinhos de MT, Roberto Peron, acredita que a nova lei norteia as ações do governo e vai dar um alento às micro e pequenas empresas. “Vai começar a ter as políticas de desenvolvimento do estado desse setor. Era preciso o tratamento diferenciado que o estatuto prevê”, avalia Peron. “O crédito é uma das ferramentas importantes, outro fator fundamental é a diminuição da burocracia que pode ser feita. Ela é um atraso muito grande e a lei vem para melhorar o ambiente dos negócios, dar mais agilidade ao processo de venda, abertura de empresa, fechamento de empresa”, completa o lojista.
Política MT
Ex-governador Mauro Mendes rebate senador Wellington Fagundes sobre obras da MT-170

Ex-governador Mauro Mendes
O ex-governador Mauro Mendes voltou a criticar o senador Wellington Fagundes em meio às discussões sobre as obras da MT-170, antiga BR-174, no estado de Mato Grosso.
Em declarações recentes, Mauro rebateu as críticas feitas pelo senador sobre a qualidade das obras executadas na rodovia e afirmou que a estrada permaneceu abandonada durante anos sob responsabilidade do Governo Federal. Segundo ele, a estadualização da via ocorreu justamente para garantir a retomada das obras e melhorar a trafegabilidade da região.
Mauro Mendes também acusou Wellington Fagundes de “faltar com a verdade” ao questionar o andamento dos serviços e destacou que, antes da intervenção do Estado, motoristas enfrentavam sérios problemas estruturais na rodovia, incluindo longos períodos de atoleiros e dificuldades de deslocamento.
O embate ganhou força após Wellington cobrar investigações sobre possíveis falhas na execução das obras e defender acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos contratos relacionados à MT-170.
A discussão entre os dois líderes políticos amplia o clima de disputa política em Mato Grosso, principalmente diante das articulações visando as eleições de 2026.
Veja Vídeo:
Política MT
Cláudio Ferreira elogia deputado Nininho durante anúncio de recursos para a Santa Casa de Rondonópolis
Política MT
“RGA é direito” será o tema do Grande Ato dos servidores no dia 25 de maio

Servidores estaduais e municipais de vários locais do estado estarão em Cuiabá para participar na próxima segunda-feira(25) do Grande Ato do Movimento Sindical Unificado pelas ruas do Centro Político Administrativo, rumo ao Palácio Paiaguás, a partir das 14h.
O ato que tem como tema “RGA é direito. E direito se conquista com luta, mobilização e unidade!” quer chamar a atenção do governo para abrir mesa de negociação e ouvir as reivindicações dos servidores e debater alternativas para se resolver o caso dos consignados, as cobranças previdenciárias sobre aposentados e pensionistas e também o plano de cargos e salários de cada categoria. “São reivindicações históricas que geram insatisfação dos servidores de forma geral no estado. O governo não pode fingir que nada está acontecendo. São mais de 250 mil famílias impactadas mensalmente pela defasagem salarial provocada pelo não pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA)”, diz a presidente da Federação Sindical dos Servidores Públicos de Mato Grosso(FEESP-MT) Carmem Machado.
O Movimento Sindical Unificado também cobra uma mudança de postura do governador, Otaviano Pivetta em relação à adotada na gestão do governador Mauro Mendes em relação aos consignados. Os servidores relatam dificuldades financeiras provocadas por descontos elevados em folha, juros acumulados e falta de mecanismos de proteção aos trabalhadores endividados. Soma-se a isso a cobrança previdenciária sobre aposentados e pensionistas, tema que continua gerando forte indignação entre categorias do funcionalismo.
“Precisamos de uma resposta do governo. Abrir a mesa de negociações”, argumenta Carmem.
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