Mato Grosso
Governo investe mais de R$ 370 milhões na modernização de unidades estaduais de saúde

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), investe mais de R$ 370 milhões em obras de ampliação, reforma e modernização das unidades especializadas, dos hospitais e Escritórios Regionais de Saúde.
“O comprometimento do Governo de Mato Grosso com a saúde do Estado é histórico e tem resultado em benefícios para a população, com a construção de seis hospitais e a modernização de todas as unidades estaduais que já estão em funcionamento. A premissa do governador Mauro Mendes sempre foi de oferecer serviços eficientes ao cidadão mato-grossense e estamos conseguindo entregar isso”, declarou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
Durante os seis anos da atual gestão, já foram entregues as modernizações das seguintes unidades: Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope), Lar Doce Lar, Rede de Frio, Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil (Capsi), Superintendência de Vigilância em Saúde, Farmácia Estadual e Ambulatório de Atenção à Transexualidade. Juntas, essas entregas totalizam o investimento de R$ 17,8 milhões em obras.
Veja abaixo os investimentos e a previsão de entrega das obras em andamento:
Escola de Saúde Pública
A obra de modernização da Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT) já totaliza 67% de execução e está prevista para ser concluída em 2025. O custo total da obra é estimado em R$ 18 milhões.
A unidade oferece cursos de Gestão da Educação na Saúde, Educação Permanente em Saúde, Integração Ensino-Serviço em Saúde, Ordenamento da Formação, Políticas de Ensino, Educação Profissional Pós-Técnica, Residência Integrada em Saúde, Política de Pesquisa, Política de Extensão, Política de Inovação, Linha Editorial e Revista Pantaneira de Saúde Coletiva.
Cermac e MT Hemocentro
A nova sede do Centro Estadual de Referência de Média e Alta Complexidade (Cermac) e do MT Hemocentro, em construção em Cuiabá, está com cerca de 45% das obras concluídas e deve ser entregue à população a partir de 2025. O custo total da obra é estimado em R$ 33,3 milhões.
O Cermac é uma unidade especializada que atua no tratamento ambulatorial de doenças como a hanseníase, diabetes, tuberculose, as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e hepatites virais. Já o MT Hemocentro, além de ser o único banco de sangue público de Mato Grosso, também é referência no tratamento de doenças do sangue.
Cridac
O Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), localizado em Cuiabá, também passa por reforma para modernização de consultórios, das oficinas de próteses, órteses e aparelhos auditivos, setores administrativos e demais áreas da unidade. A obra está com 26% de conclusão e o custo total previsto é de R$ 14 milhões.
O investimento busca garantir a modernização da unidade e a melhoria dos atendimentos dos usuários do SUS, proporcionando uma infraestrutura de excelência. A unidade administrada pela SES é referência no diagnóstico e atendimento especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) há 48 anos.
Ciaps Adauto Botelho
A obra de modernização e ampliação do Centro Integrado de Assistência Psicossocial (CIAPS) Adauto Botelho chegou a 47% de conclusão. O investimento total previsto para a reforma e expansão da unidade é de R$ 39,4 milhões, destinados à reconstrução e ampliação de 3,5 mil metros quadrados da infraestrutura hospitalar.
A unidade terá uma nova ala masculina com consultórios, salas de terapia, barbearia, cozinha terapêutica e uma quadra poliesportiva. A previsão é de que a modernização do hospital seja finalizada e entregue à população a partir de 2025.
Lacen
As obras de construção da nova sede do Laboratório Central do Estado de Mato Grosso (Lacen-MT) já estão com 93% de conclusão. O custo total da obra é estimado em R$ 17,5 milhões.
A unidade contará com uma estrutura de aproximadamente 2,5 mil metros quadrados, construída em anexo ao Hospital Central do Estado, localizado no Centro Político Administrativo, em Cuiabá.
Escritórios Regionais
A SES já investiu mais de R$ 27,8 milhões em obras de modernização dos Escritórios Regionais de Saúde de Mato Grosso. Deste total, R$ 1,5 milhão foi investido só entre os anos de 2023 e 2024.
Ao todo, são 16 escritórios instalados nos seguintes municípios: Baixada Cuiabana, Água Boa, Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Colíder, Diamantino, Juara, Juína, Peixoto de Azevedo, Pontes e Lacerda, Porto Alegre do Norte, Rondonópolis, São Félix do Araguaia, Sinop e Tangará da Serra.
Esses escritórios têm a função de coordenar as ações da saúde em diversas regiões do estado, promovendo a descentralização da gestão de saúde e facilitando o acesso aos serviços em áreas mais distantes da capital. Eles estão distribuídos nas principais regiões do estado e têm a missão de apoiar a gestão da saúde, garantir a execução de políticas públicas e promover a integração dos serviços de saúde.
Hospitais Estaduais
Os Hospitais Regionais de Sorriso, Sinop, Cáceres, Colíder e Rondonópolis também receberam investimentos para reforma e modernização. Ao todo, já foram investidos mais de R$ 110,7 milhões.
O Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá, e o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, também passaram por grandes reformas. O investimento nestes dois hospitais foi de mais de R$ 94 milhões.
Já em Alta Floresta, está sendo construído um novo e moderno Hospital Regional em substituição à estrutura atual do Hospital Regional de Alta Floresta.
Fonte: Governo MT – MT
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Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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