Mato Grosso
Indea reinaugura unidade de Guiratinga
O Governo do Estado, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT), juntamente com o Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa) e o Fundo Mato-grossense de Apoio à Cultura da Semente (Fase) reinauguraram na terça-feira (30.10), a Unidade Local de Execução de Guiratinga.
De acordo com a presidente do Indea, Daniella Bueno, a unidade de Guiratinga já é a 15ª unidade a ser reinaugurada. “Essa unidade foi construída em 1996 e desde então, não havia passado por uma revitalização. Até o final de 2018, mais 40 unidades do Indea estarão revitalizadas. Agradecemos o Sindicato Rural de Guiratinga que nos cedeu um espaço para atendimento durante as obras”.
Segundo o presidente do Fase, Gutemberg Carvalho Silveira, o objetivo é concluir a revitalização em todas as unidades até meados de 2019. “Acredito ser o mínimo que podemos fazer. Ao realizarmos esse projeto, estamos visando a melhoria no atendimento e garantia da defesa agropecuária do estado de Mato Grosso. A nossa preocupação é com a defesa agropecuária do estado, garantir e dar segurança a produção agropecuária, uma vez que, o setor produtivo é responsável por 50% do PIB”.
Para o presidente do Fesa, Marco Túlio Duarte Soares, a soma dos esforços tem oportunizado grandes avanços. “Esse é um projeto que nasceu em 2017, e que conseguimos dar início neste ano. A cada reinauguração, temos certeza de que fomos assertivos. É um sentimento de dever cumprido ver o impacto dessas ações que beneficiam os servidores com um ambiente laboral melhor e o produtor com mais conforto”.
O gerente Regional de Rondonópolis, Ricardo Oliveira Alves, agradeceu os esforços conjuntos para a entrega da revitalização da unidade. “Agradeço a dona Célia pela construção da unidade, que ainda em 1996 entendeu a necessidade do órgão. E agradeço o esforço dos servidores e de todos os parceiros nesse processo. Esse dia vai ficar na história, a unidade reformada é um reconhecimento para nós servidores e para os produtores”.
As obras de revitalização das unidades são realizadas com recursos do Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (Fesa) e do Fundo Mato-grossense de Apoio à Cultura da Semente (Fase). O projeto contempla a reforma das 140 unidades do Indea e até a conclusão devem ser investidos R$ 9,5 milhões nas reformas, estruturação das unidades com a aquisição de mobiliários e a adequação das redes lógica e elétrica.
A solenidade contou com a presença de autoridades do município, servidores do Indea, do prefeito de Guiratinga, Humberto Domingues, da ex-prefeita Célia Maria Soares Orione, responsável pela implantação da sede própria do Indea em 1996, e ainda do diretor técnico do Indea, Thiago Augusto Tunes, e representantes do setor produtivo de Guiratinga.
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Servidora do Estado tem aposentadoria negada mesmo amparada por decisão por diferenciação de gênero do STF
Policial Penal feminina atende requisitos de contribuição e idade para pleitear aplicação dos 36 meses de abatimento determinados pelo Supremo

Foto- Divulgação
Uma servidora pública estadual policial penal recorreu administrativamente de uma decisão da Mato Grosso Previdência (MTPREV), que negou seu pedido de aposentadoria voluntária na carreira policial. Em despacho emitido no último dia 9 de junho, o órgão previdenciário estadual concluiu que a servidora ainda não preenche os requisitos para a inativação, projetando o direito ao benefício apenas para 4 de setembro de 2027.
Conforme o advogado responsável pelo jurídico do Sindicato dos Policiais Penais do Estado de Mato Grosso, Fábio Moreira Pereira, que faz a defesa da servidora, houve um equívoco jurídico fundamental na análise da autarquia. O recurso hierárquico protocolado argumenta que a simulação realizada pela MTPREV desconsiderou a jurisprudência vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF) que garante critérios diferenciados de gênero para a aposentadoria de mulheres policiais. “Sim, surgiu uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no STF questionando que as mulheres teriam menos 3 anos de contribuição para aposentar, no caso, as mulheres policiais. E essa decisão foi favorável a uma policial civil: o STF acatou a ADI e reduziu menos 3 anos para a aposentadoria. Porém o Estado não acata de plano a decisão do STF. No caso, a gente entra com recurso administrativo pedindo para aplicar a ADI, mas a MTPREV não vem aplicando. Nesse caminho, nós ingressamos com a ação judicial para que sejam acatados esses menos 3 anos para a servidora aposentar”, explicou.
A negação do pedido pela MTPREV baseou-se estritamente nas regras da Emenda Constitucional nº 103/2019 (Reforma da Previdência), que igualou os critérios de idade e tempo de contribuição entre homens e mulheres nas carreiras policiais.
Contudo, o recurso destaca que essa equiparação foi considerada inconstitucional pelo STF no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7727/DF. Na decisão, relatada pelo ministro Flávio Dino, a Suprema Corte reconheceu que a ausência de um redutor para mulheres policiais viola o princípio da isonomia e a proteção ao trabalho feminino em condições de risco.
O STF determinou a aplicação provisória de um redutor de 3 anos tanto na idade mínima quanto no tempo de contribuição para as mulheres policiais, por simetria ao regime geral, até que uma nova lei complementar discipline a matéria.
A defesa da policial penal sustenta que a aplicação dos 36 meses de abatimento determinados pelo STF é imperativa e de eficácia imediata para a Administração Pública.
Com o recurso, a servidora pede a aplicação compulsória do entendimento do STF e a consequente retificação dos cálculos da MTPREV. Segundo a argumentação, a revisão demonstrará que os requisitos para o repouso remunerado já foram atingidos ou estão em vias imediatas de cumprimento, o que viabilizaria a concessão imediata da aposentadoria.
CONSTRANGIMENTO
Além disso, a servidora que terá sua identidade preservada para não sofrer algum tipo de perseguição, ainda sofreu um constrangimento psicólogo, ao receber um e-mail dos canais da MTPREV agendando a assinatura na sede do Mato Grosso Previdência. Onde na sequência, a policial penal realizou alguns procedimentos técnicos, como o processo descautela (devolução) de sua arma, entrega de farda e coletes, mas em menos de 24 horas recebeu um outro e-mail vindo de um funcionário da MTPREV, pedindo para desconsiderar a primeira mensagem oficial do órgão e destacando que seu pedido de aposentadoria tinha sido indeferido.
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