Mato Grosso
MP mantém Atendimento Pré-Hospitalar pelo Corpo de Bombeiros na Baixada Cuiabana

O promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto, da 7ª Vara Cível de Cuiabá – Saúde Coletiva, indeferiu e arquivou pedido de investigação contra a implantação do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar no Estado, cujo atendimento passa a ser prestado pelo Corpo de Bombeiros Militar, em parceria com o Samu.
Em despacho assinado nesta quarta-feira (16.7), o promotor destaca que não há qualquer irregularidade no Termo de Cooperação firmado entre as Secretarias de Estado de Saúde e de Segurança Pública.
“Essa questão é de extrema relevância, pois o cidadão, num momento de urgência e emergência, deve poder contar com aparelho estatal que consiga lhe fornecer o melhor e mais rápido socorro, sendo essa a principal intenção da Cooperação ora em análise e o melhor resultado concreto ao cidadão. Portanto, de todos os lados que se analisa, não ressaem irregularidades no âmbito da tutela coletiva da saúde”, apontou Milton.
O pedido de investigação partiu do Sindicato o dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma), que alegou que a parceria entre as Secretarias enfraqueceria o atendimento pelo Samu.
No entanto, ao contrário do alegado pelo sindicato, Milton Neto levou em consideração que a cooperação fortalece o atendimento de urgência e emergência ao cidadão, uma vez que a integração entre os números 192 e 193 acarretará “melhoria direta do atendimento ao cidadão”.
“Não há dúvida que o Termo de Cooperação Nº 0045/2025/SESP em estudo, celebrado entre a SES/MT e a SESP/MT, tem incontestável intenção de melhorar o serviço de atendimento pré hospitalar, além de economizar recursos públicos. […] Ouso dizer que somente a integração entre os números 192 e 193 já justificaria a realização do Termo de Cooperação”, pontuou o promotor.
Ele ainda asseverou que a cooperação deveria ter ocorrido mais cedo e que a mesma não transfere a gestão do Samu para a Sesp, “propiciando uma gestão compartilhada e econômica de recursos, sem implicar a transferência propriamente da gestão e/ou da titularidade do Samu da Ses para a Sesp”.
Atendimento dos bombeiros
O Corpo de Bombeiros já atende, diretamente, cerca de 70% da população do Estado, por meio de sete comandos regionais, que garantem o atendimento às mais diversas ocorrências, dentre elas os atendimentos pré-hospitalares, que são a principal demanda da instituição.
São 25 municípios-sede, onde estão as bases da corporação, sendo que em 13 deles os primeiros socorros são realizados exclusivamente pelos militares do Corpo de Bombeiros, há várias décadas.
Nas cidades de Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, na região Médio Norte do Estado, o atendimento à população é realizado de forma integrada entre a instituição e a Prefeitura, por meio da Central Regional de Regulação de Atendimento Pré-Hospitalar Móvel, instalada em 2022 em uma iniciativa conjunta do CBMMT e da Prefeitura de Sinop.
Em outros 11 municípios, o Corpo de Bombeiros atua em parceria com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), como em Rondonópolis, Primavera do Leste, Jaciara e Campo Verde. Nessas localidades, o Samu está instalado dentro de uma Unidade Bombeiro Militar.
A integração entre as instituições melhora o tempo de resposta e a eficiência nos atendimentos, como já ocorre em Rondonópolis há 15 anos. No município, a Central de Regulação de Urgência do Samu é integrada à estrutura do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp).
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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