Mato Grosso
Ouvidoria do Governo de Mato Grosso ganha agilidade e eficiência com novo Fale Cidadão
O novo sistema eletrônico do Fale Cidadão, desenvolvido pela Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) em parceria com a Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), já está disponível para recebimento de manifestações na Rede de Ouvidorias do Governo de Mato Grosso.
Para a CGE, era imprescindível a atualização do Fale Cidadão devido às crescentes manifestações recebidas pelas ouvidorias. Com a nova versão, as reclamações, as denúncias e os pedidos de informação passam a ser atendidas com mais funcionalidade, celeridade e eficiência.
O superintendente de Ouvidoria da CGE-MT, auditor Vilson Nery, explica que as ferramentas do novo sistema priorizam as particularidades das demandas de cada unidade setorial e de seus respectivos órgãos.
“O Fale Cidadão II está mais operacional, permitindo um relatório mais afinado, mais filtrado para área finalística, para as ouvidorias das secretarias e da administração indireta”, explicou.
O auditor Marcos Fujimura, que contribuiu para o desenvolvimento da nova versão, destacou que os recursos tecnológicos e de engenharia de software foram pensados e usados para aprimorar a plataforma.
“O novo sistema foi desenvolvido com os mais altos padrões de recursos tecnológicos e de engenharia de software. A novo sistema possui um layout mais amigável do que a versão anterior tanto para o cidadão como para os ouvidores para cadastramento e operacionalização das mensagens, respectivamente”, esclareceu.
Melhorias para o cidadão
De acordo com o gerente de Análise de Software da MTI, Francisco Lauro Xavier, o novo sistema eletrônico apresenta um layout responsivo, que se atualiza conforme o dispositivo, sem a necessidade de ser desenvolvido para cada plataforma. Assim, os usuários têm acesso ao Fale Cidadão até pelo aparelho celular.
Ainda segundo Francisco, o sistema foi desenvolvido em linguagem de programação mais moderna, com maior segurança, e apresenta um novo processo de inserção de informação por parte dos usuários. Agora, eles terão acessos a novos campos de cadastramento, a fim de garantir uma manifestação mais precisa.
“No sistema anterior, o cidadão tinha uma tela só, em que ele deveria fazer o preenchimento indicando a origem de sua manifestação, se era denúncia ou elogio, por exemplo. Agora já aparece bem claro quais as manifestações possíveis de serem feitas. Ficou mais intuitivo”, disse.
Além disso, o sistema passou por uma modernização para facilitar o acesso dos próprios gestores e ouvidores setoriais à parte administrativa, o que permite a emissão de relatórios mais específicos.
Para o vice-presidente da MTI, Cleberson Gomes, esse projeto é uma importante entrega da empresa em parceria com a CGE, para fomentar o controle social e fortalecer o diálogo entre sociedade e a administração pública.
“É mais uma tecnologia desenvolvida para facilitar o contato do cidadão com o serviço público, além de se tornar um grande aliado também das ouvidorias setoriais. Junto com a CGE e a Ouvidoria Geral queremos melhorar, cada dia mais, o serviço público para o mato-grossense”, destacou.
Rede de Ouvidorias
No Poder Executivo do Estado de Mato Grosso, a Ouvidoria está organizada em Rede, ou seja, as ouvidorias dos órgãos e das entidades estão interligadas pelo mesmo sistema eletrônico (denominado de Fale Cidadão) para registro das manifestações da sociedade. Além disso, seguem diretrizes comuns de atuação estabelecidas pela CGE.
A dinâmica é a seguinte: a CGE, por meio da Ouvidoria Geral, é responsável pelo recebimento, tratamento inicial e encaminhamento da demanda à Ouvidoria Setorial correspondente, bem como pelo acompanhamento da resposta final ao cidadão.
“Cabe à CGE/Ouvidoria Geral monitorar que a resposta seja consistente e encaminhada no prazo legal (de até dez dias úteis)”, explicou Vilson Nery. Ao registrar a manifestação, o cidadão recebe um login e senha para acompanhar o trâmite da demanda no sistema eletrônico.
A Rede de Ouvidorias está estruturada para receber críticas, sugestões ou denúncias acerca de qualquer área de competência do Poder Executivo Estadual pelos mesmos canais de contato. São eles: discagem gratuita pelo 0800-647-1520, ligação local pelo número 162, registro pelo whatsapp (65) 98476-6548 e pelo endereço www.ouvidoria.mt.gov.br/falecidadao (com redirecionamento disponível em todos os sites dos órgãos).
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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