Mato Grosso
Primavera do Leste dá início ao programa Fila Zero na Cirurgia
De acordo com o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, o município de Primavera do Leste apresentou proposta de aproximadamente R$ 6 milhões para executar cerca de dez mil procedimentos.
“É preciso enaltecer a convergência e o compromisso que a Prefeitura de Primavera do Leste demonstra junto ao Governo do Estado. O programa Fila Zero disponibiliza até R$ 200 milhões como incentivo para que os municípios executem procedimentos eletivos e reduzam a fila de espera local. Tenho a convicção de que teremos um caso de sucesso em Primavera e conto com o comprometimento de todos os 141 municípios”, disse o gestor, durante o evento de lançamento do programa no município.
Para o prefeito de Primavera do Leste, Léo Bortolin, a iniciativa do Governo de Mato Grosso serve de estímulo para os gestores municipais e fomenta o desenvolvimento local.
“Hoje Primavera do Leste é o segundo município com maior volume de recursos do Estado, seja na área de infraestrutura, da educação e principalmente da saúde. O Governo do Estado acreditou no município e na iniciativa privada e, na pandemia, chegamos a ofertar 40 leitos de UTI Covid-19 para todo o Estado. Dez desses leitos viraram UTI geral, abrimos leitos neonatal e pediátrico e agora o serviço de hemodinâmica. Dessa forma, Primavera pode se tornar referência no tratamento de saúde, o que seria impossível se não fosse a sensibilidade do governador Mauro Mendes e do secretário Gilberto Figueiredo”, avaliou o prefeito.
Já o secretário municipal de Saúde de Primavera do Leste, Eraldo Fortes, enfatizou o empenho das equipes do município para apresentar uma proposta ao Estado e ofertar, o quanto antes, os serviços à população.
“Para nós é uma grande alegria fazer oficialmente o lançamento do programa Fila Zero na Cirurgia. Imediatamente após o anúncio do programa, nós corremos atrás junto com a equipe de Regulação e fomos um dos primeiros municípios a apresentar proposta para a SES. E para a nossa alegria, Primavera foi o primeiro município a ter uma proposta aprovada para o programa. Estamos aptos a iniciar os trabalhos”, acrescentou o secretário.
Além de Primavera do Leste, os municípios de Cuiabá e Campo Verde já tiveram propostas aprovadas pelo programa Fila Zero na Cirurgia.
Sobre o programa
O programa Fila Zero na Cirurgia tem duração de 12 meses, podendo ser prorrogado. São elegíveis para o programa as unidades públicas de saúde municipais e estaduais, unidades privadas e filantrópicas, associações denominadas como consórcios e parceiros (como o MT Saúde).
Os recursos previstos para procedimentos de média complexidade são até quatro vezes maiores do que os valores previstos pela tabela do Sistema Único de Saúde (SUS). Já os recursos para alta complexidade consideram até três vezes o valor médio dos procedimentos realizados em Mato Grosso no período de 2020 e 2022, sendo acrescido o valor de órteses e próteses necessárias.
Serão ofertados 277 tipos de procedimentos de média complexidade e 135 tipos de procedimentos de alta complexidade. Dentre as cirurgias que serão contempladas pelo programa estão: cirurgias gerais, cardiovasculares, ortopédicas, urológicas, neurológicas, ginecológicas e oftalmológicas.
Além de procedimentos cirúrgicos, serão ofertados incentivos para a realização dos exames e das consultas necessárias para a realização dos procedimentos cirúrgicos.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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