Mato Grosso
Sesp apresenta cumprimento das metas do semestre em audiência
Com o objetivo de contribuir para o acompanhamento e fiscalização das metas físicas contidas no Plano Plurianual (PPA), o secretário de Estado de Segurança, Gustavo Garcia, apresentou os dados da pasta referentes ao primeiro semestre de 2018, nesta quarta-feira (15.08). O balanço foi feito durante audiência pública realizada pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (Cfaeo) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) superou as metas estipuladas para o ano todo quanto às vagas oferecidas para ampliação e capacitação do quadro funcional. Isso inclui a realização de capacitação para os profissionais do órgão, bem como a realização de concurso público para as carreiras de papiloscopistas e técnicos em necropsia da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Estavam previstas 100 vagas e foram preenchidas 114.
Com relação às operações integradas de prevenção e repressão, até o mês de junho deste ano, a Sesp já cumpriu 84,78% das metas. Foram realizadas ações integradas, barreiras físicas, investigações, policiamento ostensivo preventivo, policiamento repressivo, abordagens, patrulhamento a pé, motorizado, aéreo e montado, rondas programadas, cumprimento de mandados de busca e apreensão, fiscalização aos estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas, casas noturnas, checagem de veículos suspeitos e Operações Lei Seca.
No âmbito da prestação de serviços do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), foram cumpridas 42% das metas. O principal objetivo é agilizar a resposta ao cidadão para melhoria da ordem pública e da defesa da coletividade. As atividades de inteligência alcançaram 69,25% do previsto, conforme demonstração dos relatórios disponibilizados.
O serviço de inteligência, inclusive, foi classificado como essencial pelo secretário de Estado de Segurança, para assegurar os resultados operacionais. “A utilização da estratégia na investigação e outros recursos da inteligência resulta na efetividade das operações policiais, como esta última que desarticulou uma organização criminosa que movimentou R$ 50 milhões em um ano e meio, e levou ainda ao confisco de bens e de contas identificadas no esquema”, frisou Gustavo Garcia.
Forças de Segurança
A pasta também concluiu 74,63% das ações de manutenção das atividades gerais da Polícia Militar (PM-MT), em atendimento às 268 unidades da corporação. Estão contemplados alimentação, aquisição de Equipamento de Proteção Individual (EPI), munições, diárias, material de consumo para policiamento ostensivo, material de expediente, contratos de manutenção da estrutura física e locação predial. No quesito de formação e capacitação de policiais militares, a meta já foi alcançada.
Outro ponto destacado na apresentação foi o cumprimento de 60% da meta de manutenção das unidades da Polícia Judiciária Civil (PJC-MT). Nesta meta estão inclusas as diárias dentro e fora do estado, manutenção dos contratos continuados, dos contratos de locação de mão de obra terceirizada e locação de imóveis. No caso do Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT), a meta de capacitação profissional já teve 50% do total atingido. A prestação de serviços da Politec, que inclui manutenção dos contratos de prestação de serviços, aquisição de material de consumo e disponibilização de diárias, alcançou 40% do previsto para o ano todo.
A Sesp apresentou ainda a meta de operações na região fronteiriça, que são coordenadas pelo Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron), cujo cumprimento está em 52,94%. Já o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) possui 60,33%. Os projetos sociais na área de segurança também foram citados: 140% de metas cumpridas no caso do Bombeiros do Futuro, 52,75% pela Rede Cidadã, e 46,48% no caso de atendimentos realizados pelo Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd).
No âmbito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), foram realizadas 92,60% das ações de educação para o trânsito previstas; 51,30% dos processos de formação e habilitação de condutores; 34,60% em execução de processos veiculares (como licenciamento); 78,26% da estrutura mobiliária modernizada; 41% dos servidores capacitados; e 46,70% da meta de fiscalização de trânsito.
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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