Mato Grosso
Setasc realiza 11ª edição da Expedição SER Família Mulher em Alta Floresta

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc) realizou a 10ª edição da Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas no município de Alta Floresta (a 790 km de Cuiabá). Idealizada pela primeira-dama Virginia Mendes, a expedição capacitou 190 profissionais da rede socioassistencial da região. A ação ocorreu nos dias 13 e 14 de novembro.
Durante a solenidade, os representantes dos municípios de Alta Floresta, Apiacás, Nova Bandeirantes, Nova Canaã do Norte, Nova Monte Verde, Paranaíta e Terra Nova do Norte também assinaram o Termo de Adesão ao Programa SER Família Mulher.
De acordo com a secretária da Setasc, Cel. Grasi Paes Bugalho, o grande objetivo da Expedição do Programa SER Família Mulher é entregar uma capacitação de qualidade para que as mulheres, que estão vivendo uma situação de violência, tenham um atendimento de qualidade e eficiente.
“Nós estamos na 11ª Região Integrada de Segurança Pública, com sede em Alta Floresta, recebendo os municípios que fazem parte dessa região. Estamos trabalhamos para que as mulheres tenham uma abordagem diferenciada, em rede, para que elas não sejam julgadas por estarem procurando ajuda. Queremos que elas olhem para o Estado, instituições do poder público, e saibam que elas podem contar com o apoio destas instituições para beneficiá-las e protegê-las”, declarou.
Para a profissional do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), do município de Paranaíta (838 km de Cuiabá), Sandra Tavares, o Programa SER Família Mulher é fundamental para apoiar as mulheres vítimas de violência e a Expedição possibilita que os trabalhadores da rede de proteção possam realizar atendimentos adequados e humanizados.
“É algo maravilhoso que a gente pode utilizar, uma ferramenta de atendimento muito melhor para as mulheres vítimas de violência. Nos CRAS e CREAS já realizamos atendimentos às vítimas de violência, porém, com a capacitação do SER Família Mulher, temos a possibilidade de realizar um atendimento ainda melhor para essas mulheres, entendendo a situação, e apoiando cada uma em uma tomada de decisão mais viável para o bem-estar de cada mulher atendida”, disse.
Segundo a secretária adjunta de Assistência Social (Saas), Miranir Oliveira, a Expedição SER Família Mulher contou com diversas capacitações simultâneas.
Em um dos espaços, profissionais da rede social, de saúde e de educação participaram de treinamentos, enquanto em outro houve uma capacitação com a Patrulha Maria da Penha.
Além disso, conselheiros municipais e representantes dos direitos das mulheres receberam orientações do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM) e os atendimentos da van do Programa SER Família Mulher nas comunidades.
“A van oferece um momento de roda de conversa com orientação e acolhimento das mulheres da região. Esse é um momento de interação e também de apoio às mulheres que buscam orientação ou interesse realizar atendimentos de forma individual, já que a van disponibiliza um espaço para atendimento direto, onde as mulheres podem receber informações e orientações sobre a violência doméstica”, pontuou.
A presidente do CEDM, Cenira Evangelista, declarou que a Expedição SER Família Mulher – MT Por Elas é um grande passo do Governo de Mato Grosso ao levar ações e conhecimento por meio das capacitações que visam o combate à violência doméstica, principalmente em municípios mais distantes da capital.
“Muitos municípios tem a dificuldade de acessar conhecimento e a Expedição vem para auxiliar. O Conselho Estadual dos Direitos da Mulher tem essa prerrogativa de fomentar políticas e preparar a sociedade, de um modo geral, para os conhecimentos quem vêm em prol dos direitos das mulheres. Nós estamos capacitando os Conselhos Municipais do Direito da Mulher para que as conselheiras conheçam e compreendam o que é o Conselho da Mulher, quais as suas atribuições e como constituí-lo. Além de auxiliar na criação desses conselhos, visto que, dos 141 municípios, nós temos 85 conselhos instituídos. No ano passado, era bem menos. Vejo que a Expedição ajudou a fortalecer e aumentar o número dos conselhos em defesa da mulher no nosso estado”, finalizou.
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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