Mato Grosso
Tenente da Polícia Militar de MT conclui curso em 2º lugar em Roraima
Depois de mais de 90 dias em regime integral de aulas teóricas e treinamentos práticos no 1º Curso de Operações Especiais Ambientais(Copom), na Polícia Militar de Roraima, a tenente Joelma Carvalho de Melo Bressanelli, 24, do Batalhão Ambiental da Polícia Militar mato-grossense, retorna à Cuiabá com o Certificado de Conclusão do Curso e a uma homenagem institucional pela segunda colocação.
Também retornou com a sensação de missão cumprida, o soldado Wagner Ferreira, do mesmo Batalhão e concluinte do mesmo curso.
Aluna em uma turma composta por 32 policiais militares de cinco Estados (São Paulo, Acre, Roraima, Maranhão e Mato Grosso), a tenente Joelma passou por treinamentos aquático, em área de selva e outros ambientes quase inóspitos.

Entres as disciplinas ministradas no curso estavam: Salvamento Aquático, Sobrevivência na Selva, Tiro Embarcado e Operações Ribeirinhas. As aulas de Sobrevivência na Selva, com duração de 10 dias, por exemplo, foram ministradas por uma equipe do 7º Batalhão de Infantaria de Selva, do Exército Brasileiro.
A instrução de ‘Tiro Embarcado’, explica a tenente, prepara o policial para situações mais extremas, de confronto com bandidos durante ações policiais. Nos 90 dias de curso Joelma emagreceu seis quilos.
A tenente diz que o curso exigiu muito esforço e resistência física, mas todo empenho e dedicaram valeram especialmente pela oportunidade de troca de experiência e de convivência operacional com policiais de outras instituições. Também, observa, pelo conhecimento adquirido nas aulas com instrutores de unidades de Segurança Pública como Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Exército, Marinha, ICMBio(Ibama).
“Cansativo, porém foi gratificante e produtivo participar desse curso”, avalia Joelma.
Mato Grosso
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Mato Grosso
MPMT investiga contratações temporárias na Educação
A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.
Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.
As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.
O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.
Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.
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