Mato Grosso
Unidades do Ganha Tempo recebem projeto Cultural Piano Gente

As unidades do Ganha Tempo de Cuiabá e Várzea Grande se tornaram palco do Projeto Piano Gente. As apresentações ocorrem no período vespertino, das 14h às 16h. A intervenção cultural, que combina piano de cauda, saxofone, violino e a leveza de uma bailarina, tornam a experiência do atendimento nas unidades ainda mais especial.
A unidade Ganha Tempo da Praça Ipiranga foi a primeira a receber a intervenção cultural. Nesta semana, de 22 até esta quinta-feira (25), as apresentações ocorrem no Ganha Tempo do CPA I. E de 26 a 30, será a vez da unidade Ganha Tempo Cristo Rei, em Várzea Grande.
O presidente da Associação Piano Gente e curador do projeto, Dario Scherner, explicou que o local foi escolhido por ser um ambiente acolhedor que atende a população em diversas demandas burocráticas.
“Levar o Piano Gente ao Ganha Tempo sempre foi um sonho. O projeto tem como propósito tocar as pessoas, aproximar a música das grandes massas. Por isso, escolhemos o Ganha Tempo, um local de multisserviços que recebe cidadãos de toda a cidade. Além de ser um espaço de resolução de problemas documentais, também é um ambiente de acolhimento”, destacou.
Além de ser uma ferramenta de formação cultural, o projeto também é uma oportunidade de oferecer momentos de lazer à população.
A jovem Alyne Maria, de 22 anos, visitou a unidade com a família para buscar atendimento e aprovou a iniciativa, destacando que o projeto deixou o ambiente mais acolhedor. “Eu gostei bastante. Deixou o lugar mais agradável e trouxe um pouco de conforto. A música ajuda a espairecer e acalmar os ânimos, principalmente para quem está com criança pequena. Foi muito legal poder vivenciar essa experiência”, afirmou.
Moradora dos Estados Unidos, Veracruz Saldanha, de 77 anos, estava resolvendo questões documentais e se surpreendeu com a apresentação. Ela aproveitou a oportunidade para tocar o instrumento na companhia do músico. “Achei a iniciativa maravilhosa e excelente. Amo essa arte. O piano é ótimo para abrir a mente das pessoas. Fiquei surpresa em viver esse momento em um dia comum em Cuiabá. Até toquei uma música. Foi uma experiência incrível para espairecer em meio à correria”, contou.
A Associação Piano Gente, desde 2018, leva música a públicos e locais inusitados de Mato Grosso. Já realizou mais de 200 apresentações, com concertos de piano e outros instrumentos que emocionam e encantam o público por meio da música.
Administradas pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT), as sete unidades do Ganha Tempo estão instaladas nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças e Cáceres, e ofertam mais de 125 serviços de 24 órgãos públicos municipais, estaduais e federais. Saiba mais aqui (https://seplag.mt.gov.br/index.php?pg=ganha-tempo).
Fonte: Governo MT – MT
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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