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Mato Grosso

Violência infantojuvenil: como identificar os sinais em crianças e adolescentes?

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Foto: Divulgação

Nem sempre é fácil identificar os sinais de violência contra crianças e adolescentes. Muitas vezes predomina o silêncio já que grande parte das agressões é praticada por pessoas conhecidas. Ficam os sinais que geram danos, até permanentes, pois as crianças, sem entender o que ocorre ou que vivem situação de violência, não externam a situação e o ciclo da violência permanece. É importante saber o que fazer ao ouvir relato de violência infantojuvenil para que o acolhimento diminua os impactos sofridos.
Os principais sinais de abuso ou violência contra crianças e adolescentes são tristeza constante, choro sem motivo aparente, distúrbios de sono e alimentação, vômitos persistentes, atraso no desenvolvimento. Ansiedade, comportamento agressivo, baixa autoestima, pesadelos frequentes, medo de determinadas pessoas, objetos e situações, dificuldades de socialização, aumento de casos de doenças e tentativa de suicídio também podem ser outros sinais.
Dados da Superintendência do Observatório de Segurança, da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso (SESP-MT) mostram aumento dos números das ocorrências envolvendo crimes contra crianças e adolescentes nos meses de janeiro a setembro de 2021, em comparação com o mesmo período de 2020.
Foi registrado aumento quanto ao favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual, sendo 19 em 2020 e 32 em 2021. Produzir, reproduzir, dirigir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente computou três ocorrências no ano passado e 13 este ano. Em 2020 foram 87 casos registrados de importunação sexual contra 135 em 2021.
Também foram registradas 1.362 lesões corporais ano passado e 1.380 este ano; 1.251 ameaças em 2020 e 1276 em 2021. Para abandono de incapaz houveram 318 ocorrências ano passado e 372 este ano. Foram 87 registros relacionados ao crime de importunação sexual em 2020 e 135 em 2021.
Pandemia – Esses números que refletem o período da pandemia da Covid-19, onde muitas crianças e adolescentes ficaram em casa.
O juiz Anderson Candiotto, da Segunda Vara Criminal da Comarca de Sorriso (a 420 km ao norte de Cuiabá) afirma que esta é uma triste realidade e que infelizmente os índices comprovam que a violência, de todas as formas, praticadas contra crianças e adolescentes nesses dois anos pandêmicos aumentou.
Protocolo integrado – De acordo com o juiz, em Mato Grosso, o Tribunal de Justiça tem atuação de vanguarda em relação ao enfrentamento da violência infantojuvenil. “Em particular nesta gestão da nossa presidente, desembargadora Maria Helena Póvoas, que realizou um convênio com órgãos públicos e entidades do Estado para criação do protocolo integrado de atendimento às crianças e adolescentes vitimas ou testemunhas de crimes.”
Segundo explica o magistrado, esse protocolo traz, dentre várias garantias e direitos assegurados, regras que padronizam como o primeiro atendimento às vítimas infanto-juvenis deve ser prestado em todas as comarcas. “Como devemos agir naquilo que chamamos de revelação espontânea, que é o primeiro momento que a criança e adolescente, com determinada pessoa, se sente segura ao ponto de relatar que foi vitima de algum tipo de violência, inclusive sexual. É um protocolo para que haja um tratamento uniformizado dentro de um aspecto humano, que garanta dignidade para a criança e adolescente.”
Ainda conforme o juiz é a partir da revelação espontânea que as vítimas são encaminhadas para a Rede de Proteção na Comarca de Sorriso. Lá, são oferecidos serviços nas áreas multidisciplinar (assistência social e psicológica), de saúde, jurídicos, voltados às medidas de proteção e de acompanhamento à unidade familiar. A partir daí iniciam também a repressão criminal para o acusado da prática criminal contra crianças e adolescentes.
“Esse trabalho conjunto e articulado que faz com que a criança e adolescente, vítima ou testemunha de algum crime, possam ser rapidamente acolhidos de forma humanizada, adequada e propiciar todos os serviços de proteção que a lei garante. E com a mesma velocidade, agir para repreender o abusador ou violador, como forma de estancar a violência relatada.”
Papel da sociedade – O magistrado destaca a importância das pessoas se atentarem na identificação dos sinais de abuso ou violência em crianças e adolescentes. “A sociedade como um todo possui, primeiro, um dever legal de proteção às crianças e adolescentes, mas esse dever não é somente legal. Esse compromisso é moral como seres humanos em proteger aqueles mais fragilizados, que estão em estágio de desenvolvimento. Então é de fundamental importância que todos estejam atentos para sinais comportamentais que as crianças e adolescentes possam externar indicando que algo está errado, que está passando por um sofrimento e que pode ser consequência de abuso ou violência que esteja passando.”
Segundo o juiz, no processo em que a criança e adolescente não se sente capaz de pedir ajuda, o único meio de salvá-los da violência continuada é que alguém de fora perceba que no seu comportamento há sinais de sofrimento. Ao perceber, a comunicação deve ser feita para membros da Rede de Enfrentamento, como Conselho Tutelar, escola, posto de saúde familiar, Judiciário, polícias, Defensoria e Ministério Público, Secretaria de Ação Social, agentes da infância, entre outros.
“É o judiciário cumprindo esse principio maior de proteção integral e absoluta da criança e do adolescente, mas fazendo isso de forma humanizada, adequada, num formato que não se preocupe só em investigar, mas se preocupe de forma terapêutica a minimizar o que a criança sofreu para que ela possa ter uma vida adulta feliz, livre de qualquer trauma associado a essa experiência negativa da infância.”
O que fazer? Ao escutar um relato de violência contra crianças e adolescentes, para acolhê-la busque um local apropriado. É importante que seja um ambiente tranquilo e seguro para a vítima. Outras dicas para acolhimento:
– Fique calmo: reações extremas podem gerar sensação de culpa na criança ou adolescente.
– Ouça com atenção e sem interrupção: Se interromper o relato há o risco de “quebrar” todo o processo de descontração e confiança adquirida.
– Não faça perguntas pedindo detalhes do ocorrido: isso pode pressionar a vítima, que já terá que detalhar o fato ás autoridades. Repetir a história várias vezes pode gerar perturbação e aumentar o sofrimento.
 Denuncie: não permita que essa criança ou adolescente seja vítima de outros abusos como a falta de proteção, impunidade do agressor ou omissão da família.
Ligue 180 ou 197 para denunciar qualquer suspeita e crimes de violência e abuso contra crianças e adolescentes.
Campanha – Esta matéria compõe a série da Campanha “O monstro fora do conto”, da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Lançada em novembro deste ano, o objetivo é alertar, informar e conscientizar a população sobre a importância da denúncia e coibir o aumento desses crimes. São materiais de divulgação em todas as mídias: portal, rádio, TV e redes sociais.
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Mato Grosso

MPMT investiga contratações temporárias na Educação

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A 8ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa da Educação de Cuiabá instaurou três inquéritos civis para apurar as condições de contratação de profissionais da educação nas redes estadual de Mato Grosso e municipais de Cuiabá e Acorizal. O objetivo é verificar a realização de concursos públicos ou processos seletivos, bem como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), política criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2026 para aprimorar a seleção de professores da educação básica no país.

 

Conforme o promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior, a iniciativa busca levantar informações para avaliar a possível dependência de contratações temporárias, a eventual ausência de concursos públicos regulares, a adesão à política nacional de seleção de docentes (PND) e a existência de planejamento estruturado para a valorização da carreira.

 

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), e às secretarias municipais de Educação de Cuiabá e de Acorizal, requisitando informações como a adesão à Prova Nacional Docente (PND), ou, em caso negativo, as justificativas e a previsão de adesão; a data de realização do último concurso público ou processo seletivo; e a existência de previsão para novas seleções, com a apresentação de cronograma.

 

As instituições também deverão encaminhar relação atualizada dos profissionais da educação, com detalhamento por função, local de lotação e tipo de vínculo (efetivo ou temporário). O MPMT requisitou ainda informações sobre o planejamento de políticas de valorização da categoria, incluindo estruturação de carreiras, recomposição do quadro efetivo e adoção de processos seletivos mais técnicos, transparentes e impessoais.

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O promotor de Justiça Miguel Slhessarenko Junior considerou que que dados do Censo Escolar indicam que, nos últimos anos, tem havido aumento no número de professores temporários no país, em desacordo com a previsão constitucional e legal. Em algumas redes estaduais, mais de 70% do corpo docente possui vínculo precário.

 

Considerou também levantamento baseado em painel de Business Intelligence (BI) do MEC aponta que Cuiabá está classificada como Prioridade 3, com 5,5% de inadequação docente, 83% de profissionais concursados e último concurso realizado entre seis e oito anos. Já o município de Acorizal também figura na Prioridade 3, com 53,5% de inadequação docente, 64% de profissionais concursados e ausência de informações sobre o último concurso público na área da educação, bem como sobre a existência de Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) para a categoria.

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Mato Grosso

Sérgio Ricardo reforça papel constitucional do TCE-MT e defende atuação fiscalizatória

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Conselheiro Sérgio Ricardo, presidente do TCE-MT

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, destacou o papel do órgão na garantia da correta aplicação dos recursos públicos, em artigo publicado nesta segunda-feira (15). Para além do julgamento de contas, a publicação reforça a importância da fiscalização, prevista pela Constituição Federal como um dos pilares do controle externo.

No texto, intitulado “Fiscalizar é obrigação constitucional do Tribunal de Contas”, o conselheiro lembra que os Tribunais de Contas possuem natureza própria e que as garantias asseguradas a seus membros existem para preservar a independência da instituição. Segundo ele, dar publicidade ao trabalho de fiscalização faz parte da missão institucional do Tribunal.

“Uma Corte de Contas passiva diante de sinais de irregularidade não é prudente: é inconstitucional. A imparcialidade não obriga cegueira preventiva; muito menos pode ser invocada para relevar ilegalidades”, observa.

A íntegra do artigo está disponível no link abaixo. Fiscalizar é obrigação constitucional do Tribunal de Contas

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Gefron e Força Tática apreendem 248 quilos de cocaína e provocam prejuízo de R$ 4 milhões às facções criminosas

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Gefron e Força Tática apreendem 248 quilos de cocaína e provocam prejuízo de R$ 4 milhões às facções criminosas -

Gefron/MT

Uma operação integrada do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e da Força Tática do 12º Comando Regional da Polícia Militar resultou na apreensão de 248 quilos de cloridrato de cocaína, nesta segunda-feira (15.6), em Pontes e Lacerda (a 448 km de Cuiabá). A ação provocou um prejuízo estimado em R$ 4 milhões às facções criminosas.

Três suspeitos, sendo dois homens e uma mulher, foram presos em flagrante por tráfico de drogas. Foram apreendidos também dois veículos que estavam sendo utilizados para o transporte dos entorpecentes.

Após receber a informação de que dois veículos estariam transportando entorpecentes da Bolívia com destino a Pontes e Lacerda, equipes do Gefron e da Força Tática, da Polícia Militar, realizaram um bloqueio na MT-473.

Os veículos monitorados se aproximaram do bloqueio e foram abordados. Durante as buscas no Fiat Palio Adventure, os policiais encontraram um aparelho de comunicação via satélite. Já as drogas, armazenadas em diversos fardos, estavam em um VW Gol.

Os suspeitos receberam voz de prisão e foram encaminhados, junto com os veículos e os fardos de drogas, para a Polícia Federal.

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