Mato Grosso
Centro de Oncologia é referência em tratamento de Câncer em Rondonópolis
O objetivo é prevenir e tratar da doença na região sul do Estado

Foto: Assessoria
O último mês do ano, que é quando chega o Verão, foi escolhido pela Sociedade Brasileira de Dermatologia para alertar a população sobre a necessidade de se prevenir da irradiação solar e dos fatores geradores do câncer de pele. Segundo o médico, diretor de credenciamento do sistema Hapvida, Rafael Diniz, neste período de verão, a doença torna-se mais frequente. “O câncer de pele é considerado o mais comum no Brasil; há mais de 160 mil casos por ano”, disse.
O Dezembro Laranja, como é conhecido a campanha de conscientização, aponta que a população de Mato Grosso deve ter atenção redobrada. Em Rondonópolis, o Centro Especializado em Oncologia, do grupo São Francisco Saúde, que integra o Sistema Hapvida, previne e trata a doença que acomete não somente a pele. O local reforça o atendimento na região Sudeste de Mato Grosso.
O médico Rafael Diniz explicou que na clínica são realizadas consultas oncológicas em crianças e adultos e alguns tratamentos. É um lugar onde o paciente que faz quimioterapia, por exemplo, e precisa receber medicamentos via infusão, recebe todo o cuidado necessário”, destaca.
“O melhor método ainda é a prevenção. Temos que nos proteger dos raios UVA e UVB e sempre é importante, principalmente para quem trabalha no sol, utilizar os equipamentos de proteção individual como óculos escuros, chapéu de aba larga, roupas e protetor solar com FPS 30 para cima”, completou o médico.
Um levantamento feito junto ao Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, mostra que entre homens o índice de incidência deste tipo de câncer, em Mato Grosso, é de 1,35 a cada 100 mil pessoas e entre as mulheres esse índice fica na casa de 1,56 a cada 100 mil habitantes. Por estar localizado no centro do país, tem ainda mais irradiação de raios UVA (ultravioleta) e UVB, que causa a vermelhidão na pele.
“Se a gente faz a detecção no estágio inicial a doença é curável. Sempre é bom ficar atento à nossa pele e ao surgimento de pintas. Pelo menos uma vez ao ano consultar um dermatologista”, resumiu o médico.
Sobre o Sistema Hapvida
Com mais de 6,7 milhões de clientes, o Sistema Hapvida hoje se posiciona como um dos maiores sistemas de saúde suplementar do Brasil presente em todas as regiões do país, gerando emprego e renda para a sociedade. Fazem parte do Sistema as operadoras do Grupo São Francisco, RN Saúde, Medical, Grupo São José Saúde, além da operadora Hapvida e da healthtech Maida. Atua com mais de 36 mil colaboradores diretos envolvidos na operação, mais de 15 mil médicos e mais de 15 mil dentistas. Os números superlativos mostram o sucesso de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos: atualmente são 45 hospitais, 191 clínicas médicas, 46 prontos atendimentos, 175 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
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