Mato Grosso
Com o comércio em horário especial, consumidor deve pesquisar antes de comprar
Não é feriado, mas a Black Friday está entre as sextas-feiras mais aguardadas do ano. Seja para adiantar as compras de Natal, garantir pacotes de viagem ou atualizar os equipamentos eletrônicos da casa, todos devem aproveitar a data com responsabilidade para não começar 2020 com dívidas.
Por mais tentadoras que sejam as promoções, a orientação do Procon é que o consumidor reflita sobre a necessidade de determinado produto ou serviço, para não cair na bola de neve do superendividamento. “Sempre vale a pena tirar umas horinhas para fazer os cálculos, analisar se a compra cabe no orçamento ou se a tal promoção vai gerar um transtorno financeiro”, orienta a secretária adjunta do Procon-MT, Gisela Simona.
A data conquistou os brasileiros e este ano ocorre no dia 29 de novembro com lojas abertas em horário especial, tanto de rua quanto de shoppings centers. De acordo com projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Black Friday deste ano deve movimentar R$ 3,67 bilhões e alcançar o maior faturamento em uma década.
Se depois de estudar sua condição financeira o consumidor decidir por aproveitar a oportunidade, o próximo passo é pesquisar e comparar preços. E para quem prefere lojas físicas, o jeito é bater perna para conseguir um bom desconto.
“Quem fez a lição de casa e acompanhou os preços dos produtos antes do período de Black Friday vai conseguir perceber mais facilmente se o que deseja comprar está de fato em promoção ou se a loja maquiou o preço”, alerta Gisela.
A “maquiagem de preços” consiste em aumentar o valor dos produtos semanas e até meses antes para depois anunciar supostos descontos. Dessa forma o consumidor é atraído por uma falsa promoção.Tal prática é ilegal e deve ser denunciada aos órgãos de proteção ao consumidor. Com a pesquisa de preços antecipada o cliente pode comparar os anúncios e saber se o desconto é real.
Ainda na fase de compra, o consumidor deve prestar atenção ao prazo de entrega da mercadoria, pois com o aumento da demanda tais prazos podem ser prolongados. Na dúvida, certifique-se de que o produto realmente está disponível no estoque e exija o prazo por escrito junto com a Nota Fiscal eletrônica.
Após a compra
Caso o produto comprado apresente algum problema ou defeito na fabricação, o Código de Defesa do Consumidor (CDC) estipula uma garantia legal. O prazo é de 90 dias para bens duráveis, como roupas, móveis e eletrônicos, e de 30 dias para produtos não duráveis, a exemplos dos alimentos. Após a reclamação, o fornecedor ou fabricante deve sanar o problema em até 30 dias.
Já sobre a política de trocas de produtos que não possuam vício de qualidade, o CDC não estabelece uma regra, ou seja, vale o que for acordado entre lojista e consumidor. Muitos estabelecimentos no Brasil possuem uma política de troca e, nesses casos, todas as condições e prazos devem ser detalhados por escrito e entregues de alguma forma ao consumidor, seja na Nota Fiscal ou recibo.
Mato Grosso
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Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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