Mato Grosso
Seduc divulga comissão que vai selecionar redações do Programa Senado Jovem em MT
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) divulga os nomes dos professores que farão parte da comissão técnica para selecionar três redações do Programa Senado Jovem Brasileiro, que engloba o projeto Jovem Senador e o Concurso de Redação do Senado Federal.
A comissão é formada pelos professores de língua portuguesa Aparecida Maria de Paula Barbosa da Silva, da coordenadoria de Currículo e Avaliação da Educação Básica; Marileide Alves da Mata, da Unidade Especial de Articulação Institucional; e Waldney Jorge de Lima, da Coordenadoria de Desenvolvimento do Ensino Médio.
As inscrições para o Programa Senado Jovem Brasileiro estão abertas e podem ser feitas até o dia 16 de agosto. Podem participar estudantes do ensino médio de escolas públicas, nas modalidades regular, ensino técnico, ensino médio integrado ou educação de jovens e adultos. O aluno precisa ter, no máximo, 19 anos completos até 31 de dezembro de 2019 e ter disponibilidade para participar da fase presencial, em Brasília (DF), no período de 25 a 30 de novembro de 2019.
O Jovem Senador tem como objetivo proporcionar aos estudantes do ensino médio conhecimento acerca da estrutura e do funcionamento do Poder Legislativo no Brasil e estimular o relacionamento permanente dos jovens cidadãos com o Senado Federal. Visa ainda estimular nos estudantes a reflexão sobre política, democracia e exercício da cidadania.
O Programa é realizado pelo Senado Federal e conta com a parceria do Ministério da Educação (MEC) e do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), com apoio das Secretarias de Educação dos Estados e do Distrito Federal.
A inscrição do aluno deverá ser feita pela escola e efetivada com o envio da redação, ficha de inscrição e documentos para a Seduc, conforme estabelecido pela coordenação do Jovem Senador nos estados e Distrito Federal. Não existe pré-inscrição e nem inscrição on-line.
Para participar, os estudantes devem elaborar uma redação com o tema “Cidadão que acompanha o orçamento público dá valor ao Brasil”. Os autores das 27 melhores redações, um por unidade da federação, serão automaticamente selecionados para vivenciar, em Brasília, o processo de discussão e elaboração das leis do país, simulando a atuação dos senadores da República.
Etapas
Os alunos serão selecionados em três etapas, 27 vencedores, um por unidade da Federação. Na primeira etapa, a seleção e inscrição do aluno serão feitas pela escola, até 16 de agosto de 2019. Cada unidade de ensino participante deverá selecionar uma redação para representá-la e encaminhar à Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
Na segunda etapa, será a seleção nos estados e no DF, até 20 de setembro de 2019. A Seduc vai selecionar três redações, sem classificá-las, e as encaminhar ao Senado Federal, com a documentação completa.
Na terceira etapa, a seleção e classificação serão no Senado Federal, até 11 de outubro de 2019. A comissão julgadora do Senado Federal vai avaliar e julgar as 81 redações finalistas e selecionar as 27 vencedoras, uma de cada unidade da Federação, classificando o primeiro, o segundo e o terceiro lugar nacional.
Premiação
Serão selecionadas três redações por unidade da Federação, mas somente os 27 alunos classificados em primeiro lugar nos estados e no Distrito Federal pela comissão julgadora serão considerados vencedores do Jovem Senador 2019. Os 27 alunos vencedores receberão um certificado de classificação e um diploma de posse no Jovem Senador 2019. As redações dos jovens senadores comporão o livreto do Jovem Senador 2019.
Os alunos vencedores viajarão com as despesas de deslocamento para Brasília, hospedagem, alimentação e traslados na capital federal cobertas pelo Senado Federal. Os 27 professores orientadores receberão um certificado de participação no Jovem Senador 2019 e acompanharão seus alunos na viagem a Brasília e contarão com programação específica.
Para ter acesso ao kit de divulgação e as informações de como participar clique aqui.
Mato Grosso
Júri é remarcado depois que defesa abandona plenário em julgamento de filho de ex-deputado

A sessão de julgamento de Carlos Alberto Gomes Bezerra, acusado pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio qualificado de Willian Cesar Moreno, foi remarcada para o dia 31 de julho, às 9h, após a defesa abandonar o plenário nesta terça-feira (21). Mais uma vez, os advogados tentaram o adiamento do julgamento, o que foi indeferido pela juíza Monica Catarina Perri Siqueira, presidente da sessão, sob o argumento de que não havia justificativa plausível para a redesignação da data.
Segundo a magistrada, os advogados tiveram um prazo de 15 dias para analisar os documentos juntados aos autos. Ela ressaltou que a maior parte dessas informações já constava no processo e que a alegada falta de acesso a um despacho específico sobre prisão domiciliar não acarretaria prejuízo real, uma vez que a decisão sobre o tema também integra os autos.
“O advogado, quando assume a substituição no processo, o recebe no estágio em que ele se encontra. O processo não recua, ele tem que andar para a frente”, afirmou Monica Perri. Após anunciar a nova data do júri, a magistrada determinou que, caso não haja um advogado constituído apto para atuar na sessão, a Defensoria Pública deverá estar preparada para assumir a defesa na data prevista. Todos os presentes saíram intimados do plenário.
A acusação seria conduzida pelos promotores de Justiça Vinicius Gahyva Martins e Élide Manzini de Campos, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). O réu era defendido pelos advogados Elson Marcelino da Silva Júnior, Larice Cristine, Melissa de Oliveira Machado e Gabriel Gouvea Neno Reiff.
Manobra – Ainda no plenário, o promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins sustentou que o acesso a processos externos é responsabilidade da defesa e que as questões relacionadas ao habeas corpus e à prisão domiciliar já foram resolvidas, não havendo justificativa para o adiamento do júri. Ele destacou o papel do Ministério Público como fiscal da lei, com a missão de assegurar direitos e preservar a imagem das vítimas perante a coletividade. Também se posicionou contra o abandono do plenário, ressaltando que a realização de um Tribunal do Júri exige o empenho e a presença de diversos envolvidos, inclusive pessoas que se deslocaram de outros estados, e que a “ritualística do tribunal” deve ser respeitada em busca da verdade.
Vinicius Gahyva disse ainda que o abandono do plenário é uma estratégia que acaba por arranhar a imagem do Tribunal do Júri. “Isso tem se tornado, de certo modo, frequente nos julgamentos do Tribunal do Júri, especialmente naqueles que afligem de forma intensa o interesse da coletividade, como é o caso concreto de um feminicídio e de um homicídio de dois jovens. São duas pessoas que, efetivamente, traduzem a necessidade de reafirmarmos o nosso papel social de não banalização da vida humana. Nós sabemos que o Tribunal do Júri envolve uma série de providências que devem ser adotadas para que o ato processual seja realizado, e lamentamos muito que esse tipo de estratégia esteja sendo adotada”, afirmou.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos lembrou que o julgamento já deveria ter ocorrido no dia 7 de julho. Segundo ela, naquela ocasião, a defesa solicitou o adiamento para análise de provas, pedido que foi deferido pela magistrada responsável pelo caso, com a remarcação da sessão para 21 de julho. “É um absurdo uma medida protelatória após mais de três anos do fato, com a família aguardando o julgamento. A defesa admite alegações de nulidades que não existem e que já foram completamente afastadas. É uma estratégia utilizada para tentar postergar, prorrogar e até abrir outro incidente de sanidade, ou qualquer outra medida, para que esse julgamento não ocorra. Tudo isso já foi afastado, e não há motivo algum para que esse julgamento não aconteça”, afirmou.
Sobre o caso de feminicídio, a promotora destacou que a reação da sociedade demonstra uma rejeição cada vez mais firme a esse tipo de crime. Segundo ela, a população tem se posicionado de forma clara contra a violência de gênero e em defesa do enfrentamento aos feminicídios, cobrando respostas efetivas do sistema de Justiça para coibir esse tipo de violência.
Fotos: Josi Dias | TJMT
Mato Grosso
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Mato Grosso
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