Mato Grosso
Central Estadual de Transplantes realiza captação de órgãos em MT
A Central Estadual de Transplantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) realizou, neste fim de semana, o processo de captação de órgãos em Mato Grosso. A ação foi a terceira efetivada neste ano por meio da equipe estadual. Uma família tomou a decisão de doar os órgãos do ente falecido, ato que proporcionará a vida para outras famílias.
O processo para retirada e doação dos órgãos iniciou na última quinta-feira (26.09), quando a equipe médica do Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá notificou a Central Estadual de Transplantes sobre um caso de suspeita de morte encefálica.
A partir de então, a equipe da Central esteve envolvida na realização de todos os exames estabelecidos pelo protocolo para a conclusão do diagnóstico de morte encefálica, condição primária para doação de órgãos. A morte encefálica foi confirmada e a família, em um gesto nobre, autorizou a doação de órgãos.
“Durante toda a sexta-feira (27), Dia Nacional do Doador de Órgãos, as equipes da Central, da UTI do Pronto Socorro, da Comissão Intra-hospitalar de doação e do MT Hemocentro realizaram os exames e avaliações necessárias para confirmar a viabilidade clínica da doação, bem como a localização, junto a Central Nacional de Transplantes, dos possíveis receptores compatíveis inscritos no Cadastro Nacional”, explicou Fabiana Molina, coordenadora da Central Estadual de Transplante.
Conforme Fabiana, todo o processo, desde a notificação de uma possível morte encefálica até a efetivação da doação, envolve, em média, mais de 100 profissionais da rede da Central Nacional.
“Foi essa sincronia e atitude conjunta que permitiu o desfecho da retirada de órgãos, que foi concluída na tarde de sábado (28), quando a equipe de retirada de transplantes deixou a cidade de Cuiabá, com destino à São Paulo, onde foram transplantados o fígado e os rins do doador. A Secretaria, por meio da Central Estadual de Transplantes, agradece e parabeniza o empenho de todos os envolvidos. À família doadora, nossos mais profundos sentimentos de gratidão e respeito”, concluiu a coordenadora.
Retomada do transplante de rim
O Governo de Mato Grosso retomará as cirurgias de transplante renal. De acordo com secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, os procedimentos documentais já foram protocolados no Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde trabalha intensamente para buscar todas as liberações necessárias para reiniciar os trabalhos ainda este ano.
“A retomada dos procedimentos de transplante de rins será uma grande conquista não apenas para SES, mas principalmente para o Estado, pois este serviço foi interrompido há 10 anos. Além disso, com essa retomada, teremos uma grande economia para o Estado, pois um dos maiores valores é o gasto com transporte de pacientes para fora de Mato Grosso”, pontuou o secretário.
Mato Grosso
Lei Maria da Penha completa 20 anos ainda com entraves para ser colocada em prática
A coordenadora do Nudem, Rosana Leite, participou de uma entrevista especial para analisar as duas décadas da lei além dos altos índices de feminicídio em Mato Grosso
Mato Grosso
Municípios de MT debatem continuidade da regularização fundiária e seus impactos no desenvolvimento urbano
Encontro da Geogis reuniu equipes técnicas de consórcios intermunicipais para discutir a continuidade da Reurb

Representantes de 19 municípios mato-grossenses participaram, nesta quarta-feira (29.07), de uma capacitação voltada às Diretrizes para Continuidade da Política Municipal de Regularização Fundiária Urbana (Reurb). O encontro reuniu equipes técnicas dos consórcios Vale do Guaporé e CIDESARP (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico, Social, Ambiental e Turístico do Alto do Rio Paraguai) para discutir os desafios da etapa posterior à entrega dos títulos de propriedade e o fortalecimento das políticas públicas de regularização fundiária.
A capacitação foi conduzida pelo diretor jurídico da Geogis Geotecnologia, Robison Pazzeto, que destacou que a regularização fundiária não termina com a emissão do título do imóvel. Segundo ele, a continuidade das ações é fundamental para consolidar os resultados da política pública, garantindo que os núcleos urbanos regularizados sejam plenamente incorporados ao planejamento das cidades e que as famílias tenham assegurados todos os direitos decorrentes da titulação.
“O pós-Reurb é uma etapa decisiva. A regularização precisa continuar sendo acompanhada para que os municípios consigam integrar essas áreas ao ordenamento urbano, consolidar a segurança jurídica das famílias e ampliar os benefícios sociais, urbanísticos e econômicos gerados por esse processo”, afirmou Pazzeto.
Além de garantir segurança jurídica aos moradores, a Regularização Fundiária Urbana tem sido apontada como um instrumento capaz de reduzir desigualdades e impulsionar o desenvolvimento local.
Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que entre 30% e 50% dos imóveis brasileiros ainda apresentem algum tipo de irregularidade documental. O levantamento aponta que um amplo processo de regularização pode gerar impacto superior a R$ 202 bilhões em valorização imobiliária no país.
Com a documentação em dia, os proprietários passam a ter acesso a linhas de crédito, podem utilizar o imóvel como garantia, realizar financiamentos, comercializar o bem legalmente e investir na melhoria das residências.
Os benefícios também alcançam as administrações municipais. A atualização cadastral decorrente da Reurb melhora a gestão territorial, amplia a base tributária, fortalece a arrecadação de impostos como IPTU e ITBI sem aumento de alíquotas e oferece informações mais precisas para o planejamento urbano e a expansão de serviços públicos, como infraestrutura, pavimentação, saneamento e iluminação.
Para os participantes, a capacitação teve aplicação prática na realidade dos municípios. Representando o município de Comodoro, Diego Garcia afirmou que o treinamento trouxe mais segurança técnica para dar continuidade aos projetos em andamento.
“Foi uma oportunidade importante para aprofundarmos o conhecimento sobre a Reurb e esclarecer dúvidas que surgem no dia a dia. Voltamos mais preparados para dar continuidade aos processos já iniciados e conduzir futuras regularizações com mais segurança jurídica, beneficiando diretamente as famílias que aguardam pela documentação definitiva de seus imóveis”, afirmou Garcia.
Outro participante destacou que o conhecimento adquirido contribuirá para enfrentar um problema comum em diversos municípios: a existência de imóveis sem documentação regular.
“Compreender melhor a legislação e os procedimentos da Reurb nos dá condições de organizar o cadastro imobiliário do município, facilitar o acesso da população às informações sobre seus imóveis e tornar o trabalho dos servidores mais eficiente e seguro. Quem ganha com isso é toda a cidade”, relatou Jorge Luís Ferreira dos Santos, representante de Nortelândia.
A Lei Federal nº 13.465/2017, que instituiu novos instrumentos para a Regularização Fundiária Urbana, ampliou as possibilidades de incorporação de núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial e permitiu acelerar a titulação definitiva de milhares de famílias em todo o país.
Mato Grosso
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